quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

7 de JAN-Dia do Leitor & dicas de leitura

Querido Leitor: Somos porque você existe! Obrigado!

Começa o "ano literário" com o Dia do Leitor, fundado em 1928 e homenageando os amantes de livros e a importância da leitura.

E para este amantes de livros, temos aqui algumas dicas. Estes livros e seus autores, catarinenses e de outros estados brasileiros, estavam presentes na 2a. Bienal do Livro e das Artes de Santo Amaro da Imperatriz/SC, set/2025.

 

"Dança das Flores...inspirando vidas", de Laura Flores: uma delícia de leitura, leve, embora o trajeto da 
autora não tenha sido nada fácil. Acometida da Síndrome de Susac, de repente se viu deixando os palcos de dança para dançar nas letras deste livro e inspirar novos rumos.

Coragem, superação, vitória. Assim resume-se este livro. Nada é impossível para Laura que ressignifica família, mídia social, treinos e ensaios, limites, amizades e tudo o mais. Vale a leitura! (Editora Amoler, Blumenau/SC)




"Contos Amazônicos", por Vovó Martha: contos adaptados com uma singularidade própria! O que Vovó Martha contava aos netos acabou se transformando num lindo livro sobre cultura indígena, amazônica.

Segundo a autora, 'os contos das culturas indígenas educam, orientam e levam adiante os saberes, as experiências e a espiritualidade. Outra delícia de leitura!

(Editora Saberes da Mata, Fpolis/SC)

Vovó Martha e eu, na Bienal


"As aventuras de Luna", de Vânia Koerich: as aventuras da gatinha de casa, Luna. Vânia conta todas as 
peripécias da gatinha, desde seu primeiro dia na casa. Um gato entende o que você fala? Reage quando outros animais aparecem por perto? Porque gostam de arranhar os sofás? 

Quanto mais alto nas prateleiras e árvores, melhor! Pra desespero dos tutores!!! O que mais Luna fazia? Luna é incrível! 

O livro, com fotos redesenhadas, com cada página ilustrada é outra delícia de leitura! (Gapla Edições, Fpolis/SC)


E vamos ao próximo: "Histórias em quadrinhos para surdos", de Thiago da Silva Mota. Um estudo e pesquisa a respeito de como utilizar a linguagem em livros para surdos, no caso, em histórias em quadrinhos. Thiago apresenta uma pesquisa inédita, analisando o processo de formação de conhecimento e de construção da identidade dos surdos, 

É uma experiência bilingue, pois as ferramentas são a língua de sinais e a língua portuguesa. E o autor traduz tudo isso para uma experiência em histórias em quadrinhos para surdos. Inédito, no mínimo!

(Dialética Editora, SP)


E para os pequeninos, Laura Flores nos brinda com "Nina, simplesmente uma bailarina": a história da 
pequena Nina, bailarina, com páginas ilustradas por Joyce Mirely, para colorir! 

Como não amar um livro para, além de conhecer a história, poder colorir? Laura se supera mais uma vez!

(Travassos Editora, RJ)




 E pra galera que gosta de aventuras, em "Dejavhus, os reinos da luz e do breu", Celso da Silva criou personagens que se camuflam em orquídeas, flor símbolo de Florianópolis. Um sonho de menino se tornou realidade nos contos deste livro. Luz e Breu se cruzam e... não vou contar mais!!!

 Amplamente ilustrado, os diálogos não deixam que se pare a leitura: o que vem depois? Quero saber!!!

(Editora Juca Palha, Sto Amaro da Imperatriz/SC)


Temos muito autores ma-ra-vi-lho-sos! Infelizmente são pouco conhecidos. A gente acaba conhecendo assim, em Feiras, em Bienais, em Encontros de Escritores, etc. 

Não são muito valorizados pelas grandes livrarias. Uma pena! Mas suas histórias não morrem, jamais! Seus escritos estão perpetuando seu valores, sonhos, pesquisas, estudos, e tudo o mais. Merecem todo o respeito e gratidão. 

