domingo, 31 de maio de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 3



  Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.


Garopaba

    Foi assim que conheci Garopaba: o compadre Ilário tinha comprado uma Mitsubishi novinha e convidou a família para dar uma volta neste lugar incrível, maravilhoso, de céu e mar abundante... era sábado. Ou domingo. 1999, num dia de junho, muito frio, por sinal. Caminhamos por tudo até cansar. Em setembro de 2025 aconteceu o Passeio do Mar organizado por Janaína Corarte (FloripQuilt). Éramos muitas mulheres convidadas, em uma Van, para apreciar guarda-sóis bordados à mão! Eram muitos guarda-sóis, enfileirados, ali na orla da praia. Uma delícia de passeio, também com frio e muito vento. Nada que o calor humano da amizade não suavizasse, em altas risadas e longos papos. Depois de tudo, uma volta nas lojas de armarinhos (e compramos um monte de coisas que não precisamos, mas aquecem a alma!!!) e, pra finalizar, um delicioso café no Berola. Se voltamos felizes de volta à Ilha? Muito!


                                       




Governador Celso Ramos

Moradores da Ilha de Santa Catarina, já há 4 anos, foi no feriado de Páscoa (abril 1989) que saímos para conhecer Governador Celso Ramos, Palmas e arredores. Uma ponta de terra e morros que avança o mar, desenhando-se em lindas curvas, praias escondidas entre pedras e mata, estradas ainda de chão batido. Tudo inexplorado, quase nenhum movimento. Silêncio total, paz e sossego. Paramos numa das pequenas praias e deixamos as crianças brincarem naquelas águas tranquilas. Um lugar inusitado, paisagem agreste ainda. E lá do alto, na ponta do morro, uma espiada na imensidão do mar... Anos mais tarde, na época do "submarino", fui para Palmas com as meninas e mais o namorado, só para comer batatas fritas e tomar cerveja! Anos mais depois ainda, fui de novo com a filha Taiane e o genro Guto, num domingo, almoçar no restaurante ló no topo do morro. Eu fui de carro e eles foram de moto. Estas não foram as únicas vezes que passei por ali: o lugar é belo e encantador, convidativo. 





Guabiruba

- Mami, vamos fazer um tour por Guabiruba? E assim começou uma aventura com minha mãe, um passeio por Guabiruba, com a Darius Turismo, de Blumenau. Eu nunca tinha ido à Guabiruba. Ou, se tinha ido, era muito pequena e provavelmente fui com meu pai. E lá fomos nós: na hora marcada embarcamos no ônibus, em Blumenau, com mais aventureiros, loucos por um dia divertido! Passamos e paramos por Brusque e em Guabiruba assistimos a encenação a céu aberto "Paixão e morte de um homem livre", no pátio da Igreja São Cristóvão, bairro Aymoré. Quando? Abril de 2015. Encenação inédita!





Ibirama

A primeira vez que fui à Ibirama, foi com a família, na velha Fubica da família! Com certeza fomos visitar algum parente, mas eu era tão pequena que não lembro mais quem era. E Ibirama também é passagem para Presidente Getúlio, onde também visitávamos parentes e amigos. Ah, lembrei: meu pai gostava de pescar e certa vez um amigo convidou para pescar num sítio que tinha, naquelas bandas. Fomos todos: pai, mãe e nós dois filhos. Acho que também foi minha primeira pescaria. Oh céus! Meu pai tinha feito anzóis com taquaras que tínhamos nos fundos da casa e tive que lidar com minhocas para a tal da pescaria. Meu pai era sábio em ensinar, até pescaria! Na volta encontramos o carro empurrado pra dentro de um valo e isso nos custou algumas horas de serviço (para os homens) e espera (para nós, Mami e filhos). Mas em casa tivemos uma refeição com peixes pescados por nós. A emoção é indescritível: você pescar seu próprio peixe e preparar e saborear.  Isso foi nos idos dos anos 60...
Outra vez fui com meu pai, a serviço da Loja das Linhas. Frequentemente eu ia com ele quando saía para vender mercadorias. E lembro também, do medo que sentia ao passar na estrada, ao longo do Rio Itajaí-Açú, barulhento demais por correr sobre as pedras. O Morro Pelado ficava lá, do outro lado do Rio. E tinha também o Morro da Polenta, ali por perto. Até hoje, quando passo por lá, paro para dar uma olhada nos Morros. Outro dia vi um vídeo de um aventureiro que fez a crista do Morro Pelado. Show! Ah, naqueles tempos, não havia asfalto e teve uma época que havia desvios por causa das obras. E se a gente tivesse sorte, via o trem passando. Havia uma Estação em Apiúna e o trem também passava lá em cima, no morro, do outro lado do Rio. Outra vez caiu uma das pontes e as obras da nova ponte foram demoradas. Desviaram também o curso da estrada e mudaram a ponte de lugar.  Anos 60 e 70. 

