sexta-feira, 12 de junho de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 7


 Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.


Rio dos Cedros

Lugar mágico, quase surreal... com a represa do Alto Palmeiras, belas casas de campo, incrustada no meio de morros. Foi lugar escolhido para vários acantonamentos e acampamentos de Lobinhos e Escoteiros, nos tempos de GELB-Leões de Blumenau, nos anos 70. Inclusive um acampamento de Pais teve lugar em Rio dos Cedros. Por Pomerode ou Timbó, subir a serra de chão batido, me dava medo. Aquela estrada parecia muito estreita... eu subia rezando! E me deslumbrava ao ver a beleza daquele recanto, aquele espelho d'água, aquela grama naquele "ilha" onde eram montadas as barracas, aqueles morros verdes em volta... tudo muito lindo! E muitos, muitos anos depois, em 2016, quando fui morar em Indaial, meu primo nos levou a passeio lá pra represa do Alto Palmeiras de novo. Deslumbre e choque, ao mesmo tempo, pois continuava tudo muito lindo, mas um pouco modificado: um jet-ski corria pelas águas, onde antes, nem se conhecia este elemento! Jipes com as rodas totalmente embarradas por causa de trilhas... a "ilha" modificada, abrigando uma lanchonete e onde me servi de um delicioso café! Foi um momento delicioso, voltar àquele pedacinho de chão tão lindo! 



  

 
Rio Negrinho


Rio Negrinho é um capítulo à parte: em 2008 fui conhecer a cidade, pois tem cultura polonesa e eu, como escritora, tinha artigos publicados neste jornal e precisava saber mais a respeito da cidade. Na ocasião conheci Dolores, pessoa que se tornou uma amiga muito querida e nos ofereceu, naquele dia, um delicioso café em sua casa. Nos anos seguintes fui convidada por esta amiga a diversos eventos, como a Festa da Polônia, Bodas de Casamento e o Café Literário com lançamento de livros. E assim Rio Negrinho foi rota de viagens por diversas vezes! Dolores tem descendência polonesa e organizava a festa da cultura polonesa. As festas eram sempre muito animadas e divertidas. Na festa polonesa existe um tipo de 'quebra-gelo' que é o seguinte: uma garrafa de vodka, bebida tradicional da Polônia, está envolta em gelo, gelada... e o gelo tem que ser quebrado, mas com cuidado para não quebrar a garrafa. E a festa começa com a garrafa liberada do gelo! Danças típicas, música, comida típica... tudo muito bem feito e organizado. Rio Negrinho mora no meu coração! 



  

2008


2009






Santo Amaro da Imperatriz

É logo alí... do lado da Grande Florianópolis, do lado de São José... rota, caminho para os Campos de Cima da Serra. Pela famosa 282 que cruza Santo Amaro da Imperatriz. Onde, dizem, se banhou certa vez nossa Imperatriz. Há controvérsias... mas com ou sem, a gente tem que matar a curiosidade e conhecer as Águas de Santo Amaro. Se tiver grana, se hospedar no Hotel. Se não tiver, passar uma tarde e se banhar nas águas termais. Que são boas, são sim! Lembro de um piquenique que fizemos: minha cunhada Carla, o então namorado Jorge, eu e as crianças. Passamos o dia às margens do rio, sob a sombra de árvore. Levamos toalhas para deitar na grama e uma cesta farta de lanches deliciosos. Há 40 anos atrás, era tudo um pouco diferente, mais rústico, mais público até. Os anos foram passando e exigindo um pouco mais de conforto e controle. Mas nada mudou nas águas... continuam saudáveis como sempre!

 
São Bento do Sul

O pensamento vagueia pelo espaço em busca de memórias. Foram muitas as vezes em que visitei São Bento do Sul. Desde pequena, em companhia dos pais ou do Grupo Escoteiro Leões. Mas a memória mais antiga falha ao querer buscar os 'eventos' que me levaram à cidade. Lembro sim, de outros, mais recentes, tipo 2004, quando ficamos em uma Pousada e passeamos de carroça, de cavalo e até à Joinville fomos, numa noite do festival de dança. Se a memória falha em alguns detalhes, em outros a lembrança é inesquecível, como por exemplo, eu ter encontrado tufos da florzinha Miosótis (Não-me-esqueças) nos canteiros da Pousada. E consegui uma muda! Era inverno, era julho. Em 2008 voltei para a cidade, em companhia de minha mãe, para uma tarde de autógrafos do livro "Yanka". O local foi carinhosamente reservado pela amiga Andréa, colega de disciplina de Mestrado, na UFSC. Nos conhecemos na UFSC, ficamos amigas e acabei conhecendo tamém a família, em São Bento do Sul, numa das viagens para lá. Em São Bento, bem no centro, fica a igreja, no alto do morro. Tem uma beleza ímpar! De carona com Andréa conheci muitos outros pontos da cidade. Gratidão é o que fica!