Bienal: Aryane, Ellen, Laura Flores e a mãe


Bienal: Eva, Esther, Edenice, Sandra e Ellen



Bienal: mesa do GPL-Grupo de Poetas Livres

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Sobre a Vida Polaca (Ma. do Carmo Ramos Krieger)


"Porque relembrar é preciso!" (Maria do Carmo R. Krieger)

    Em 1999, por ocasião dos 130 anos de imigração polonesa para Brusque, organizei o Almanaque da Vida Polaca, um compêndio que foi publicado em fotocópias e distribuído. Na ocasião cerca de 20 pessoas apresentaram a leitura pessoal sobre o tema imigração polonesa, formando uma coletânea de textos diversificados, dividindo seu conhecimento. Alguns dos autores eram nomes conhecidos pelos estudos que já realizavam. Outros estreavam como escritores. Todos, porém, enriqueceram o Almanaque, numa proposta diferenciada. 

    Honrou com sua colaboração o então Cônsul da Polônia em Curitiba, Marek Makowski que citou: "No estado, os principais pontos de referência polônicos começam em Brusque como sendo lugar histórico e berço da imigração polonesa no Brasil. Seguem Itaiópolis, Altoparaguaçu, Papanduva, Criciúma, São Bento do Sul, Rio Vermelho, Rio Natal e Bateias de Baixo, como grandes aglomerações de descendentes de poloneses. Finalmente a capital Florianópolis, na qual se pode contar com o trabalho e a significativa contribuição dos numerosos professores, empresários, artistas e intelectuais de descendência polonesa."


    O geógrafo e professor Nilson Cesar Fraga destacou que "o imigrante europeu contribuiu positivamente para o desenvolvimento econômico de Brusque, conferindo-lhe características próprias, tais como o grande número de indústrias, com forte vinculação com o povo colonizador. Ao fixarem-se em solo brasileiro, os imigrantes trouxeram experiência e conhecimentos técnicos industriais que, aliados ao trabalho formaram a base do capital industrial brusquense e catarinense. Nesse contexto destaca-se a importância do elemento polonês que, em 130 anos, incorporou-se ao mosaico étnico-cultural e econômico de Brusque, ajudando na ocupação e formação socioeconômica da terra barriga-verde."

    Já o geólogo e professor Luiz Fernando Krieger Merico escreveu: "poloneses que aqui chegaram por volta de 1870, encontraram uma terra que era, certamente, graciosa e linda. Deve-se dizer, porém, que era uma terra hostil. A exuberante Floresta Tropical Atlântica, a maior biodiversidade do planeta, encontrava-se em grande preservada. O primeiro desafio foi, portanto, abrir caminhos e estabelecer-se em meio à floresta tropical."

    O historiador e escritor Aloisius Carlos Lauth lembrou: "Os imigrantes poloneses, em número de 94 
pessoas, chegaram à colônia em agosto de 1869. Os anglo-americanos estavam já em debandada, em razão das péssimas condições de vida. O assentamento deu-se na linha colonial de Sixteen Lots, ocupado anteriormente pelos ingleses. Embora a demarcação, o lote era fraco em benfeitorias e culturas. Não havia o comprometimento da presidência da Província em fornecer instrumentos agrícolas e sementes para o plantio. Em pouco tempo, também os poloneses começaram a reclamar da situação e iniciaram o movimento de êxodo, seguindo os passos de Sebastião Edmundo Wos Saporski. A transferência se dá para os terrenos nos arredores de Curitiba."

    Empresário e pesquisador, Nazareno Dalsasso Angulski recordou que "os poloneses constituíram um grupo étnico minoritário no estado e que esse grupo foi pouco pesquisado  e destacado pelos historiadores, esquecido muitas vezes pela classe política em geral. A maioria desses imigrantes procediam da Alta Silésia, Prússia Ocidental e da Grande Polônia. Valorizavam sobretudo três coisas: a religião, a pátria e a cultura, e se preocupavam muito em alfabetizar seus filhos."

