sábado, 13 de junho de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 9

 Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.



São Pedro de Alcântara

Primeira colônia alemã em Santa Catarina... sim senhor: é São Pedro de Alcântara! Fundada em 1829... e é logo alí, pertinho de Floripa! No caminho passa-se perto da famosa "Pedra Branca", uma montanha que se destaca na Serra do Mar. Dizem que tem este nome porque um pintor, certa vez, se dependurou em cordas e pintou a grande face da pedra com branco. Se é verdade, não sei. Só sei que quando mudamos para Floripa, nos idos de 80, esta face realmente era branca. Pintada. Se é verdade ou lenda, não sei. Só sei que foi assim. E foi num acantonamento de Lobinhos que conheci a cidade pela primeira vez. Depois, quando formamos nosso Stammtisch de professores de alemão, passei a visitar a cidade todas as vezes que o amigo Felipe vinha da Alemanha e nos convidava para a Tanzfest de Santo Amaro. Foi numa dessas que encontramos Haroldo Letzow, 1o embaixador da Oktoberfest de Blumenau e primo do meu pai. A cidade se conserva um tanto intacta, graças, pois este jeito de preservar seu ambiente, cultura, hábitos e jeitos é que a torna deliciosa, aconchegante; sem influência externa, urbana e glamurosa. Ela é glamurosa por si só, do jeitinho que permanece! 



  

                      


Timbó

Quantas vezes me viste por teus caminhos? Quantas vezes nos cruzamos em idas à Benedito Novo, Pomerode ou mesmo ali, nas tuas paisagens, em casas de parentes, amigos, escritórios, igrejas e secretarias (em busca de vestígios para a Árvore Genealógica)... Casamento da amiga Geny (1975)! Aniversários de parentes também foram muitos. Visita à Casa do Poeta Lindolf Bell, ao Museu da Música (onde assistimos uma apresentação fantástica!) e várias idas ao Jardim Botânico, tanto para ensaio fotográfico com a vó Janina, quanto para almoçar com Tatiana, tia Ussi e Andrew. Outra vez participamos, eu e Vinícius, de um acampamento de Lobinhos, ali, bem pertinho do Jardim Botânico. Ser descendente de alemães me proporcionou conhecer e visitar a cidade muitas e muitas vezes. Quando morava em Indaial, vez por outra passava por Timbó para chegar à Pomerode. O caminho é surreal, com muitas pastagens e casinhas típicas que molduram paisagens bucólicas, lindas! Ah, sem contar as várias vezes que saíamos de Indaial só para almoçar em Timbó. Quantas vezes, Timbó, celebramos a amizade e a boa vida, hein?! Foram muitas...



                          







Treze Tílias

Foram duas vezes que estive em Treze Tílias: 2016 e 2025. Sabe aquele desejo de conhecer muito uma cidade porque a história, a colonização chama a atenção? Foi assim com Treze Tílias: sempre ouvia falar, lia a respeito, mas a primeira oportunidade veio pelo convite da amiga Sara. E lá fui eu, primeiro para Chapecó, onde me hospedei na casa da família e no outro dia para um passeio ao ainda 'desconhecido' por mim. Me fascinou cada canto, cada casa, cada jardim... tudo enfim! Cidade organizada, limpa, agradável e com um povo muito hospitaleiro, atencioso com os visitantes e turistas. Como não se apaixonar? E voltar? E foi assim em 2025, quando o amigo Felipe veio da Alemanha e cruzamos Santa Catarina da Ilha da Magia até Itapiranga. No caminho, um airbnb em Treze Tílias. Treze Tílias também mora no meu coração!




 
       


 



Tubarão

De Tubarão lembro de uma enxurrada horrorosa que aconteceu em 1974. Passei pela cidade, uma ou duas vezes, mas não registrei em foto. Não lembro direito quando foi, nem em qual evento. Mas que eu fui, eu fui! Aliás, caminho para o sul do Estado, Tubarão é logo ali, a duas horas de Floripa e não tem como não notar a cidade. Merece ser lembrada, mesmo que não tenha imagens guardadas. 