              


               



São Bonifácio


 São Bonifácio é logo alí, de novo! Pertinho de Floripa, pertinho de Santo Amaro da Imperatriz, uma cidade pitititinha de tamanho, mas forte de cultura germânica, com um povo muito querido e hospitaleiro. Foi numa das escolas da cidade que eu, Dirlei e Luciane, colegas de classe do curso de Letras-Alemão/UFSC, concluímos mais uma etapa do estágio da Graduação. Sob a orientação da Prof  Tauer, fomos nós duas e mais outras graduandas do curso, de outras classes. O professor de alemão, Arnaldo,  também tinha se formado na UFSC há alguns anos antes e era nosso colega desde então. Formado, estava agora lecionando nesta escola. A Pousada das Hortênsias era simplesmente convidativa, aconchegante e nas margens dum riacho. No mesmo dia se hospedaram, nesta mesma Pousada, um grupo de cavaleiros vindo lá das bandas de Tubarão, se não me falha a memória. Médicos, advogados e outros profissionais liberais compunham este grupo de cavalgada, na época de Quaresma ou Pentecostes, algo parecido, pois era abril de 2003. Uma Van de apoio, com materiais e medicação acompanhava o grupo. Nos disseram que faziam esta cavalgada todos os anos, sempre por estradas do interior.  Teve uma fato inusitado, muito engraçado: ao anoitecer, quando fomos tomar banho no nosso quarto, o banheiro estava ocupado... e por engano, por um dos cavaleiros... que saiu muito constrangido quando soube que não era o quarto dele! No outro dia encontramos uma rosa branca na porta do quarto, com um pedido de desculpas! 

























 






quinta-feira, 4 de junho de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 6


 

    Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.

Palhoça

Em janeiro de 1984 mudamos de Blumenau para Florianópolis. Em maio assumi na CEF e como alguns dos amigos e funcionários eram moradores de Palhoça, foi assim que conheci a cidade. Entre um churrasco e outro, casamentos e aniversários, Palhoça acabou bem conhecida. O melhor acesso era por São José, passando-se pelo Centro Histórico,  pela ponte de madeira e chegando à Palhoça. Avenida principal de duas mãos, caminho simples, comércio simples e pacato. Bem no centro havia uma praça e numa das esquinas tinha uma casa construída por um funcionário da CEF. Era uma das casas mais bonitas! Ao longo da BR-101, às margens, havia apenas muito mato, alguma pastagem e capim. Muito mato. A cidade ficava lá pra dentro. Nem se via direito da BR-101. Mas como tudo muda nesta vida, Palhoça também teve seus dias de pujança, de crescimento. Quase não reconheço mais: há muito mais vias, mãos únicas em algumas, muito mais comércio, prédios, população e um lindo Centro de Cultura. Neste ano, em abril,  participei da FLIPALHOÇA, feira de livros e literatura. Nota 100 para Palhoça. Tudo bem organizado, perfeito.

                                 





Pomerode

 'Bora pra Pomerode? E naquele circuito 'tour' bem característico da D.Ellen: parar na Karsten, na Porcelana Schmidt, no Centro Cultural e a loja de artesanato, Na Oxford e, de quebra, a loja de cristais em Blumenau, no Passo Manso. Se for da hora, passamos por dentro, por Timbó: a paisagem de Pomerode-Timbó ou vice-versa, é muito bucólica. "Incontaminada", ainda. Plantações, animais, casinhas antigas e algumas em estilo enxaimel. Outras mais modernas, sofisticadas, mas sempre belas.
Tenho raízes em Pomerode também, por parte da avó paterna. Tanto que a Família Blank foi homenageada com o livro/documentário "Rota Blank - da Pomerânia à Pomerode",  escrito por mim e a prima Cristina Siegrist. Eu me surpreendia a cada linha que escrevia, pois sempre apareciam mais fatos e fotos, mais informações a respeito da família. Não imaginei que a Família Blank fosse tão grande, que tivesse se expandido tanto. E desde pequena tenho visitado parentes e amigos em Pomerode, com meus pais ou com amigos ou sozinha. A casa do bisavó fica um pouco antes de chegar na cidade e até foi cartão postal! Tenho levado muitos a conhecer Pomerode, fazendo aquele 'tour' que menciono lá em cima. Também foi rota de passagem para outras cidades, como Jaraguá do Sul, Joinville e São Bento do Sul. Outro dia, quando estava morando em Indaial, fomos ao Morro Azul com meu primo Lando. Fico feliz por ter levado minha mãe para visitar a cidade nas épocas de Páscoa e Natal. E foi em Pomerode que comprei meu segundo Fiat 147!!! Sobre Pomerode poderia escrever mais um livro aqui, mas não é o caso...

