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segunda-feira, 23 de junho de 2025

Um lampejo na escuridão

Talvez, no exato instante

Em que risco o fósforo

No quarto escuro

Neste exato instante

Algumas casas, pessoas e conversas

Iluminam-se... num lampejo

 


Talvez então eu entenda

O inimigo intransigente

E o amigo que me culpa

 

Talvez neste lampejo

Em olhos entreabertos

Qual pétala de flor de macieira

Invadindo escaninho do primeiro amor

 

Ou mesmo distante do olhar materno

Desde o princípio

Eu caminho solitário

 

E talvez

Ninguém sobre o planeta

Lembra de mim neste exato instante

Porque a solidão me invadiu

Como se tivesse tropeçado nesta escuridão


Esta foi uma tentativa de tradução de um poema polonês. Poeta: Josef Baran. Se encontrar, incluo o nome. Recebi o poema da minha professora de língua polonesa, Malgorzata, no tempo em que morei em Brasília, nos idos de 2007, 2008... por aí! 

Vão-se os dias na poeira do tempo... ficam lembranças, memórias! 

 

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Sol dos Alpes (1999)



Quando o sol amanhece por sobre os picos alpinos
Aquecendo ainda restos de neve e gelo...
Derretendo um pouco de sua frieza e deixando surgir
uma clara e alva Edelweiss...

Quando então o sol
Entra na choupana do 
Morador tirolês,
Aquecendo o travesseiro
Deitado no peitoril da janela...



E este mesmo sol
Pousa sobre a grama das pastagens
E sobre as águas dos córregos alpinos,
Onde vem beber cabras, vacas e ovelhas...

Quando este mesmo sol
Toca uma janelinha do sótão
E se espreita pelas frestas,
Querendo ler os últimos teoremas
Deitados sobre a mesa de estudo...

Ou querendo investigar,
Curioso, o que fora consertado,
Desta vez com esta ou aquela ferramenta...

Ou ainda, se delicia ao descobrir,
Sobre a mesma mesa de estudo,
De trabalho e até de lazer,
Uma receita de "Bretzel", já 
Meio esquecida...
Quase carregada pelo vento!...


Quando este sol a pino,
Expressa todo seu calor,
Com toda sua força e alegria,
Deixando alemães e franceses satisfeitos
Com o novo verão...

E quando se esgueira pelas ruas,
Até a Dornstrasse,
Onde uma família vive feliz também
Mais este verão europeu...
Observando mais uma vez, da sua janela,
O trem passando, ali perto...





É chegada a hora de recolher                                            
Um pouco deste sol, deste calor,
Dentro de todas as bagagens possíveis!!!
Até na bolsinha de boneca da Heide,
E no bolso da jaquetinha do Henry
Com certeza, vai um fiapo de sol!

Quando este sol se posiciona então,
No topo do céu,
No topo do mundo,
No topo dos Alpes,
Há um "quê" de saudade americana,
Relembranças forte que se misturam
Às lágrimas de partida:
São lágrimas de saudade
Do tudo que um dia ficou!

Lá longe, do outro lado do Oceano,
Um mundo continua, à espera dos donos!
Uma mangueira, quem sabe, com flores...
Uma Mópi, quem sabe...
Uma casa caiada, cheia de sonhos,
De encantos e cantos amados,
Onde "mora o Amor"!!!

Lá longe, num outro canto do mundo,
Há um portão azul, da cor do céu...
Quem passar por ele
Conhecerá um pouco mais
Da felicidade de se sonhar,
Sonhar com sóis que amanhecem
Sobre os Alpes e que espreguiçam seus raios
Até o Puppenhaus em Durlach!

A felicidade de um sonho realizado!

Lá longe, no outro canto do Planeta,
Hoje o sol é cálido, morno, aquecendo
Ventos de inverno...
Aquecendo pinheiros e ciprestes
Ao longo da Avenida...
Aquecendo o Cristo de braços abertos,
Aguardando quem volta
Do seu sonho realizado!

Graças à Deus!!!




Ontem eu vinha caminhando,                                                
Caminhando e meditando...
E ao elevar meus olhos e pensamentos,
Ainda se via a lua nascendo,
Redonda e branca
De um lado do céu
Enquanto o sol se punha do outro lado...

Ainda estamos no Equinócio de Outono?
Equinócio = equilíbrio...
Não importa!
Importa que saibamos,
Que tudo está em equilíbrio,
Em harmonia...
Que conseguimos, até,
Realizar nossos Sonhos!