Urubici

Um dos caminhos para chegar em São Joaquim, é passando por Urubici. Cidadezinha que tem histórias para serem contadas... não vai dar para contar tudo, vai não... Pois sou do tempo que havia uma única avenida central, de chão batido e uma única padaria nesta avenida, onde parávamos prum rápido lanchinho e então seguíamos viagem. Não havia restaurante, pizzaria, nada... um posto de gasolina, graças a Deus... e segue toda vida, serra acima, até cambar à direita para São Joaquim. Daí você já alcançou o planalto, os altos da serra e a paisagem muda totalmente, com campos e pinheiros a perder de vista! Lindo demais! Ficaram para trás as emoções da Serra do Panelão, que também era em chão batido e cheio de curvas e mais curvas. De repente, tudo passou e a estrada leva direto àquela avenida central de Urubici. Segue toda vida e sobe-se nova serra até alcançar a via para São Joaquim. Era assim. Hoje está tudo mudado, com muito mais comodidades e estrutura para receber turistas. Em 2010 fomos convidados para passar um final de semana na cabana de um casal amigo, corretores imobiliários. Foi assim que conheci cantos e recantos de Urubici. E anos atrás, por sugestão das filhas, passamos dias de férias em outra cabana. Apreciamos um lindo por de sol na Vinícola, conhecemos a Cascata do Avencal, fomos até a Serra do Corvo Branco e, por decisão desta mãe amalucada, descemos a Serra na volta para casa. Não recomendo pra ninguém, pois a Serra é de chão batido, pedras e buracos e de precipícios por todos os lados. Chegamos bem, lá embaixo. Sãos e salvos! A motorista aqui é boa!!!


 







E assim vou chegando ao fim destes episódios, descrevendo alguns momentos vividos nas várias cidades catarinenses visitadas. Esta é a Parte 9 e pretendo encerrar com a Parte 10: Xanxerê e algumas cidades litorâneas. Agradeço a atenção de todos! Desejo que tenha sido uma boa leitura!
Parabéns Santa Catarina, pelos 500 anos! 














Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 8


 Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.

 São Francisco do Sul

Era ilha... virou um 'istmo', porque os homens assim decidiram. Não fosse a ligação de porção de terra, ainda seria uma ilha. Quantos imigrantes chegaram à Santa Catarina pelo Porto de São Francisco! Embarcações e mais embarcações trazendo imigrantes da Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, França, Polônia, em épocas passadas, lá pelos meados de 1800 e 1900. Quem não tem antepassados imigrantes? O Brasil é uma miscigenação, uma verdadeira mistura de povos europeus, principalmente. Meu avô, em Em 1929 meu avô August Schulz participou de uma excursão à São Francisco. E deixou registrado o evento. Vou copiar o texto no fim deste artigo. Nos idos dos anos 60 e 70, São Francisco do Sul era mais pacata, simples e adornada de casas de madeira, praias cheias de barcos e seus pescadores. E o Porto, claro! Visitei a cidade, primeira vez, com meus pais. Com o 'aluguel de temporada' e com a o resgate de cultura local, foi criado o museu e a cidade se preparou e inovou para receber turistas. Foi num desses verões, a convite da cunhada Carla, e nas férias de julho de 2004, com a família, que re-visitei a cidade e conheci os novos tempos de São Francisco do Sul!











São João Batista

Era passagem obrigatória pelo Trevo de acesso à cidade, para quem não vira à esquerda, mas à direita, em direção à Brusque e Blumenau, pela Serra do Moura. Pelo menos é assim que conhecemos o trecho, muitas e muitas vezes usado na época da duplicação da BR-101, quando o destino era Blumenau. Para se livrar da mão dupla da 101 e das obras, entrávamos em Tijucas, passávamos por Canelinha, São João Batista, Brusque, Gaspar e, finalmente, Blumenau. Isso era só de passagem, mas teve uma vez que, tendo um familiar trabalhando e morando durante a semana em São João Batista, saímos naquele dia para a cidade, só para comer pastel numa pastelaria nova! Assim visitamos amigos e parentes, saboreamos pastéis e voltamos para Floripa. Outra vez parei perto do Trevo para comprar sapatos, pois a região é conhecida pelo mercado calçadista. E outra vez ainda, para tomar um delicioso café na cafeteria, ali, no Trevo, em companhia da filha. Estávamos voltando de um evento em Brusque e paramos na Cafeteria. Linda e deliciosa!





São João d'Oeste

É logo alí, do ladinho de Itapiranga... passando o lindo Portal da cidade, chega-se à pequena e agradável cidade de São João d'Oeste. A fábrica de laticínios LacLélo é presença na cidade, bem como a casa de uma fanática, torcedora gremista e que o Vinícius adorou, pois é torcedor do Grêmio também. Torce pelo Avaí de Floripa também, são os 2 times do coração dele. Passei por esta cidade em duas ocasiões, quando visitei a amiga Dirlei, que mora no oeste de Santa Catarina. 