   





Presidente Getúlio


Tia Ussi é natural de Presidente Getúlio e foi através dela e família que conheci a cidade. Claro, em companhia de meus pais, quando pequena. E nos últimos anos, por conta própria. Os pais de tia Ussi tinham um sítio e a gente se deliciava comendo tangerina do pé! Pescando peixinhos no rio, nos fundos da casa. E acompanhando a hora da ordenha das vacas, da colheita de ovos no galinheiro e das verduras na horta. Era isso que a gente vivia quando era criança. Era tão bom que a saudade sempre batia, quando lembrava da casa deles! E esta saudade também foi satisfeita, quando anos atrás voltei para lá, a fim de acompanhar meus tios à casa dos parentes. Indescritível a sensação de voltar àquela casa, àquele lugar, àquele sítio... quase igual de como era há mais de 50 anos!








Rancho Queimado/ Taquaras


E de lá de Presidente Getúlio a gente pula aqui pra Serra do Mar, em Rancho Queimado, cidade natal do meu amigo Gabriel. E foi com ele e toda a turma do nosso Stammtisch, que passeei muito por Rancho Queimado, Taquaras e o Alto da Boa Vista, lugar ímpar! Pertinho de Floripa, é um pulo até lá. Gosto da época das hortênsias, no verão. Minhas filhas me pegam sempre no pé, pois todo verão convido-as para ver as hortênsias! Elas se divertem com isso... mas é um passeio deslumbrante, seguir por a estrada por dentro, de Rancho Queimado a Taquaras. Alí em Taquaras acontece a Festa do Morango, todo ano. E foi ali que, numa vinda com a família, de Vacaria, descemos a estrada de chão batido até uma pracinha. Loucos por um restaurante, o que não tinha (anos 90, por aí), pedimos água para uma senhora, numa das casas da pracinha. Ela muito gentilmente nos convidou a entrar, serviu água e contou sua história de viuvez, chorando a cada frase, lembrando do marido falecido. Taquaras era caminho dos Tropeiros, que vinham do oeste e do Rio Grande do Sul, vender mercadorias no litoral. Meu sogro era um dos tropeiros. Foi muito rico conhecer tudo isso. E mais tarde ficamos sabendo que o nome "Rancho Queimado" vem de um rancho que servia tropeiros e que, certa feita, queimou. Talvez alguém tenha deixado um lampião aceso... sei lá. Ou sapecaram pinhão dentro do rancho, sobre as brasas do fogo... Seja como for, Rancho Queimado tem muita história e recantos lindos!

                   



Rio do Sul


Excursão do Colégio à Rio do Sul, anos 70! E, como era de praxe, trouxe junto um postal de lá. Fomos A turma do Sagrada, de ônibus. Tinha alguma competição, não lembro mais bem, mas deu tempo de passear, conhecer a Catedral e se divertir! Algumas outras vezes tive que passar por lá, tipo a caminho de Bela Aliança, onde um marceneiro atendia meus projetos de móveis. E outra vez, quando morava em Indaial, fui com o Vinícius, na época de Natal, resolver assuntos de família. 






  












 




quarta-feira, 3 de junho de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 5

 Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.

Lages

Cinco horas de viagem, de Blumenau à Lages: assim era nos anos 60... SC-470 sem asfalto, estrada de chão batido, pedras e britas pelo caminho. Entrava-se em Otacílio Costa e seguia-se até Lages. E tínhamos que ir, pois era de lá que vinham as máquinas de tricô Lanofix e Elgin Brother para serem vendidas na Loja das Linhas, em Blumenau. O representante das máquinas tinha uma loja de fios e linhas, a "Casa Fio de Ouro", se me lembro bem. Lages era pequena, comparada com hoje. Quase nada de prédios no centro, frio e lareiras acesas no inverno. O dono da loja tinha muitos filhos e a loja ficava na própria residência. Brincávamos com os filhos, todos bem encasacados, numa pracinha bem perto da casa deles. As idas e passagem por Lages se sucederam ao longo dos anos, pois era caminho para Vacaria, por exemplo, onde residiam meus sogros. E o ônibus que ia à Porto Alegre também fazia parada em Lages. Essas idas e vindas aconteciam pela avenida Presidente Vargas (se não estou enganada), bairro Coral (este tenho certeza!) onde ficava a "Casa Fio de Ouro", pois naquela época a SC-282 ainda não passava direto por onde passa hoje, até alcançar a BR-116. Teve uma vez que fomos na Festa do Pinhão. Mas faz tempo e esta acontecia só num final de semana... E teve outra vez que pernoitamos no Le Canard, numa volta para Blumenau. Foi em Lages também, que minha tia Ivone, morando em Otacílio Costa, teve seu primeiro filho, o Paulinho. Isso nos anos 70. Depois disso, nunca mais parei em Lages, apenas passei a caminho de São Joaquim ou Vacaria. E foi assim que pude perceber o crescimento e as mudanças na cidade: o que antes era pujante por causa das madeireiras, agora, com o fim da exploração da madeira, estava totalmente transformado.




