quarta-feira, 3 de junho de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 5

 Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.

Lages

Cinco horas de viagem, de Blumenau à Lages: assim era nos anos 60... SC-470 sem asfalto, estrada de chão batido, pedras e britas pelo caminho. Entrava-se em Otacílio Costa e seguia-se até Lages. E tínhamos que ir, pois era de lá que vinham as máquinas de tricô Lanofix e Elgin Brother para serem vendidas na Loja das Linhas, em Blumenau. O representante das máquinas tinha uma loja de fios e linhas, a "Casa Fio de Ouro", se me lembro bem. Lages era pequena, comparada com hoje. Quase nada de prédios no centro, frio e lareiras acesas no inverno. O dono da loja tinha muitos filhos e a loja ficava na própria residência. Brincávamos com os filhos, todos bem encasacados, numa pracinha bem perto da casa deles. As idas e passagem por Lages se sucederam ao longo dos anos, pois era caminho para Vacaria, por exemplo, onde residiam meus sogros. E o ônibus que ia à Porto Alegre também fazia parada em Lages. Essas idas e vindas aconteciam pela avenida Presidente Vargas (se não estou enganada), bairro Coral (este tenho certeza!) onde ficava a "Casa Fio de Ouro", pois naquela época a SC-282 ainda não passava direto por onde passa hoje, até alcançar a BR-116. Teve uma vez que fomos na Festa do Pinhão. Mas faz tempo e esta acontecia só num final de semana... E teve outra vez que pernoitamos no Le Canard, numa volta para Blumenau. Foi em Lages também, que minha tia Ivone, morando em Otacílio Costa, teve seu primeiro filho, o Paulinho. Isso nos anos 70. Depois disso, nunca mais parei em Lages, apenas passei a caminho de São Joaquim ou Vacaria. E foi assim que pude perceber o crescimento e as mudanças na cidade: o que antes era pujante por causa das madeireiras, agora, com o fim da exploração da madeira, estava totalmente transformado.




            Laguna

Quem nunca foi pra Laguna? Cidade natal de Anita Garibaldi e conhecida pelo Carnaval. Viveu a Guerra dos Farrapos, ilumina as noites dos barqueiros e viajantes marítimos com seu Farol de Santa Marta e banham-se os turistas na praia do Molhes e Itapirubá... recentemente recebeu uma ponte nova sobre a Lagoa Santo Antônio, ponte estaiada (suspensa por cabos de aço) e que segue o caminho pela 101. Foram incontáveis as vezes que passei pela 101, rumo ao sul: Porto Alegre, Gramado, Torres e outras cidades mais. Lembro de uma vez que estávamos à caminho de Porto Alegre, no final do dia. Os restaurantes de frutos do mar nos convidaram a um jantar. Paramos, jantamos e seguimos viagem. Até Araranguá, somente, porque bateu um sono terrível e tivemos que nos hospedar e pernoitar por ali mesmo. Estávamos com as crianças. No dia seguinte seguimos para o destino. Me encanta o tipo de ponte "estaiada", pela sua estrutura, sua engenharia. A primeira ponte que vi, deste tipo, foi em Tampa, na Flórida, em 1989. 


Criciúma



Tampa-Fl

   


Morro dos Conventos

E nossa passagem por Morro dos Conventos também não teve registro em fotos. Conhecida suas praias e paisagem exuberante, nos hospedamos para aproveitar a natureza e as águas. Delícia pura!


Nova Trento

2025: o ano que visitei Nova Trento e o Santuário Madre Paulina. Taiane e eu estávamos a caminho de um evento em Brusque e no caminho passamos pelo Santuário de Schoenstadt (Tijuqinhas), pelo Santuário Madre Paulina e na volta de Brusque passamos por Azambuja. Minha mãe já tinha visitado Nova Trento, com o irmão Marek. Marek faleceu em 2016 e minha mãe em 2021. Então eles conheceram o Santuário ainda no início das atividades, pois foi concluído em 2006. Talvez, na época, não havia ainda tanto suporte como tem hoje, em termos de hospedagem, restaurantes e outras conveniências. Inclusive lojinhas de lembranças. O Santuário surpreende pela sua localização, no alto da montanha. E pela sua arquitetura. Não tem como se fascinar... seguindo o caminho, fomos à Brusque. Só que resolvemos pegar um 'atalho' e pegamos uma estrada de chão. Caminho pelo interior, com subidas e descidas, muito verde nas margens. Algumas passagens bem inóspitas, às vezes assustador, outras vezes de paisagens deslumbrantes. E assim foi!