 
A Fubica


Indaial

Fica ali, ao lado de Blumenau. Tem um tal bairro do "Encano", que eu não conhecia muito bem até 2016, quando eu e Vinícius nos mudamos para a cidade. Foram 3 anos ótimos, pois estava perto da minha mãe, que morava em Blumenau. Cidade pequena, mas nem tanto, pois tem um povo 'grande' de calor humano. E em Indaial reencontrei uma amiga do tempo de Chefia no Escotismo: Karin. Cursei Patchwork em Blumenau e Indaial. Vinícius participava das atividades da Apae e se saiu muito bem na Natação. Visitamos e fotografamos a Praça em frente à Prefeitura, nos dias de festa, quando havia sempre uma decoração festiva. Tipo Páscoa e Natal. Aliás, a rua Pará também era visitada, pois os moradores enfeitam o canteiro do centro da rua com motivos festivos. Tipo Páscoa e Natal também. 
As muitas visitas que vinham curtiam passear em Pomerode, para onde eu já organizava um roteiro: começava pelo centro de Indaial e seguia para Karsten, Schmidt, Centro de Cultura de Pomerode, parada no Torten Paradies e mais alguns recantos. Quando se ia para Timbó parávamos no Jardim Botânico. Dependendo do dia e da hora, almoçávamos ali mesmo. Eu gostava de explorar o centro de Indaial, com suas casas antigas e alguns bairros, como o Warnow, Polaquia e Areias. Sempre que sobrava um tempinho, Vinícius e eu explorávamos mais um recanto. Um primo de mais grau também morava em Indaial, o Lando. Seus pais moravam em outro bairro e eu os visitava de vez em quando. Vi Indaial ir se modificando, construindo prédios e estradas. Hoje há mais uma ponte e novos contornos. A velha ponte do Warnow também recebeu uma outra, ao lado. As cidades crescem e as mudanças acontecem. 

Ponte em Warnow

Amanhecer no Rio Itajaí-Açú - julho


Indaial - casarão





   





 






Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 2

  Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.

Campo Alegre




 Campo Alegre é surreal! Cidadezinha incrustada na Serra Dona Francisca, com cheiro de flor, de mata  verde e neblina nas manhãs, quedas de águas, memórias germânicas e povo hospitaleiro... Foi ali que aconteceu o Seminário de Professores de Alemão, lá nos idos de 2000. Não foi uma vez apenas: voltei em outras oportunidades, só pra sentir o clima e o cheiro das flores! E atravessar a Serra é outro passeio singular.


Canoinhas

    Fui convidada pela amiga Letícia para visitar os pais, em Canoinhas. Fazíamos Faculdade juntas e sempre que possível, ela ia à Canoinhas passar alguns dias ou férias. E desta vez, convidada, lá fomos nós, passagem comprada na Rodoviária de Blumenau, subir as estradas rumo à cidade natal da amiga. Saímos cedo, de manhã. Ônibus pinga-pinga, parava em toda e qualquer estação, sem parecer estar com pressa. Pressa tinha eu, queria chegar logo! Não imaginava que a viagem demoraria tanto, passando do meio-dia. Mas por fim chegamos e fomos calorosamente recebidas pelos pais de Letícia! Visitamos também uma amiga, japonesa. E conhecia muitos recantos da cidade. Na época, não dirigíamos ainda e então todos os passeios foram feitos a pé. Isto foi nos ano 70.


Chapecó

  


Foram tantas as idas à Chapecó... já casada, fomos ao casamento da amiga Mary. Nos hospedamos no único e melhor hotel da cidade, na época! Lembro que no dia seguinte ao casamento fomos passear num clube. Início dos anos 80. E outras vezes se sucederam: a caminho de Itá, passamos em Chapecó para falar com a amiga Sara, que casou e foi morar na cidade. Visitei Sara mais vezes e ela, sempre atenciosa, saía a caminhar e mostrar o centro da cidade para mim e o Vinícius. De certa maneira, entre os anos 80 e 2000+, deu para perceber mudanças na cidade, principalmente no trânsito. 