(Poema escrito e dedicado à Família Harry Schulz, 06/1999)








































































 




































 

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Lied aus der Verbannung * Canção do Exílio

Outro dia, folheando o "Centenário de Blumenau", me deparei com a tradução, em alemão, feita por Rudolf Damm,  da nossa "Canção do Exílio", obra de Gonçalves Dias. Segue a tradução em alemão e, a seguir, o poema em português: 

Meiner Heimat Schmuck sind Palmen,
Wo im Hain die Drossel singt:
Schoener singt, als alle Voegel,
Deren Stimme hier erklingt.

Heller funkeln unsre Sterne,
Blumiger ist unsre Flur;
Reicher unser Wald an Leben,
Und an Liebe die Natur.

Gluecklich bin ich, wenn in stiller
Nacht mein Geist ins Weite dringt:
Meiner Heimat Schmuck sind Palmen,
Wo im Hain die Drossel singt.

Kann die Heimat mir ersetezen,
Was das fremde Land mir bringt?
Gluecklich bin ich, wenn in stiller
Nacht mein Geist ins Weite dringt:
Meiner Heimat Schmuck sind Palmen,
Wo im Hain die Drossel singt.

Lass, Herr, noch den Tag mich schauen,
Der mich in die Heimat bringt,
In die Heimat, deren Zauber
In des Herzens Tiefe dringt!
Lass mich schaun das Land der Palmen,
Wo im Hain die Drossel singt!

Arara brasileira




        Minha terra tem palmeiras
        Onde canta o Sabiá,
        As aves, que aqui gorjeiam,
        Não gorjeiam como lá.

        Nosso céu tem mais estrelas,
        Nossas várzeas tem mais flores,
        Nossos bosques tem mais vida,
        Nossa vida mais amores.
   
        Em cismar, sozinho, à noite,
        Mais prazer encontro eu lá;
        Minha terra tem palmeiras,
        Onde canta o Sabiá.

        Minha terra tem primores,
        Que tais não encontro eu cá;
        Em cismar, sozinho, à noite,
        Mais prazer encontro eu lá;
        Minha terra tem palmeiras,
        Onde canta o Sabiá.

        Não permita Deus que eu morra,
        Sem que eu volte para lá;
        Sem que desfrute os primores
        Que não encontro por cá;
        Sem qu'inda aviste as palmeiras,
        Onde canta o Sabiá.


        
                        

















sexta-feira, 19 de abril de 2024

Cântico de Outono (1977)


Amanheceu... Das matas verdes, entre os galhos indefinidos das árvores, surgiam os raios do sol à procura da liberdade...

E se espreguiçavam (os raios) entre aquela mata variada, aquecendo a terra nua e arrancando-lhe suave neblina tranparente... e secando-lhe o orvalho frio...

Era um amanhecer excêntrico, como nunca houvera antes na lembrança das criaturas assim, esquecidas...

-Era o outono... suave e melancólico...

O sol queria abrasar aquela natureza toda e em toda sua força, apenas aquecia... 
num toque leve... e morno...

O verde das matas era  mais verde... as flores realçavam mais coloridas... mais perfumadas... 

Na natureza ouvia-se o canto melancólico dos pardais...

Nesse mundo de alegria, havia alguém que procurava o calor do sol... queria tocá-lo...

queria-o só pra si... necessitava dele... adentrava todos os dias naquela suavidade que o dia lhe oferecia... o vento a tocar-lhe o rosto e não deixando que o sol a queimasse...

Mas ele era tão singelo, tão morno... queria-o... mas queria também o vento...

A sua ânsia dominava seu corpo e ela corria, corria... quanto pudesse... a brisa tocava-lhe mais forte contra o corpo... o canto dos pássaros era alta e rápida... não as ouvia direito... os seus pés não lhe permitiam parar. Nem a ela, nem àquela natureza...

Ansiava buscar o sol, só pra si. E corria, cada vez mais depressa... o sol já se punha, as aves se calavam... só a brisa a acompanhava.

Ansiava o sol... e de repente caiu em seus braços: em forma de um homem!

sexta-feira, 8 de março de 2024

A Roda da Vida


Hoje, em homenagem às Mulheres, no seu dia...

Ela, com chapéu
de aba bem redonda, 
me deu um papel...
Sentei no banco
redondo do Cruzeiro
e enrolei o dedo no lápis...
O menino correu em volta...
Os poetas cantaram em círculo...
O sol se pôs...
lentamente...

 
Assim corre o mundo
em seu círculo...
Corre o menino no seu mundo...
Corre a mulher de chapéu no seu dia...
Assim vamos seguindo, a roda da vida.

(Ellen Crista da Silva)

 


terça-feira, 5 de março de 2024

Poema: A Vaga e o Catamaran



E me debruço na janela da varanda
e vejo passantes seguindo em seus
passos firmes,
assim, tão cedo,
em mais um dia de trabalho...
 
    E lá ao longe, do mar,
    Alguém me acena de um catamaran...
 
E me debruço, e corre a imaginação
A buscar no recôndito daquelas
Almas viandantes,
Um vestígio de paz,
Pela lágrima que escorre lenta...
 
    E lá ao longe, do mar,
    Alguém me acena de um catamaran...
 

E em outro olhar me perco a perguntar,    

Quantos sonhos
construídos,
destruídos,
Teimam em seguir este caminho...
 
    E lá ao longe, do mar,
    Alguém me acena de um catamaran...        

Me debruço uma última vez,    
E ouço o clamor que brota
Da ânsia
De ter, de ser, de ver-te
Mais uma vez, nesta vida...
 
    E lá ao longe, do mar,
    Alguém me acena de um catamaran...
 
O dia parte, enfim, na bruma da noite
E continuo debruçada na janela,
Porque lá de longe
Me vem e me beija
E se debruça comigo... na janela...
A perscrutar caminhos...
 
    E lá ao longe, no mar,
    Alguém atraca, enfim, seu catamaran...
 


domingo, 14 de janeiro de 2024

POEMA À 25ª BIENAL

Parece que nada faz sentido
Mas cada detalhe faz sentido.
Parece que não diz nada,
Mas cada detalhe diz algo.
Parece incompreensível... mas
tem uma compreensão profunda.

Rápido veloz... vídeo-filme.
Um lapso no tempo-fotos!
A arte corre desenfreada,
marca um instante: explora,
adapta, põe e sobrepõe fotos.
Imagens entrecortadas.


Como? Não sei. Mas vi.
Imaginação transportada à tela.
É a própria tela.
O sonho é quase real: torna-se arte
palpável, tangível, visível.
Fantasia não é + fantasia: em
tridimensão nos toca, incita, e nos
enlaça nas suas “impossibilidades”.

Alcança e nos toca, num segundo
choca, estupefata, acelera o cárdio,
tumultua o cerne do corpo...
Assusta!... e fascina!...
Incrível  arte essa: “neo”. Neo?
“Pós”. Tudo é pós.

Numa sala branca, apenas vento.
Ou relógios nas quatro paredes. Ou
dobraduras e designs em papel.
Noutra, telas da moça cadavérica.
Ou espelhos superpostos criam
espaços supérfluos infindos.


Ou a eteridade do vermelho.


        Metrópoles sob o olhar de artistas,
        de poetas, cinegrafistas, escritores.
        Sob o doce e crítico olhar, rígido e
        analítico, desses seres que
        complementam ou realçam a
        angústia de quem nelas vive.

“Iconografias Metreoplitanas”-porque
não ‘retratos urbanos’?
Vitalizamos no ‘pós’. No consumo.
Na rapidez. Antidiscurso e poesia
concreta. Ética, estética, elitismo. Um
tanto de individualismo, outro tanto de
alegoria, happenings, paródias e
pastiche. Pop arte e verso livre.


Livre! Somos tão livres 
quanto o artista amarrado 
com papel higiênico...
Livres para pensar, desde que
adequadamente inseridos no
contexto de cada sala branca.

Livres para ser.
Desde que se viva a ideologia dos
ideologistas. Impasse e Impulso.
Paixão e Prazer. Consumo. De
adereços, quinquilharias, chicletes,
letras, botões, chips e chips.

E surge a emergência: emergência
política, de saúde, de dinheiro.
Metropolitana. Estourou a conta, o
cano, a veia. Sociedade emergente.
Mais consumismo. Tudo é droga,
até a droga da droga.

Caem fronteiras. Caem muros.
Permanecem divisas invisíveis:
países emergentes emergem em
“iconografias metropolitanas”
Com suas iconografias.
Metropolitanas.