 



Orleans

E teve uma vez que fomos para Orleans, visitar a amiga Mary e família que estavam morando por lá. O marido, engenheiro de estradas, estava a serviço nesta cidade. Foi em 1985 e Heloisa era uma bebezinha. Passeamos pela cidade e demos umas voltas em Criciúma também, onde almoçamos. No fim da tarde retornamos para Florianópolis. Não tivemos registros em fotos.

  
Otacílio Costa

Minha primeira viagem de ônibus, sozinha, foi para Otacílio Costa, onde meus tios Chico e Ivone moravam. Ele trabalhava na Olinkraft. Meu pai me embarcou na antiga Rodoviária de Blumenau, na rua 7 de Setembro e me fui! Feliz da vida por estar viajando sozinha! Era dezembro e minha tia, grávida, teve seu primeiro filho naqueles dias. Meu tio saiu de madrugada, de fusquinha, para a maternidade de Lages, pois Otacílio Costa, muito pequena, não tinha nem hospital. Ele voltou feliz para casa, com o nascimento do filho Paulo! Mas disse que passou um beirado na estrada, ainda não asfaltada e com muitas pedras pelo caminho. Dias depois recebi carta do meu pai dizendo que era hora de eu voltar para casa. E assim, meu tio Chico me embarcou no ônibus e voltei para Blumenau. Visitei meus tios mais algumas vezes, inclusive com meus pais. E em maio de 1973 fui ao casamento de outro tio, Andy. A noiva Ana Lizete (tia Zete) era de Otacílio Costa e a cerimônia aconteceu lá. Foi num sábado de chuva, muita chuva. Era maio. 





 












segunda-feira, 1 de junho de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 4


    Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.

Itá

Itá foi o seguinte: tempos antes de virar represa, fomos convidados pelos compadres Mário e Gisa a conhecer as obras. Ele era advogado na Eletrosul,  empresa que estava construindo a represa. Foi uma viagem mais prolongada, pois além de Itá passamos em Chapecó e visitamos Sara, irmã de Gisa. Seguindo viagem, descemos o coração do Rio Grande do Sul, parando em Cruz Alta, Santa Maria e, finalmente, Pelotas (cidade Natal do Mário e da Gisa). Em Itá ficamos hospedados no alojamento da Eletrosul e das obras da represa. Um dos engenheiros foi quem nos recebeu, acomodou e nos mostrou todo o complexo que estava sendo construído. Visitamos também a cidade, antes de ser totalmente inundada (só a torre da igreja ficou acima do nível da água) e visitamos onde estava sendo a nova cidade, isto é, para onde estavam se mudando os moradores da cidade, da parte que ia ser inundada. Foram alguns dias, no inverno. 1992, inverno. Frio, sim, muito frio nestas bandas de Santa Catarina. 