Criciúma

    Lembro de duas vezes que fui à Criciúma: em 1985, com a Heloisa bebê, para visitar a amiga Mary e família. E numa segunda vez, anos 2000+, quando o filho Vinícius foi competir nos jogos paralímpicos da Apae de Indaial. Na época estávamos morando em Indaial e Vinícius frequentava a Apae. Infelizmente ele não pode competir porque, ao escanear os documentos dele, esqueci a Carteira de Identidade no Scanner... e a Organização não aceitou a foto digitalizada no celular. Eu já estava em Florianópolis e não tinha como voltar à Indaial e depois para Criciúma, a fim de levar a Carteira. Ossos do ofício... vivendo e aprendendo. Vinícius foi com a equipe e segui com minha amiga Dirlei. Assitimos ao Jogos e no final do dia retornamos para casa. 


Florianópolis

1984
 
1970 - O ano em que conheci a Capital de Santa Catarina! Primeira vez que passei numa ponte sobre  o oceano, sobre o mar. Um misto de euforia e medo... e se a Ponte caísse? Passei rezando... tabuões formavam o piso da Ponte. E assim foi... viagem com meus pais, no Simca Jangada azul piscina! Uma maravilha de carro, volante suave, ótimo de dirigir! Fui com medo, mas fui... e creio que passamos pela Figueira da Praça XV, pois voltei muitas e muitas mais vezes à Floripa. Em 1979 fui com as amigas do Colégio: Marise, Bárbara e Cida, a fim de visitar e conhecer a UFSC. Estávamos em vias de prestar Vestibular e a UFSC era a mais famosa, importante e requisitada pelos estudantes. E pelas famílias também - fazer UFSC era o seguinte... Xike no úrtimo! Em janeiro de 1984, casada e mãe do Vinícius, nos mudamos definitivamente para a Capital, em busca, principalmente, de tratamento para o Vinícius, portador de Síndrome de Down. E aqui estou, aqui estamos!
Em casa recebemos muitas e muitas visitas. Hospedamos amigos, parentes e amigos dos filhos. Com muita alegria e carinho saíamos a passeio com todos, pelas muitas praias e recantos da Ilha. Recebemos intercambistas do Exterior, por várias vezes. E muitas Festas do Pijama, Aniversários e outras mais eram realizadas em nossa casa. Eu me animava com a vinda dos amigos e parentes e me esmerava em recebê-los. Quando morei em Brasília e Indaial, também foi assim. E eu sempre tinha um roteiro programado de visita a lugares especiais. Floripa é singular, excêntrica, incomparável: tem mangues, morros, praias de mar aberto, de mar fechado, lagoas de água doce e salgada, reservas, ilhas mil em torno da Ilha, rios em todos os cantos, vargens e baixadas, baías, passeios de barcos e lanchas e mais, muito muito mais. Tem pesca da Tainha, tem Baía dos Golfinhos, 3 Pontes que levam ao seu coração!
Talvez eu seja hiperativa: na Ilha da Magia nasceram as duas filhas Heloisa e Taiane. Cursei Decoração de Interiores, Letras-Alemão (na UFSC) e atualmente sou membro do GPL (Grupo de Poetas Livres) e ADELIT (Academia Desterrense de Literatura). As andanças foram muitas: morei 4 anos em Brasília, 6 meses em São Carlos (SP) onde estão a USCar e USP e outros 3 anos em Indaial, perto da minha mãe (falecida em 2021).  Dizem que já sou manézinha! Pode ser! Mas as raízes blumenauenses permanecem e a vida se intensifica em Floripa. 





















 



 


sábado, 30 de maio de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 1

Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei perto de 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista, composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.

Alfredo Wagner

    2020 - Novembro! Que tal se hospedar num airbnb em Santa Bárbara, altos de Alfredo Wagner?    Boooora!!! E lá fomos nós: Heloisa, Vinícius e esta mãe, no Fiat 147, subindo as pirambeiras de Alfredo Wagner. Pura emoção e adrenalina. Mas chegamos ao recanto do Bacca e nos deliciamos com a maravilhosa paisagem. Toda a Serra do Mar aos nossos pés: era possível distinguir as antenas do Alto da Boa Vista, lá embaixo, em Taquaras. O mundo aos nossos pés... ao movimento do balanço infinito, sobremesa de morango com nata, patos nadando na lagoa e copos de vinho brindando aquele momento. 