São Joaquim

De São Joaquim daria para escrever um livro, pois foram muitas as vezes que ali passei, parei, me hospedei, ou sozinha, ou com familiares. As crianças também participaram de excursões da escola e foram conhecer o Vale da Neve. Não sei se ainda existe... também conhecemos o Vale da Neve e os Xaxins centenários, invioláveis, numa trilha que ali existe e, seguindo, chega-se a um riacho e queda d'água. Era tudo bem rústico, naquela época.  Idos de 80, 90. Minha cunhada Carla casou e passou a viver na cidade, onde formou família. Jorge, o marido, é técnico agrícola e, sempre que os visitava, me mostrava e ensinava muito sobre o cultivo de maçãs. Apaixonado pela profissão, falava com entusiasmo e eu gostava de ouvir. Também foi em São Joaquim que batizamos nosso afilhado, na linda catedral que fica ali, bem no centro, na praça. Praça que tem o famoso termômetro a marcar as mais baixas temperaturas de SC. E onde também os galhos das árvores seguram fios de gelo quando o frio é muito intenso. Fomos numa das primeiras Festa da Maçã, anos 80-90, por aí. Para chegar à cidade, há 3 opções: pela Serra do Rio do Rastro, pelo trevo antes de Lages (SC-282) ou aantes ainda, pelo trevo que leva à Urubici (SC-282). No inverno ou no verão, São Joaquim é um lugar que vale a pena conhecer. Ela também mora no meu coração!






São Miguel d'Oeste 

Muitas e muitas cartas eram trocadas com minha amiga Mary, depois que se mudou com a mãe e avó para São Miguel d'Oeste. Localizada na fronteira com a Argentina, a cidade era pacata e, cada vez que se andava pelas ruas, voltava-se com a sola dos sapatos vermelhos por causa do barro vermelho. Assim conheci a cidade, através das cartas. Em 2023, quando fui visitar a amiga Dirlei, fui de ônibus até esta cidade e, na volta para Floripa, tomei o ônibus de novo em São Miguel d'Oeste. mas antes de embarcar, Dirlei me levou a conhecer a cidade. Creio que, desde as cartas trocadas com Mary, a cidade se modificou muito e modernizou. Com certeza aconteceram grandes mudanças. Fiquei impressionada com a beleza, limpeza e organização da cidade.


 



Texto escrito pelo avô August Schulz, quando foi à São Francisco do Sul:

Joinville, 4 de janeiro de 1929.
Passeio à São Francisco

No dia primeiro de janeiro fizemos um passeio a São Francisco. Viajaram três vapores: Cruzeiro, Babitonga e Dona Francisca. As saídas aconteciam entre 6 e 8h da manhã. Às 11h visitamos o grande veleiro "Grã-duquesa Elisabeth". Os marinheiros mostravam e explicavam a respeito de tudo o que se encontrava no veleiro. À tarde aconteceu um baile animado por uma banda de Joinville. Tudo era muito divertido e agitado. Para comer e beber fora servido do melhor. Às duas da tarde fomos, num bote salva-vidas da tripulação, ao Porto de São Francisco e lá passeamos pela cidade. A saída deveria ser às 16h, mas aconteceu uma hora mais tarde e debaixo de forte chuva. Com o atraso a maré já se encontrava muito baixa e quando adentramos o rio, as margens estavam bastante estreitadas para o vapor Cruzeiro, de modo que este costeava várias vezes com a proa nas beiradas. Contudo, chegamos bem na volta. Queremos fazer uma segunda excursão, assim como foi essa.














 




sexta-feira, 12 de junho de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 7


 Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.


Rio dos Cedros

Lugar mágico, quase surreal... com a represa do Alto Palmeiras, belas casas de campo, incrustada no meio de morros. Foi lugar escolhido para vários acantonamentos e acampamentos de Lobinhos e Escoteiros, nos tempos de GELB-Leões de Blumenau, nos anos 70. Inclusive um acampamento de Pais teve lugar em Rio dos Cedros. Por Pomerode ou Timbó, subir a serra de chão batido, me dava medo. Aquela estrada parecia muito estreita... eu subia rezando! E me deslumbrava ao ver a beleza daquele recanto, aquele espelho d'água, aquela grama naquele "ilha" onde eram montadas as barracas, aqueles morros verdes em volta... tudo muito lindo! E muitos, muitos anos depois, em 2016, quando fui morar em Indaial, meu primo nos levou a passeio lá pra represa do Alto Palmeiras de novo. Deslumbre e choque, ao mesmo tempo, pois continuava tudo muito lindo, mas um pouco modificado: um jet-ski corria pelas águas, onde antes, nem se conhecia este elemento! Jipes com as rodas totalmente embarradas por causa de trilhas... a "ilha" modificada, abrigando uma lanchonete e onde me servi de um delicioso café! Foi um momento delicioso, voltar àquele pedacinho de chão tão lindo! 