Itajaí

Foram muitas as idas e vindas à esta cidade portuária... antes ainda, de quando o aeroporto ainda era em Itajaí e de onde meus tios Andy e Nicky embarcaram para os Estados Unidos, em 1969. Meus pais tinham até um terreno no Bairro Cordeiros e lembro de um dia sairmos de Blumenau para passar lá no terreno. Ou quando se ia para Cabeçudas, veranear, Itajaí era passagem obrigatória. Saudosamente, quando vou à Itajaí e tenho tempo, faço questão de contornar o Porto, dar uma espiadinha na Balsa e voltar à 101 por este que era o antigo caminho para entrar e sair da cidade. Sim, não naqueles tempos não havia o Viaduto sobre a 101 e muito menos as outras entradas/viadutos e acesso à Brusque por alí. Pode-se dizer que, naqueles tempos, as margens da 101 eram de pasto e algum gado. Nada de conteineres e seus muitos depósitos. Viajar pela 101 era uma suavidade... até que a cidade foi crescendo, se expandindo e o trânsito tumultuou. Foram inúmeras as idas á esta cidade; ou a passeio ou a trabalho, compromissos e procura de documentos em Cartórios. Fico feliz porque minha mãe topou e fizemos um tour por esta e outras cidades em volta. Subimos um dos morros e, pela primeira vez, depois de muita idade, conheci o Rio Itajaí-Açú em suas muitas curvas até desaguar no Atlântico. Só do alto isto é possível e fiquei surpresa com as muitas curvas que faz até que flua numa linha só, onde então está o Porto e a Balsa. Balsa esta que passei muitas vezes... com meus pais, amigos e mesmo sozinha. Houve época que era o único acesso ao norte do Estado, à Navegantes, Penha, Joinville, etc. Eu ia com medo, assustada, mas ia. Tinha que ir, não tinha outro jeito! Hoje é um passeio, uma travessia que se faz com admiração. E então, ficamos sabendo que Itajaí ia ter um shopping... e pela avenida principal chegava-se direto à Catedral... e o Hospital Marieta Konder Brornhausen era sempre muito comentado nas rádios, por um outro paciente muito conhecido, que lá estava sendo tratado. Itajaí não tinha prédios. Se tinha, eram poucos e baixos. Hoje é uma metrópole. Céus... sofreu muito numa das últimas enchentes. Ah! em  julho de 1978 fui com meu pai receber um Certificado de Honra ao Mérito, pois tinha participado de um Concurso de Poesia e fui agraciada. O evento era à noite e lembro que saímos do teatro e fomos comer uma pizza, em algum lugar ali na cidade. Fiquei feliz com a premiação! Itajaí fascina pelo Porto, pelos muitos e enormes navios e embarcações que ali passam e aportam. Pela cultura popular e seus muitos pescadores; pelo Rio, imponente, que faz divisa com Navegantes e permite acesso às cidades rio acima, muito embora, atualmente, este acesso seja pouco usado. Foi em outras épocas, quando do Porto de Blumenau o deslocamento de produtos se fazia pelo Rio. Naquele tempo as ruas eram precárias, vale lembrar. Assim, o Rio facilitava o transporte.


2014 - no mesmo local de 1978

1978




Itapiranga

É lá, no finalzinho de Santa Catarina, na pontinha ao sul do oeste do Estado, que fica Itapiranga, Berço da Oktoberfest. Às margens do imenso Rio Uruguai, exibe tem 3 fronteiras: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Argentina. Dos altos de Itapiranga é possível ver as fronteiras. A travessia de Santa Catarina para o Rio Grande do Sul é feita por balsa. Ou barcos-táxi, usados por muitos trabalhadores que vem de lá pra cá ou vão daqui pra lá. A cidade é um charme só: Tem origens germânicas, então muito do que ali existe tem esta influência. A mais antiga igreja de madeira, totalmente construída em madeira, está lá, em Itapiranga! Minha amiga Dirlei mora numa cidade próxima e assim, por duas vezes, estivemos andando em Itapiranga: 2023 e 2025.



                          


Jaraguá do Sul

Minha Oma tinha parentes em Jaraguá do Sul e eu era a neta escolhida, eleita, para viajar com ela, fazendo companhia. Um destes parentes tinha uma Padaria, bem conhecida na cidade. Íamos de ônibus  ou outra vez fomos com meu Opa, de carro. Numa outra vez, quando eu participava da Chefia do GELB, o Grupo Escoteiro Leões de Blumenau, fomos com as Alcatéias de Lobinhos e os Lobinhos participaram da Lobimpíada. Ficávamos alojados em clubes ou escolas. Lembro que as competições aconteceram num clube às margens do rio. Isto nos anos 70. Em 2008 passei por Jaraguá de novo, indo e voltando para São Bento do Sul, no Lançamento de um livro meu. Me assustei com a mudança da cidade, de como tinha crescido e eu não reconhecia mais direito o caminho de volta por Pomerode. Tudo estava modificado. 



