Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.
Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.
São Pedro de Alcântara
Primeira colônia alemã em Santa Catarina... sim senhor: é São Pedro de Alcântara! Fundada em 1829... e é logo alí, pertinho de Floripa! No caminho passa-se perto da famosa "Pedra Branca", uma montanha que se destaca na Serra do Mar. Dizem que tem este nome porque um pintor, certa vez, se dependurou em cordas e pintou a grande face da pedra com branco. Se é verdade, não sei. Só sei que quando mudamos para Floripa, nos idos de 80, esta face realmente era branca. Pintada. Se é verdade ou lenda, não sei. Só sei que foi assim. E foi num acantonamento de Lobinhos que conheci a cidade pela primeira vez. Depois, quando formamos nosso Stammtisch de professores de alemão, passei a visitar a cidade todas as vezes que o amigo Felipe vinha da Alemanha e nos convidava para a Tanzfest de Santo Amaro. Foi numa dessas que encontramos Haroldo Letzow, 1o embaixador da Oktoberfest de Blumenau e primo do meu pai. A cidade se conserva um tanto intacta, graças, pois este jeito de preservar seu ambiente, cultura, hábitos e jeitos é que a torna deliciosa, aconchegante; sem influência externa, urbana e glamurosa. Ela é glamurosa por si só, do jeitinho que permanece!
Timbó
Quantas vezes me viste por teus caminhos? Quantas vezes nos cruzamos em idas à Benedito Novo, Pomerode ou mesmo ali, nas tuas paisagens, em casas de parentes, amigos, escritórios, igrejas e secretarias (em busca de vestígios para a Árvore Genealógica)... Casamento da amiga Geny (1975)! Aniversários de parentes também foram muitos. Visita à Casa do Poeta Lindolf Bell, ao Museu da Música (onde assistimos uma apresentação fantástica!) e várias idas ao Jardim Botânico, tanto para ensaio fotográfico com a vó Janina, quanto para almoçar com Tatiana, tia Ussi e Andrew. Outra vez participamos, eu e Vinícius, de um acampamento de Lobinhos, ali, bem pertinho do Jardim Botânico. Ser descendente de alemães me proporcionou conhecer e visitar a cidade muitas e muitas vezes. Quando morava em Indaial, vez por outra passava por Timbó para chegar à Pomerode. O caminho é surreal, com muitas pastagens e casinhas típicas que molduram paisagens bucólicas, lindas! Ah, sem contar as várias vezes que saíamos de Indaial só para almoçar em Timbó. Quantas vezes, Timbó, celebramos a amizade e a boa vida, hein?! Foram muitas...
Treze Tílias
Foram duas vezes que estive em Treze Tílias: 2016 e 2025. Sabe aquele desejo de conhecer muito uma cidade porque a história, a colonização chama a atenção? Foi assim com Treze Tílias: sempre ouvia falar, lia a respeito, mas a primeira oportunidade veio pelo convite da amiga Sara. E lá fui eu, primeiro para Chapecó, onde me hospedei na casa da família e no outro dia para um passeio ao ainda 'desconhecido' por mim. Me fascinou cada canto, cada casa, cada jardim... tudo enfim! Cidade organizada, limpa, agradável e com um povo muito hospitaleiro, atencioso com os visitantes e turistas. Como não se apaixonar? E voltar? E foi assim em 2025, quando o amigo Felipe veio da Alemanha e cruzamos Santa Catarina da Ilha da Magia até Itapiranga. No caminho, um airbnb em Treze Tílias. Treze Tílias também mora no meu coração!

Tubarão
De Tubarão lembro de uma enxurrada horrorosa que aconteceu em 1974. Passei pela cidade, uma ou duas vezes, mas não registrei em foto. Não lembro direito quando foi, nem em qual evento. Mas que eu fui, eu fui! Aliás, caminho para o sul do Estado, Tubarão é logo ali, a duas horas de Floripa e não tem como não notar a cidade. Merece ser lembrada, mesmo que não tenha imagens guardadas.
Urubici
Um dos caminhos para chegar em São Joaquim, é passando por Urubici. Cidadezinha que tem histórias para serem contadas... não vai dar para contar tudo, vai não... Pois sou do tempo que havia uma única avenida central, de chão batido e uma única padaria nesta avenida, onde parávamos prum rápido lanchinho e então seguíamos viagem. Não havia restaurante, pizzaria, nada... um posto de gasolina, graças a Deus... e segue toda vida, serra acima, até cambar à direita para São Joaquim. Daí você já alcançou o planalto, os altos da serra e a paisagem muda totalmente, com campos e pinheiros a perder de vista! Lindo demais! Ficaram para trás as emoções da Serra do Panelão, que também era em chão batido e cheio de curvas e mais curvas. De repente, tudo passou e a estrada leva direto àquela avenida central de Urubici. Segue toda vida e sobe-se nova serra até alcançar a via para São Joaquim. Era assim. Hoje está tudo mudado, com muito mais comodidades e estrutura para receber turistas. Em 2010 fomos convidados para passar um final de semana na cabana de um casal amigo, corretores imobiliários. Foi assim que conheci cantos e recantos de Urubici. E anos atrás, por sugestão das filhas, passamos dias de férias em outra cabana. Apreciamos um lindo por de sol na Vinícola, conhecemos a Cascata do Avencal, fomos até a Serra do Corvo Branco e, por decisão desta mãe amalucada, descemos a Serra na volta para casa. Não recomendo pra ninguém, pois a Serra é de chão batido, pedras e buracos e de precipícios por todos os lados. Chegamos bem, lá embaixo. Sãos e salvos! A motorista aqui é boa!!!
E assim vou chegando ao fim destes episódios, descrevendo alguns momentos vividos nas várias cidades catarinenses visitadas. Esta é a Parte 9 e pretendo encerrar com a Parte 10: Xanxerê e algumas cidades litorâneas. Agradeço a atenção de todos! Desejo que tenha sido uma boa leitura!
Parabéns Santa Catarina, pelos 500 anos!






