Por fim, o suave aroma
do fim de tarde da Av. Paulista!
O suave colorido do sol
se infiltra às luzes de faróis e
escritórios. Uma cena exótica...
Um cenário fascinante! Pós!


quarta-feira, 9 de agosto de 2023

"O Lado Avesso" (Norma Bruno)

Feiras, eventos, congressos tem dessas: encontrar, reencontrar e conhecer pessoas que são sempre muito especiais. Foi o que aconteceu comigo no FloripaQuilt 2023. A abertura da Feira contou com a participação da Poetisa Norma Bruno, declamando seu poema "O Lado Avesso". Tudo a ver com aquele momento, aquela feira que todos os anos nos presenteia com tanta variedade e riquezas de produtos e artes: patchwork, quilting, bordados, feltragem, tear, rendas açorianas, etc. 
Gratidão imensa por ter conhecido Norma, escritora com tanta sensibilidade, capaz de transcrever em palavras o que sentimos tão assim, no cotidiano.


Norma Bruno estava prestes a lançar seu livro "Noites Insones", no qual consta o poema do título acima e que tinha tudo a ver com aquele momento do FloripaQuilt:

"Entre as antigas bordadeiras é lei: bordado se
olha primeiro no avesso. Segundo a tradição,
bordado bem feito é aquele em que não se
diferencia o avesso do direito, tal o grau de perícia
e perfeição do trabalho.
Pois eu desisti de perseguir a perfeição faz tempo
e isso vale para todos os aspectos da minha vida.
Bordar, para mim, é, sobretudo, um prazeroso
exercício de liberdade e assim seja!
Daí que, nos últimos tempos, coloquei o bordado
a serviço da Poesia, o que equivale dizer: adotei
o bordado com causa e como causa.
Nesse contexto, o lado avesso, como também o
direito, é assunto da bordadeira e seu bordado,
uma relação íntima e inexpugnável. É um 
registro do processo, dos caminhos percorridos
em perseguição à beleza, ao sonho, um registro
de embates, da luta, mas também da dança
entre agulha, linha e pano, fala dos riscos,
dos desvios, das marcas do que foi feito, do
que foi desfeito e do que deu pra refazer, dos 
imprevistos e dos improvisos até o bordado
chegar ao fim que, como na Vida, é sempre o 
lugar de um outro começo.
Portanto, tira a mão do meu avesso!"





terça-feira, 30 de novembro de 2021

Tirando da Prateleira: "Talvez" (Vitória A. Treméa)

 


Quando o ser humano se dispõe, o propósito divino se cumpre. E foi assim quando conheci a jovem e adolescente Vitória: com seus 14 anos já tinha um arquivo de poemas inéditos, maravilhosos! E tive o prazer de ser a escolhida para lê-los em primeira mão... com olhar crítico para serem, quem sabe publicados.

Li com atenção e dedicação, um por um. De uma riqueza divina, foram organizados e enviados à editora Nova Letra. Dias e semanas de planejamento, discussão, revisão, visitas à gráfica e... finalmente, o livro publicado!

"Talvez" fosse muito cedo... Vitória tinha apenas 14 anos! 

"Talvez" fosse a hora certa...tanta inspiração merecia ser pública...

"Talvez" fosse este o propósito de Deus. E se foi, cumprido está. Missão cumprida!

Vitória tem este nome não é por acaso: sua mãe teve um parto complicado e foi dito aos seus pais, Aldo e Evani, que o bebê não andaria, não falaria, não ouviria... seria um deficiente pra toda vida. E assim recebeu o nome de Vitória, pois os pais consideraram seu nascimento uma benção. Não aceitaram o diagnóstico médico e partiram em busca de tratamentos e terapias. 

Vitória foi crescendo e vencendo cada desafio, contrariando o diagnóstico. E mais: teve a arte de escrever, sob o olhar e as mãos de Deus, aprimorada. 

Vitória anda, fala, vê, ouve... com uma perspicácia que lhe é própria. Vivenciou muitas fases de preconceito, tanto no meio familiar, de amizades e escolar. Mas venceu, cursou até o Ensino Médio, com êxito. E se mostrou capaz de ingressar na Faculdade. Vitória faz juz ao nome. É vencedora!