            Laguna

Quem nunca foi pra Laguna? Cidade natal de Anita Garibaldi e conhecida pelo Carnaval. Viveu a Guerra dos Farrapos, ilumina as noites dos barqueiros e viajantes marítimos com seu Farol de Santa Marta e banham-se os turistas na praia do Molhes e Itapirubá... recentemente recebeu uma ponte nova sobre a Lagoa Santo Antônio, ponte estaiada (suspensa por cabos de aço) e que segue o caminho pela 101. Foram incontáveis as vezes que passei pela 101, rumo ao sul: Porto Alegre, Gramado, Torres e outras cidades mais. Lembro de uma vez que estávamos à caminho de Porto Alegre, no final do dia. Os restaurantes de frutos do mar nos convidaram a um jantar. Paramos, jantamos e seguimos viagem. Até Araranguá, somente, porque bateu um sono terrível e tivemos que nos hospedar e pernoitar por ali mesmo. Estávamos com as crianças. No dia seguinte seguimos para o destino. Me encanta o tipo de ponte "estaiada", pela sua estrutura, sua engenharia. A primeira ponte que vi, deste tipo, foi em Tampa, na Flórida, em 1989. 


Criciúma



Tampa-Fl

   


Morro dos Conventos

E nossa passagem por Morro dos Conventos também não teve registro em fotos. Conhecida suas praias e paisagem exuberante, nos hospedamos para aproveitar a natureza e as águas. Delícia pura!


Nova Trento

2025: o ano que visitei Nova Trento e o Santuário Madre Paulina. Taiane e eu estávamos a caminho de um evento em Brusque e no caminho passamos pelo Santuário de Schoenstadt (Tijuqinhas), pelo Santuário Madre Paulina e na volta de Brusque passamos por Azambuja. Minha mãe já tinha visitado Nova Trento, com o irmão Marek. Marek faleceu em 2016 e minha mãe em 2021. Então eles conheceram o Santuário ainda no início das atividades, pois foi concluído em 2006. Talvez, na época, não havia ainda tanto suporte como tem hoje, em termos de hospedagem, restaurantes e outras conveniências. Inclusive lojinhas de lembranças. O Santuário surpreende pela sua localização, no alto da montanha. E pela sua arquitetura. Não tem como se fascinar... seguindo o caminho, fomos à Brusque. Só que resolvemos pegar um 'atalho' e pegamos uma estrada de chão. Caminho pelo interior, com subidas e descidas, muito verde nas margens. Algumas passagens bem inóspitas, às vezes assustador, outras vezes de paisagens deslumbrantes. E assim foi!


 



Orleans

E teve uma vez que fomos para Orleans, visitar a amiga Mary e família que estavam morando por lá. O marido, engenheiro de estradas, estava a serviço nesta cidade. Foi em 1985 e Heloisa era uma bebezinha. Passeamos pela cidade e demos umas voltas em Criciúma também, onde almoçamos. No fim da tarde retornamos para Florianópolis. Não tivemos registros em fotos.

  
Otacílio Costa

Minha primeira viagem de ônibus, sozinha, foi para Otacílio Costa, onde meus tios Chico e Ivone moravam. Ele trabalhava na Olinkraft. Meu pai me embarcou na antiga Rodoviária de Blumenau, na rua 7 de Setembro e me fui! Feliz da vida por estar viajando sozinha! Era dezembro e minha tia, grávida, teve seu primeiro filho naqueles dias. Meu tio saiu de madrugada, de fusquinha, para a maternidade de Lages, pois Otacílio Costa, muito pequena, não tinha nem hospital. Ele voltou feliz para casa, com o nascimento do filho Paulo! Mas disse que passou um beirado na estrada, ainda não asfaltada e com muitas pedras pelo caminho. Dias depois recebi carta do meu pai dizendo que era hora de eu voltar para casa. E assim, meu tio Chico me embarcou no ônibus e voltei para Blumenau. Visitei meus tios mais algumas vezes, inclusive com meus pais. E em maio de 1973 fui ao casamento de outro tio, Andy. A noiva Ana Lizete (tia Zete) era de Otacílio Costa e a cerimônia aconteceu lá. Foi num sábado de chuva, muita chuva. Era maio.