Joinville


   Joinville á é diferente de Jaraguá: de vez em quando passo por lá, visitando amigos e parentes ou frequentando algum evento. Desde os tempos de menina, quando a tia Ruth, já casada e lá morando, me escrevia cartas e convidava a Oma. Claro, a neta eleita para acompanhar era eu! E eu ficava muito feliz! E então caminhávamos pela rua XV, onde morava, até o centro. Era tudo muito mágico, muito bonito! Acho que eu via tudo com "olhos de turista"! E com os Lobinhos também fomos, num acantonamento, ou era uma competição, não lembro mais. A cidade me encantava, e continua encantando... Já fui fazer pesquisa para a Árvore Genealógica, na Biblioteca e no Arquivo. E visitar, muitas outras vezes, Cristina, Sílvia, os primos e a tia. O Museu, sim visitamos o museu com os Lobinhos! E trouxe cartões postais comigo para ter uma lembrança da cidade. Ainda outra vez, anos 2000+, fomos a família toda assistir uma noite do Festival de Dança Bolshoi.




Joaçaba

Só pra constar, cheguei, parei, me hospedei e noutro dia segui caminho... Gostei da cidade, mas foi uma visita de médico, muito rápida. Tipo parada no meio do caminho, para seguir viagem no outro dia. Ou foi com amigos ou com família. Não sei como foi, só sei que foi!!!



domingo, 31 de maio de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 3



  Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.


Garopaba

    Foi assim que conheci Garopaba: o compadre Ilário tinha comprado uma Mitsubishi novinha e convidou a família para dar uma volta neste lugar incrível, maravilhoso, de céu e mar abundante... era sábado. Ou domingo. 1999, num dia de junho, muito frio, por sinal. Caminhamos por tudo até cansar. Em setembro de 2025 aconteceu o Passeio do Mar organizado por Janaína Corarte (FloripQuilt). Éramos muitas mulheres convidadas, em uma Van, para apreciar guarda-sóis bordados à mão! Eram muitos guarda-sóis, enfileirados, ali na orla da praia. Uma delícia de passeio, também com frio e muito vento. Nada que o calor humano da amizade não suavizasse, em altas risadas e longos papos. Depois de tudo, uma volta nas lojas de armarinhos (e compramos um monte de coisas que não precisamos, mas aquecem a alma!!!) e, pra finalizar, um delicioso café no Berola. Se voltamos felizes de volta à Ilha? Muito!


                                       




Governador Celso Ramos

Moradores da Ilha de Santa Catarina, já há 4 anos, foi no feriado de Páscoa (abril 1989) que saímos para conhecer Governador Celso Ramos, Palmas e arredores. Uma ponta de terra e morros que avança o mar, desenhando-se em lindas curvas, praias escondidas entre pedras e mata, estradas ainda de chão batido. Tudo inexplorado, quase nenhum movimento. Silêncio total, paz e sossego. Paramos numa das pequenas praias e deixamos as crianças brincarem naquelas águas tranquilas. Um lugar inusitado, paisagem agreste ainda. E lá do alto, na ponta do morro, uma espiada na imensidão do mar... Anos mais tarde, na época do "submarino", fui para Palmas com as meninas e mais o namorado, só para comer batatas fritas e tomar cerveja! Anos mais depois ainda, fui de novo com a filha Taiane e o genro Guto, num domingo, almoçar no restaurante ló no topo do morro. Eu fui de carro e eles foram de moto. Estas não foram as únicas vezes que passei por ali: o lugar é belo e encantador, convidativo. 





Guabiruba

- Mami, vamos fazer um tour por Guabiruba? E assim começou uma aventura com minha mãe, um passeio por Guabiruba, com a Darius Turismo, de Blumenau. Eu nunca tinha ido à Guabiruba. Ou, se tinha ido, era muito pequena e provavelmente fui com meu pai. E lá fomos nós: na hora marcada embarcamos no ônibus, em Blumenau, com mais aventureiros, loucos por um dia divertido! Passamos e paramos por Brusque e em Guabiruba assistimos a encenação a céu aberto "Paixão e morte de um homem livre", no pátio da Igreja São Cristóvão, bairro Aymoré. Quando? Abril de 2015. Encenação inédita!