  

 
Rio Negrinho


Rio Negrinho é um capítulo à parte: em 2008 fui conhecer a cidade, pois tem cultura polonesa e eu, como escritora, tinha artigos publicados neste jornal e precisava saber mais a respeito da cidade. Na ocasião conheci Dolores, pessoa que se tornou uma amiga muito querida e nos ofereceu, naquele dia, um delicioso café em sua casa. Nos anos seguintes fui convidada por esta amiga a diversos eventos, como a Festa da Polônia, Bodas de Casamento e o Café Literário com lançamento de livros. E assim Rio Negrinho foi rota de viagens por diversas vezes! Dolores tem descendência polonesa e organizava a festa da cultura polonesa. As festas eram sempre muito animadas e divertidas. Na festa polonesa existe um tipo de 'quebra-gelo' que é o seguinte: uma garrafa de vodka, bebida tradicional da Polônia, está envolta em gelo, gelada... e o gelo tem que ser quebrado, mas com cuidado para não quebrar a garrafa. E a festa começa com a garrafa liberada do gelo! Danças típicas, música, comida típica... tudo muito bem feito e organizado. Rio Negrinho mora no meu coração! 



  

2008


2009






Santo Amaro da Imperatriz

É logo alí... do lado da Grande Florianópolis, do lado de São José... rota, caminho para os Campos de Cima da Serra. Pela famosa 282 que cruza Santo Amaro da Imperatriz. Onde, dizem, se banhou certa vez nossa Imperatriz. Há controvérsias... mas com ou sem, a gente tem que matar a curiosidade e conhecer as Águas de Santo Amaro. Se tiver grana, se hospedar no Hotel. Se não tiver, passar uma tarde e se banhar nas águas termais. Que são boas, são sim! Lembro de um piquenique que fizemos: minha cunhada Carla, o então namorado Jorge, eu e as crianças. Passamos o dia às margens do rio, sob a sombra de árvore. Levamos toalhas para deitar na grama e uma cesta farta de lanches deliciosos. Há 40 anos atrás, era tudo um pouco diferente, mais rústico, mais público até. Os anos foram passando e exigindo um pouco mais de conforto e controle. Mas nada mudou nas águas... continuam saudáveis como sempre!

 
São Bento do Sul

O pensamento vagueia pelo espaço em busca de memórias. Foram muitas as vezes em que visitei São Bento do Sul. Desde pequena, em companhia dos pais ou do Grupo Escoteiro Leões. Mas a memória mais antiga falha ao querer buscar os 'eventos' que me levaram à cidade. Lembro sim, de outros, mais recentes, tipo 2004, quando ficamos em uma Pousada e passeamos de carroça, de cavalo e até à Joinville fomos, numa noite do festival de dança. Se a memória falha em alguns detalhes, em outros a lembrança é inesquecível, como por exemplo, eu ter encontrado tufos da florzinha Miosótis (Não-me-esqueças) nos canteiros da Pousada. E consegui uma muda! Era inverno, era julho. Em 2008 voltei para a cidade, em companhia de minha mãe, para uma tarde de autógrafos do livro "Yanka". O local foi carinhosamente reservado pela amiga Andréa, colega de disciplina de Mestrado, na UFSC. Nos conhecemos na UFSC, ficamos amigas e acabei conhecendo tamém a família, em São Bento do Sul, numa das viagens para lá. Em São Bento, bem no centro, fica a igreja, no alto do morro. Tem uma beleza ímpar! De carona com Andréa conheci muitos outros pontos da cidade. Gratidão é o que fica!


              


               



São Bonifácio


 São Bonifácio é logo alí, de novo! Pertinho de Floripa, pertinho de Santo Amaro da Imperatriz, uma cidade pitititinha de tamanho, mas forte de cultura germânica, com um povo muito querido e hospitaleiro. Foi numa das escolas da cidade que eu, Dirlei e Luciane, colegas de classe do curso de Letras-Alemão/UFSC, concluímos mais uma etapa do estágio da Graduação. Sob a orientação da Prof  Tauer, fomos nós duas e mais outras graduandas do curso, de outras classes. O professor de alemão, Arnaldo,  também tinha se formado na UFSC há alguns anos antes e era nosso colega desde então. Formado, estava agora lecionando nesta escola. A Pousada das Hortênsias era simplesmente convidativa, aconchegante e nas margens dum riacho. No mesmo dia se hospedaram, nesta mesma Pousada, um grupo de cavaleiros vindo lá das bandas de Tubarão, se não me falha a memória. Médicos, advogados e outros profissionais liberais compunham este grupo de cavalgada, na época de Quaresma ou Pentecostes, algo parecido, pois era abril de 2003. Uma Van de apoio, com materiais e medicação acompanhava o grupo. Nos disseram que faziam esta cavalgada todos os anos, sempre por estradas do interior.  Teve uma fato inusitado, muito engraçado: ao anoitecer, quando fomos tomar banho no nosso quarto, o banheiro estava ocupado... e por engano, por um dos cavaleiros... que saiu muito constrangido quando soube que não era o quarto dele! No outro dia encontramos uma rosa branca na porta do quarto, com um pedido de desculpas!