Na página 21 de seu livro "Talvez", encontra-se o seguinte poema:

Eu sou de Deus

Claro que é bom estar bem vestido
Disso eu não duvido
Mas não importa a minha roupa
O que importa é o que eu sou
O que importa é o meu coração cheio de amor
e não minha cor
Não importa a deficiência
Bom é ter um mais de paciência
Não importa o que eu tenho ou de onde eu venho
Porque sou de Deus e Ele me ajuda
a realizar os sonhos meus


E esta escritorinha, agora já adulta, continua sua jornada, seu propósito: publicando mensagens valiosas através do Instagram e, inclusive, com lives. 

"Talvez" nada disso tivesse acontecido, não fosse a força e a coragem de seus pais, a fé e a certeza de que juntos superariam todos os desafios. E Vitória absorveu essa força e coragem. Nunca esmoreceu na fé. 



segunda-feira, 22 de março de 2021

Parabéns FLORIANÓPOLIS!


Aniversário de Floripa, 23 de março, e eu com o coração transbordando de gratidão a esta Ilha acolheu a mim e família, nestes últimos 37 anos!

A mudança de Blumenau pra Floripa aconteceu por busca de tratamentos e escola para o filho Vinícius, portador de Sindrome de Down. Os anos foram passando e nossa família foi abençoada com a vinda de Heloisa e Taiane, nossas manézinhas muito amadas! 

E homenageio Floripa com seu hino, "Rancho de Amor à Ilha", pois seus versos resumem muito bem esta Ilha maravilhosa!

O "Rancho de Amor à Ilha" é o hino oficial da cidade de Florianópolis. Seu autor é Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, compositor famoso na cidade. A canção é, desde seu lançamento, bastante popular e silbólica para a cidade.

Foi escolhido em 1965 através de concurso promovido pela Prefeitura Municipal e oficializado pelo Projeto de Lei no. 877 de 27 de Agosto de 1968, de autoria do vereador Waldemar Joaquim da Silva Filho (Caruso) e sancionada pelo prefeito Acácio Garibaldi Santiago. (Fonte: Wikipédia)

1.Um pedacinho de terra.           2.Num pedacinho de terra                 3.Tua lagoa formosa
Perdido no mar!...                      Belezas sem par!                                Ternura de rosa
Num pedacinho de terra,           Ilha da moça faceira                         Poema ao luar,
Beleza sem par...                        Da velha rendeira tradicional           Cristal onde a lua
Jamais a natureza                      Ilha da velha figueira                        Sestrosa, dengosa,
Reuniu tanta beleza                   Onde em tarde fagueira                    Vem se espelhar...
Jamais algum poeta                   Vou ler meu jornal
Teve tanto pra cantar!





quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

OLHO OS CÉUS

Olho teus olhos e
vejo azul
Rasgo os céus 
e entranho nos
seus claustros
ofuscantes...
Vago em teus 
olhos e penetro
cantos impenetrantes...
É como a brisa
É como o hálito
E num momento 
não é mais...
Foi-se...
Virou-se numa
lâmina avessa
transparente
translúcida 
úmida...
Transformou-se
num absinto
neste recinto
e já não sinto...
Perfumes espargem
seu odor.
Se ando, não sinto.
Se sinto, não ando.
Vê-se em redor:
- há o redor.
Vê-se o mundo:
- ainda há mundo!
Vê-se o pensamento!
Toca-se a alma e
pisa-se no invisível.
O que foi extinguiu-se
como imagem
no espelho d’água...
O que foi, foi.
Agora reluz o
céu em chamas,
arde o olho
de estudar,
de ler,
de escrever,
de ver...
queima o sol
a pele,
a flor que fenece,
a hora que se esvai...
Corre o tempo.
Mas fica o agora.

Texto e foto: Ellen Crista da Silva

sábado, 26 de janeiro de 2019

Casa do Poeta - Timbó

 Na Casa do Poeta tem poesia... muita poesia!!!
Tem Infância... adolescência... flores do tempo de criança...
Cores e amores...

Tem poeta!
Tem escritor... escritos... canetas... luz e cores...
Memórias: de ontem, de adulto, de hoje...
Tem coisa linda!
De um tempo que foi... e vive hoje na alma.

Casa do Poeta, em Timbó
Um lugar que vale a pena!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

FLORES PRESENTES



Num buque armado
Num chapéu de palha
Com avencas adornado 
Havia carinho enlaçado...

Foram-se os dias... as flores...
As avencas... as cores...
Ficou a lembrança do sorriso...
Do café amigo...
Do presente inusitado!