Ibirama

A primeira vez que fui à Ibirama, foi com a família, na velha Fubica da família! Com certeza fomos visitar algum parente, mas eu era tão pequena que não lembro mais quem era. E Ibirama também é passagem para Presidente Getúlio, onde também visitávamos parentes e amigos. Ah, lembrei: meu pai gostava de pescar e certa vez um amigo convidou para pescar num sítio que tinha, naquelas bandas. Fomos todos: pai, mãe e nós dois filhos. Acho que também foi minha primeira pescaria. Oh céus! Meu pai tinha feito anzóis com taquaras que tínhamos nos fundos da casa e tive que lidar com minhocas para a tal da pescaria. Meu pai era sábio em ensinar, até pescaria! Na volta encontramos o carro empurrado pra dentro de um valo e isso nos custou algumas horas de serviço (para os homens) e espera (para nós, Mami e filhos). Mas em casa tivemos uma refeição com peixes pescados por nós. A emoção é indescritível: você pescar seu próprio peixe e preparar e saborear.  Isso foi nos idos dos anos 60...
Outra vez fui com meu pai, a serviço da Loja das Linhas. Frequentemente eu ia com ele quando saía para vender mercadorias. E lembro também, do medo que sentia ao passar na estrada, ao longo do Rio Itajaí-Açú, barulhento demais por correr sobre as pedras. O Morro Pelado ficava lá, do outro lado do Rio. E tinha também o Morro da Polenta, ali por perto. Até hoje, quando passo por lá, paro para dar uma olhada nos Morros. Outro dia vi um vídeo de um aventureiro que fez a crista do Morro Pelado. Show! Ah, naqueles tempos, não havia asfalto e teve uma época que havia desvios por causa das obras. E se a gente tivesse sorte, via o trem passando. Havia uma Estação em Apiúna e o trem também passava lá em cima, no morro, do outro lado do Rio. Outra vez caiu uma das pontes e as obras da nova ponte foram demoradas. Desviaram também o curso da estrada e mudaram a ponte de lugar.  Anos 60 e 70. 

 
A Fubica


Indaial

Fica ali, ao lado de Blumenau. Tem um tal bairro do "Encano", que eu não conhecia muito bem até 2016, quando eu e Vinícius nos mudamos para a cidade. Foram 3 anos ótimos, pois estava perto da minha mãe, que morava em Blumenau. Cidade pequena, mas nem tanto, pois tem um povo 'grande' de calor humano. E em Indaial reencontrei uma amiga do tempo de Chefia no Escotismo: Karin. Cursei Patchwork em Blumenau e Indaial. Vinícius participava das atividades da Apae e se saiu muito bem na Natação. Visitamos e fotografamos a Praça em frente à Prefeitura, nos dias de festa, quando havia sempre uma decoração festiva. Tipo Páscoa e Natal. Aliás, a rua Pará também era visitada, pois os moradores enfeitam o canteiro do centro da rua com motivos festivos. Tipo Páscoa e Natal também. 
As muitas visitas que vinham curtiam passear em Pomerode, para onde eu já organizava um roteiro: começava pelo centro de Indaial e seguia para Karsten, Schmidt, Centro de Cultura de Pomerode, parada no Torten Paradies e mais alguns recantos. Quando se ia para Timbó parávamos no Jardim Botânico. Dependendo do dia e da hora, almoçávamos ali mesmo. Eu gostava de explorar o centro de Indaial, com suas casas antigas e alguns bairros, como o Warnow, Polaquia e Areias. Sempre que sobrava um tempinho, Vinícius e eu explorávamos mais um recanto. Um primo de mais grau também morava em Indaial, o Lando. Seus pais moravam em outro bairro e eu os visitava de vez em quando. Vi Indaial ir se modificando, construindo prédios e estradas. Hoje há mais uma ponte e novos contornos. A velha ponte do Warnow também recebeu uma outra, ao lado. As cidades crescem e as mudanças acontecem. 

Ponte em Warnow

Amanhecer no Rio Itajaí-Açú - julho


Indaial - casarão