In: Jornal "O Município", Brusque, em 28/10/2025


Cracóvia

Imagens: arquivo particular de Ellen Crista da Silva. Museu ao Ar Livre, Opole e Castelo da Cracóvia







sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Haroldo Letzow e a Oktoberfest

Prosit! Estamos em plena Oktoberfest, comemorando Outubro e suas festas.

Importante lembrar o 'criador', o 'pai' das Oktoberfest's de Blumenau, sr Haroldo Letzow, o 1o Embaixador Oficial da festa em Blumenau.

"A história dos Grupos Folclóricos já não é tão antiga como eram dos Clubes de Caça e Tiro e outras
manifestações culturais. O primeiro grupo na região foi o Alpino Germânico, da cidade de Pomerode, fundado na década de 70 por Franz Zmazek e o primeiro de Blumenau foi o Blumenauer Volkstanzgruppe, fundado em 1984, por Haroldo Letzow, do Centro Cultural 25 de Julho. 

    Surgiram da necessidade de resgatar a cultura das antigas aldeias alemãs do século passado e atender as necessidades da Oktoberfest no tocante a divulgação da cultura germânica. Hoje, a região conta com 25 grupos, congregando mais de 750 pessoas, sendo 18 desses grupos em Blumenau."

(https://www.blumenau.sc.gov.br/governo/secretaria-de-turismo/pagina/atrativos-sectur/folclore-sectur?)

                                                                  Haroldo e os amigos da Alemanha, Felipe e Rolf

    "Letzow fez parte da alegria e das tradições da cidade de Blumenau e região no que tange a  cultura alemã. Dedicou a sua vida à manutenção e à valorização dos nossos espaços culturais. Foi um dos organizadores das primeiras edições da Oktoberfest de Blumenau. Em 1997 recebeu o título de Embaixador oficial da festa cargo que ocupou com muita seriedade e  orgulho."

 (Fonte: Fundação Cultural de Blumenau – Arquivo Histórico José Ferreira da Silva)

 

 
No Desfile em São Pedro de Alcântara

    Nas fotos acima, Haroldo esteve na Oktobertanz de São Pedro de Alcântara, em 2011. Foi uma satisfação muito grande encontrar o primo-irmão de meu pai Ingomar e registrar este momento em foto. 
Os amigos Felipe e Rolf, da Alemanha, estavam de visita à Florianópolis e São Pedro de Alcântara  e puderam conhecer Haroldo. 

    Filho de Anna Blank (05/03/1892), minha tia-avó, casada com Heinrich Letzow, era irmão gêmeo de Waldemar e irmão de Alfons, Emma e Wally. Haroldo nasceu em Pomerode e era casado com Odaci. Nos idos de 50 a 70 moravam no Beco Muricí, em Blumenau, e eram vizinhos de meus pais.

  Minha mãe Janina e D.Odaci eram companheiras em carteados! Viviam jogando cartas, 'buraco', canastra, nas horas de folga, fosse que dia fosse... mesmo quando o casal Letzow mudou para a Rua São Paulo as duas senhoras continuaram jogando cartas. 

    Anna, Emilie (minha avó; 28/08/1904) e Wilhelmine (10/10/1870) eram 3 irmãs de 17 irmãos! Filhas do Tronco Wilhelm BLANK, de Pomerode, Ramos Letzow, Schulz e Grutzmacher. Wilhelm, meu bisavô, foi casado duas vezes e teve 17 filhos. Wilhelmine, uma das filhas, é avó do atual Embaixador da Oktoberfest, Ingo Penz. Desta forma, o título de "EMBAIXADOR DA OKTOBERFEST" de Blumenau acabou ficando na família! Pois a mãe de Haroldo Letzow e a avó de Ingo Penz são irmãs, portanto, parentes de Ingo Penz.





    Haroldo faleceu em 1/07/2013, aos 88 anos. D. Odaci faleceu em dezembro do mesmo ano. Estão enterrados em Pomerode. Uma pequena, simples e sincera homenagem ao 1o. Embaixador da Oktoberfest. 

Prosit!