                                   


Se olhar para um lado, vê-se o Morro da Tartaruga, se olhar para o outro lado, outro Morro magnífico. E olhando em frente, o horizonte quase na linha do Oceano. 

                                            
      
Angelina 

    Era Dia das Mães e como eu queria muito conhecer Angelina e o Convento das Freiras, aproveitamos  o passeio e almoçamos lá. Anos mais tarde voltei à Angelina. Os pais de uma das melhores amigas de Taiane tem raízes em Angelina e, por isso, Taiane tem ido seguido para lá, no tempo de escola. Inclusive, uma das intercambistas que recebemos, através da escola, também passou pela cidade,  em visita a parentes e conhecendo os recantos bucólicos.



                                                     

Benedito Novo

    Tenho raízes em Benedito Novo. Meus bisavós paternos se instalaram nesta cidade e foram muitas as vezes que íamos visitar os parentes, em geral nos domingos, depois do Culto. Visitávamos as tias e tios, irmãos do Opa August. Tia Clara era casada com Arthur e eram ecônomos em um Salão de Baile. Ela cozinhava delícias e fazia um pastel como ninguém! Ah, pedi e recebi a receita. Há um segredo, para o pastel ficar crocante... e é um dedinho de cachaça.
    Eu me enternecia, durante a viagem, observando os morros com seus pastos e as vaquinhas pastando. As divisas eram marcadas com plantação de caraguatá espinhento. Ui! Lembro que, numa aula de desenho no Colégio, foi uma paisagem assim que pintei.



    Tia Elsa morava às margens do Rio Santa Maria. No morro, pois o rio corria no vale, entre duas estradas que cortavam os morros. As corredeiras do rio pulavam sobre as muitas pedras, no leito e nas margens. Era veloz, pois descia entre os morros, na sua calha. Depois ia cair no Rio Benedito e este, por sua vez, vai desaguar no Rio Itajaí-Açú.
    São muitas as lembranças desta cidade. Lembro inclusive do cortejo fúnebre do meu bisavô, em 1962. Ia o esquife na carroça puxada por dois cavalos, até o pé do morro onde fica a igreja e o cemitério. Dali pra cima o esquife era carregado pelos homens. Seguindo a carroça, ia o cortejo de amigos e familiares, a pé. Assim era naquele tempo. 
    Foram muitas as idas à Benedito. A casa do bisavô ainda está lá, tombada como Patrimônio Histórico. Em estilo enxaimel. Meu Opa August descreveu a construção, pois era jovem e ajudou na construção.




Brusque

Brusque me faz lembrar da Feira Têxtil, nos anos 60 ou início de 70. Nos anos 90, casada e com os 3 filhos, aconteceu novamente uma Feira Têxtil e rememorei aquela primeira ida com meus pais, há tantos anos. Minha mãe comprou muitos tecidos e costurou colchas, cortinas e toalhas para a casa, em Blumenau. Repetindo o feito da minha mãe, anos mais tarde, também comprei lençóis, toalhas e cortinas. E numa outra oportunidade, quando a Havan só vendia tecidos, comprei cortinas para a reforma e renovação de nossa casa, em Florianópolis.
    Brusque também foi caminho de passagem, na época da duplicação da BR 101, quando íamos de Florianópolis à Blumenau. Entrava-se em Tijucas, passava-se por Canelinha, São João Batista, subia-se a Serra do Moura, passava-se por Brusque e seguia-se até Blumenau. Foram muitas e muitas vezes que fizemos este caminho. E nos anos seguintes, vez por outra eu fazia este caminho de novo, ou de ida à Blumenau ou de volta à Capital. 
    Foi em Brusque que compareci ao Lançamento do livro "Uma geografia (e outras histórias) para os Polacos", da escritora Maria do Carmo Ramos Krieger, em 2019:


    A mãe de uma amiga de Colégio, Mary, morou em Brusque e me enviou cartões postais pelo Correio:  
 

Brusque nos anos 70

    E em 2025 passeei, eu e Taiane, por Brusque, num evento no Instituto Aldo Krieger e lugares nos arredores, como por ex., Azambuja: