Quando o sol amanhece por sobre os picos alpinos
Aquecendo ainda restos de neve e gelo...
Derretendo um pouco de sua frieza e deixando surgir
uma clara e alva Edelweiss...
"Tudo que se faz na vida merecer ser bem feito".
07/06: Partimos cedo. Atravessamos o bonito estado de Vermont com suas verdes montanhas entremeadas por rios e lagos e que proporcionaram uma paisagem inebriante. Era quase meio dia quando passamos a fronteira do Canadá, província de Quebec e paramos para almoçar. Em Quebec só se fala francês, o povo não gosta de nada que lembre a cultura inglesa a ponto de não aceitarem câmbio de dólar americano para dólar canadense. No início da tarde chegamos em Montreal e, como tio Nicky não falava francês, seguimos logo adiante na estrada. Às 21:00, escurecendo já, chegamos a Toronto. Nos hospedamos fora do centro, na saída para Niagara Falls. (Foto: Casa Loma)
08/06: Levantamos, tomamos café e seguimos de metrô até o centro de Toronto; uma grande cidade, bonita e limpa. Caminhamos até a CN Tower, uma das maiores torres do planeta, a torre da TV. Subimos numa velocidade vertiginosa pelo elevador, até 360 metros de altura. Quem tem coragem, pode subir um pouco mais, até 440 metros. O visual da cidade, seja de um ponto ou de outro, é uma loucura de belo. Um restaurante giratório e todo envidraçado permite que se tenha igualmente visão da cidade durante as refeições. Já lá no topo, a 440 metros de altura, o piso é de vidro. Há quem fique com a sola dos pés suadas ao pisar no quase 'nada', por sobre o piso de vidro.
De volta com os pés no chão, visitamos a Casa Loma, um castelo construído no início do séc XX por um milionário excêntrico, mas que acabou na pobreza.
No City Hall meu impressionei com a arquitetura colonial que se mistura com uma arquitetura contemporânea, com muito vidro e linhas retas e sofisticadas. Parques e Jardins existem por toda a cidade e são considerados quase 'sagrados' pelo povo.
O ponto seguinte a ser visitado foi Niagara Falls, para onde partimos no início da tarde e chegamos pelas 16:00. As cataratas são imponentes, fazem a ligação entre os Lagos Ontário e Eirle. Lembra a Foz do Iguaçú, mas são muito menores, com muito menos volume de água, embora a água seja muito mais cristalina, num tom esverdeado, como se vê nos cartões e fotos.
Pelas 20:00 partimos de retorno a Wilmington, onde chegamos pelas 6:00 do dia seguinte.
09/06: Dormimos até o meio dia. À tarde fomos ao centro e ao correio. À noite jantamos com as primas Teresa e Nancy. Longas conversas sobre educação se sucederam, comparando Brasil e USA.10/06: Nancy nos levou, desta vez, às compras em Wilmington, na parte da manhã. À tarde fomos à praia de Rehoboth, onde fica o Cape May e de onde partem balsas de hora em hora para o estado de New Jersey. As águas desta praia são extremamente geladas, de doer no corpo. À noite, de volta à Wilmington, participamos de um Festival Grego, onde podíamos nos servir de gastronomia grega ao som de músicas e danças gregas. Fiquei sabendo que festivais assim, típicos de países, acontecem com frequência e são organizados nas ruas dos bairros.
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| Rehoboth |
11/06: Domingo cedo - fomos jogar "bouling" com Tia Teresa e Nancy. Foi a primeira vez que vimos um jogo de boliche totalmente automatizado. Isto é, as garrafas eram automaticamente controladas por computador, recolocando-as de volta ao lugar quando derrubadas e devolvendo a bola ao jogador. Além disso, marca automaticamente os pontos e fornece mapa com todas as jogadas de todos os participantes.
O almoço deste domingo foi com Hevandro e Nicky, desta vez no Festival Italiano. Era nosso último dia em solo norte-americano. às 15:00 juntamos nossas malas, embarcamos na Toyota do Tio Nicky e seguimos pela I-95 rumo ao Aeroporto Kennedy de Nova Iorque, onde a Varig nos trouxe de volta ao Brasil.
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| Toronto |
12/06: Depois de um mês longe do lar, família e filhos, foi gratificante reencontrar a Janka, o Ingo e os filhos. Deu pra matar a saudade. Os primeiros 15 dias em solo norte-americano foram mais tranquilos, eu conseguia falar dos filhos. Depois destes primeiros 15 dias a saudade apertou e eu evitava falar dos filhos, pois meus olhos marejavam. Sentimentos se misturam, quando a distância e o tempo são tão grandes. Há um misto de 'quero ver mais' e 'quero voltar, estou com saudades'. O conforto vem porque se tem certeza da data de partida, da data de retorno ao Lar.
E lá se vão 34 anos...
Impressões de uma "marinheira de primeira viagem": junho floresce em Primavera
01/06: Tia Teresa gostava de jogar. Gostava de Cassinos e boliche. Atlantic City era logo aí e naquele dia Tia Teresa nos mostrou um destes cassinos. A viagem foi com ônibus exclusivo para este fim e estava lotado. Tudo agenciado por uma empresa de viagens. A maioria dos ocupantes eram aposentados.
Dentro dos cassinos o dia e a noite se confundem. Qualquer hora era hora para comer, beber e jogar. Ali se viam os famosos cassinos de Donald Trump e de outros, como o Claridge, onde ganhei perto de 200U$; 133 numa rodada em caça-níquel e 60 em outra. Eu estava enchendo tanto o caneco, que pessoas se aglomeraram atrás de mim. Esvaziei o caneco em novas tentativas, e quando o caneco parou de encher como antes, peguei as fichas e troquei por dimdim. Melhor um pássaro na mão que dois voando! Tia Teresa ficou surpresa, disse que nunca conseguia nada nestas máquinas...
Na área externa aos cassinos há a praia e um enorme deck, largo e extenso, permite passear e saborear os ares desta praia. Lojas e lojinhas se situam ao longo deste passeio e comprei alguns souvernirs.
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| Wilmington |
02/60: Hevandro nos acompanhou em caminhadas pelas lojas de Wilmington.
03/06: Voltamos ao centro de Wilmington, durante a manhã. À tarde partimos para viagem à Boston. Seguimos pela I-95 e New Jersey Turnpike até Nova Iorque. Depois pegamos a I-84 no estado de Connecticut e a I-90 em Massachusets até Boston. Chegamos em Boston à meia-noite, demos uma volta pelo centro da cidade e nos hospedamos num hotel da rede "Days Inn", fora da cidade.
04/06: Dia dedicado a conhecer a Igreja-Mãe da Christian Science, com sua extensão e igreja original e mais o Mapárium. São obras impressionantes pela sua arquitetura e história. A igreja original foi construída no final do séc XIX, retratando o início de uma nova religião. A extensão da Igreja-Mãe, ou seja, a continuação da igreja original, é a demonstração de uma igreja solidificada, forte.
O Mapárium é um globo reproduzindo o Planeta e possibilita caminhar por dentro dele, tendo-se a impressão de estar perto de todos os lugares do mundo. Ali pode-se ouvir a própria voz, sem uso de microfones ou qualquer aparelho eletrônico.
À tarde visitamos a casa de Mrs. Eddy, em "Chesnut Hill". É um local rico em história, como só os americanos sabem preservar esse tipo de coisa. Pensamos no esforço e vitória de Mrs. Eddy, alcançados no final do séc XIX quando a mulher não tinha lugar de destaque na sociedade e muito menos na política.
A noite foi reservada para participar do culto na Igreja original. Ainda neste dia encontramos amigos brasileiros: Elizabeth (Florianópolis), Isolde (Joinville), Cristina e Orlando (São Paulo) e Ricardo (Argentina), todos cientistas cristãos.
05/06: Continuamos a visita pelas instalações da Christian Science e conhecemos o centro de radiotransmissão e TV, além de assistir a exibição da Bíblia e o filme "Somos Filhos da Luz". O almoço aconteceu num dos restaurantes do complexo e ao meio dia paramos na área externa, ao lado do espelho d'água, para ouvir o "Campanário", os belos sinos tocando hinos sacros. Meu coração era pura emoção...
A Christian Science é de fato uma organização religiosa impressionante, tanto pela pregação revolucionária da cura exclusiva pela mente crística, quanto pelas instalações em seu complexo e o alcance mundial através das muitas igrejas, meios de comunicação impressa, televisiva e radiofônica. Neste dia aconteceu a Assembléia Anual, da qual participei, enquanto nossos companheiros de viagem faziam turismo pela cidade de Boston. Fizeram este tour num "Troley", um ônibus de turismo com plataforma superior sem janelas. Aproveitaram e pararam e subiram ao "Prudential Center", acima do 52o andar e dali vieram muitas fotos. A foto abaixo, do Complexo da Igreja, foi tirada do alto do Prudential. À noite o casal americano Jackie e Willob promoveram um jantar para os brasileiros que estavam em visita a Boston.
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| Complexo da Christian Science |
06/06: Deixamos Boston para trás e entramos em Plymouth, onde uma réplica do navio "May Flower" com atores caracterizados contam a história da travessia feita pelo navio. Contam também como os imigrantes chegaram ali em 1620. Foram eles que deram início à colonização que foi chamada "New England" e que hoje é uma rica região que engloba diversos estados e tem em Boston seu principal centro financeiro e empresarial.
Dentro deste navio, Capitão e tripulantes estavam rigorosamente trajados como nos dias em que aportaram em "New England" e comentavam sobre os percalços da viagem. Pedimos para tirar uma foto, e a resposta foi: "se não tirar nossa alma, pode fazer a foto".
Ainda neste dia, uma terça feira, partimos rumo ao Canadá. Pernoitamos no estado de New Hampshire, perto da cidade de Concord.
25/05: Encontro com Teresa-mãe na loja de sua propriedade, a "Double O", onde também conhecemos o primo Joe e a prima Nancy. Tomamos 'breakfast' com Teresa-mãe, à base de ovos estrelados e bacon, no bar do grego, ali perto.
Mais tarde, a convite do tio Nicky, conhecemos Nelson (um brasileiro que projeta e monta cozinhas) e sua esposa Maria, vinda da Argentina.
26/05: Tiramos o dia para conhecer Wilmington, Newark e Newport, guiados gentilmente por Hevandro. À noite assistimos as "racetrack" (corrida de charrete), em Brandywine, num lugar muito bonito e aconchegante. Fomos em companhia de Teresa-mãe, Joe, Ann, Lucian e Eillen.
27/05: Passamos a tarde no hipódromo Delaware Park, assistindo corridas de cavalo. Fomos em companhia de Teresa-mãe, Joe e Ann. Mais tarde, em companhia de Nicky e família, visitamos seu amigo italiano Hugo, pessoa muito simpática e com quem meu pai Ingo foi caçar quando por lá esteve, em 1986.
28/05: Passeio ao estado da Pensilvânia, condado de Lancaster, onde conhecemos "Amish People"; um grupo religioso que vive do mesmo modo há 200 anos, desde que chegaram à América, fugidos da perseguição político-religiosa que aconteceu na Europa. Fiquei impressionada com a maneira como recusam se adaptar à tecnologia e tudo o mais que esta oferece de moderno, principalmente em termos de aparelhos e eletricidade. Não usavam nada que dizia respeito a motores e eletricidade. A locomoção era feita à pé, ou de carrinhos puxados por cordas, manualmente, ou com carroças ou ainda a cavalo. Nada de carros, nada de motores. E também preferiam manter certa distância das pessoas 'estranhas' ao seu povo, ao seu convívio. Passamos pelo posto de gasolina que apareceu muito enfaticamente no filme "A Testemunha", filme rodado neste ambiente e cujo protagonista era um menino Amish, justamente a "testemunha" principal do filme.
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| Posto em Lancaster, usado no filme "A Testemunha" |
Nesse mesmo dia, à noite, conhecemos mais amigos de tio Nicky: Carlos e Veneranda, ambos brasileiros residentes nos USA.
29/05: Dia especial, "American Memorial Day", uma homenagem aos mortos na guerra. Visitamos Hélio, Argentino e Pedro, todos brasileiros residentes nos USA. À noite degustamos um 'barbecue' na casa de Hevandro, feito em uma churrasqueira portátil e com carvão mineral. Na verdade, o churrasco foi feito no quintal da casa, sob as árvores do lindo gramado.
30/05: Washington era o destino neste dia. Fiquei impressionada com a arquitetura e a história da cidade. Os memoriais de Lincoln, Jefferson e Washington e a Casa Branca e o Capitólio são monumentos que me levaram à reflexão sobre a história do país, tão novo e tão poderoso, tão admirado e odiado ao mesmo tempo. O que impressionou também, foi perceber que Deus não está impresso apenas nas notas de dólares: a fé em Deus, a liberdade de religião está em tudo - nos monumentos, nos discursos históricos, na mente das pessoas. Não é à toa que lá vimos tantas seitas e igrejas. Um amigo comentou que o Deus americano era o dinheiro, em nome do que os outros povos e países eram dominados. Verdade ou não, percebemos que o sentimento religioso foi que norteou esse povo desde o começo da formação do país e isto merece ser considerado, pesquisado.
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| Washington |
31/05: Tomamos o trem em Wilmington, em companhia de Joe, e seguimos para a Philadelfia, no estado da Pensilvânia. Chegando na cidade embarcamos numa charrete para um tour. Vimos uma cidade industrial, rica e famosa, onde andar pelas ruas é andar pela história da Independência dos Estados Unidos. O famoso "Liberty Bell", aquele que foi danificado, sofrendo uma rachadura por um tiro de canhão, ficou preservado como um símbolo da luta pela liberdade. Diariamente é visitado por admiradores e turistas. Passamos pelo porto e, já no final da tarde, voltamos a bordo do trem da Amtrak até Wilmington.
Maio foi-se, como o reflexo do sol, ao findar o dia, paira por sobre as águas do rio Delaware, do Golfo do México, do rio de Tampa... Foi-se Maio e deixou gravada em mim uma memória eterna de viagem. Gratidão...
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| Tour a bordo de charrete - Filadélfia |
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| Na comunidade Amish, em Lancaster |
19/05: Dia dedicado ao repouso, após os longos três dias na Disney. Hora deixar os sonhos e por os pés no chão. Conforme programado, à noite chegaram de viagem tio Nicky, seu filho Michael e o amigo Hevandro. Vieram de Wilmington, Delaware, para nos ver e nos levar à Wilmington.
20/05: Visitamos a casa de Thomas Alva Edison, pai do gramofone, gerador (GE) e uma infinidade de outros aparelhos, inclusive a lâmpada. Na casa há uma piscina, construída em concreto e cuja produção de 'cimento' também contou com a cientificidade de Thomas Edison. A piscina também está dotada de trampolim. Tudo muito inédito, inventado e criado no início do séc XIX, período de severa colonização no Brasil e quando nem se cogitava tanto progresso, tanta invencionice.
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| Casa de Thomas Edison |
A tarde fomos passear de barco no River Peace, rio este que banha as cidades de Port Charlotte e Punta Gorda. O rio deságua no Golfo do México. Punta Gorda tem este nome porque foi colonizada por espanhóis, dos quais o mais famoso foi Ponce de Leon.
21/05: Dia de pescaria no River Peace em companhia de Teresa, Mark, Little Mark, Daniel, Nicky, Hevandro e o pequeno Michael. Foi um dia especialmente maravilhoso, com piquenique a bordo, passeio até o Golfo do México em companhia de golfinhos, pois que acompanharam o barco por um bom tempo, rodeando em volta dele. No final da tarde participamos de um 'barbecue' na colônia de férias do Sun Bank, empresa em que Teresa trabalhava, e tivemos a oportunidade de conhecer a carne de porco caramelada. Costela de porco caramelada, pura delícia!
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| Dia de "barbecue": Costela de Porco caramelada |
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| Tampa |
Às 10:00 chegamos ao Cabo Canaveral, Centro Espacial Kennedy, onde tivemos a oportunidade de conhecer de perto o que se via apenas pela TV e isso permitia imaginar se tudo aquilo, todas aquelas viagens espaciais, eram ficção ou realidade. Mais filmes: desta vez sobre a história da conquista do espaço. Na área externa se viam muitos foguetes, réplicas de naves e bem lá ao fundo, a base de lançamento. O prédio onde são confeccionados os foguetes é simplesmente gigante... de uma altura inimaginável... pudemos fazer essa visitação à base de lançamento a bordo de um ônibus especial.
No meio da tarde seguimos em frente com a viagem: passamos o estado da Flórida, Geórgia e South Caroline, onde pernoitamos nos arredores da cidade de Columbia, num "Days Inn".
23/05: Depois de passarmos pelo estado de South Caroline, entramos no estado da Virgínia e seguimos por muitos quilômetros até alcançar a cidade de Sparta e entrar na "Blue Ridge Parkway". Pelos dois dias seguintes viajamos por esta estrada que, para mim, foi um verdadeiro sonho. Situada na cadeia dos "Apalaches Mountains", por ali só transitam carros de passeio. Um verdadeiro encontro com a natureza preservada, com fazendas que permanecem modo que eram no tempo da colonização e muitos outros detalhes. O visual lá de cima das montanhas é fascinante!
Alí, além da preservação ecológica, há um episódio histórico da época de George Washington, que por ali passou há mais de 200 anos e gravou seu nome na pedra.
24/05: Depois de uma janta, no dia anterior, à base de cachorro quente com salsicha preparada por sobre rolos, acordamos bem e tomamos café ali mesmo, no parador. Seguimos então pela Blue Ridge PKY, até o começo da tarde, quando então entramos na "Shenandoah Parkway", este, um outro santuário da natureza. Deslumbrei-me com a beleza das montanhas, das árvores, dos mais variados tipos de pinheiros e ciprestes e das flores ali existentes.
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| Não vou dizer quem é, né Hevandro? |
Os animais silvestres não se intimidaram com a passagem dos automóveis. Não fugiam pra dentro da mata, ficavam à beira dos caminhos. E o visual permitia ver, de um lado os "Apalachians Mountains" e de outro lado o "Piedmont Plateau": duas cadeias de montanhas que, somadas aos vales lá embaixo, com cidades deitadas entre eles, deixam claro porque o americano gosta tanto de passear por estes recantos. Há uma frase que diz "Virginia is for lovers" e esta frase faz jus ao local. Muitos motoqueiros sobem as montanhas, durante os finais de semana, principalmente. E já no começo da noite deixamos as montanhas para trás. Passamos pelos estados de West Virginia e Mariland. No início da madrugada chegamos ao estado de Delaware, onde amigos, parentes e muitas outras atrações nos esperavam na cidade de Wilmington.
Num primeiro momento reencontramos Cathy, Samantha e Margareth.
Impressões de uma 'marinheira de primeira viagem': Mickey e Pato Donald, ao vivo e a cores!
Era uma vez um sonho: viajar e conhecer a Disney. Outra vez, o sonho realizado. As impressões desta 'marinheira, disneyra, de primeira viagem', são de mais de 30 anos atrás, quando da primeira viagem à Disney. Era uma vez... e o que era, já mudou muito. A vida é dinâmica, puro movimento...ficam as lembranças na memória e nas imagens fotografadas: uma benção!
Dia 18/05: Magic Kingdom trata dos desenhos de Walt Disney, do seu sonho realizado. Retrata umNuma panorâmica deste primeiro parque construído por Walt Disney, em Orlando, Flórida, a rua principal, a Main Street, nos convida para um belo passeio. Ladeada por finas lojas em estilo americano e que vendem todo tipo de produto, desde canetas bonecos, livros, até artigos cine-fotográficos, jóias, cristais, roupas e muito mais.
Alí também foi possível fazer um passeio de charrete ou tomar o trem na estação central. Do lado esquerdo do parque fomos ao "Adventureland" visitar a casa de Robson Crusoé construída em uma árvore (quem nunca leu a história de Robson Crusoé?). Também passeamos pelo rio, em uma balsa igualzinha ás dos tempos coloniais; ouvimos a serenata dos pássaros, a Tropical Serenade; visitamos o mar do Caribe e conhecemos a aventura dos "Pirates of the Caribean" e vimos cidades sendo saqueadas, piratas que estavam bêbados e tempestades, muitas tempestades.Saindo dali entramos da "Frontierland" e andamos nas "Big Thunder Mountain Railroad", uma montanha-russa que atravessa o deserto do Velho Oeste e onde se tem direito a ver fantasmas, bang-bang, etc.
Em seguida visitamos a "Tom Sawyer Island", uma ilha com cavernas e um forte apache, o "Sam Clemens". Depois veio a "Liberty Square", onde o maior espetáculo ficou por conta de "The Hall of Presidents" ou seja, um teatro com bonecos de cera que apresenta a história dos Estados Unidos a partir de uma trajetória desde George Washington até Ronald Reagan. Os bonecos de cera são tão perfeitos que, por vezes, parecem reais, verdadeiros sósias de Lincoln, Kennedy, Reagan, etc. Ficou uma lição: o povo americano tem orgulho e uma grande paixão pelo seu país, sua história e memória dos seus líderes. Lincoln é venerado como um deus que levou o país à guerra civil, não para dividir, mas para unir. Como diz no espetáculo: "foi com a guerra, com a vitória de Lincoln, da maioria sobre a minoria, que nasceu o verdadeiro Estados Unidos, a terra da igualdade e da liberdade." Ao final do espetáculo o público aplaudiu efusivamente, principalmente os americanos ali presentes. A carga da propaganda é realmente muito forte e nos levou à reflexão: Disney não é apenas um parque de diversões, mas é sim, um 'negócio'. Um negócio muito sério.
E então fomos ao "Mickey's Birthdaysland", um espaço que contém todas as coisas do Mickey em comemoração aos seus 60 anos. Alguns objetos de uso pessoal de Walt Disney também estavam expostos.
Em "Tomorrowland", a terra do futuro, vivenciamos um pouco do passado e nos foi proporcionado sonhar e viver um tanto o futuro em mix com o presente.
"Mission to Mars" simulou uma viagem à Marte, com partida, aproximação e chegada. A sala redonda simulava uma nave e as muitas telas, expostas como sendo janelas nesta nave, exibiam imagens que nos fizeram sentir como se estivéssemos descendo no planeta vermelho.
O "Carrossel do Progresso" fez uma viagem desde os últimos 100 anos, mostrando a evolução da 'american life' graças às inovações dos aparelhos elétricos, rádios, fogões, geladeiras, máquinas de costura, de lavar, etc. Tudo isso deu uma ideia do que o homem é capaz quando tem acesso à educação, ao estudo, à pesquisa.
Uma impressão que ficou para mim: cada vez mais dou razão àquele pastor, que um dia disse, que a diferença entre o Brasil e os USA, é que lá os imigrantes vieram da Europa com um livro debaixo do braço. Mesmo aqueles que trabalharam no campo, não deixaram de usar seus livros e de fazer suas leituras.
Há mais de um século as máquinas estão dentro das casas dos americanos, para servir e proporcionar um melhor padrão de vida, enquanto no Brasil ainda há regiões onde casas não tem saneamento básico e nem luz, quanto mais aparelhos que facilitem a vida.
Outro filme em 360 graus, Circle-Vision 360, nos levou até Nova Yorque, São Francisco, Cânion do Colorado, Arizona e seus desrtos, Califórnia, Alaska, Havaí e suas ondas gigantescas, como se estivéssemos, ora voando, ora navegando ou esquiando na água ou na neve. Indescritível a sensação! Pura emoção!
Impressões de uma 'marinheira de primeira viagem'. O sonho continua!
Tanto foi visto e agora relendo tudo isso, fico me perguntando o que ainda existe no mesmo formato antes visitado. Havia a expectativa do século XXI! E hoje, já estamos há mais de 20 anos neste século... Interessante rever tudo isso e verificar o quanto tudo mudou. A mudança é inevitável!
Retornamos ao Future World para visitá-lo e, ainda caminhando no sentido anti-horário, talvez numa forma não pensada de protestar contra o costume humano, ou desumano, de marcar o tempo.
Visitamos "The Living Seas", um misto de aquário (com mais de 80 tipos de peixes - tubarões, golfinhos, manatees são alguns), de base científica de pesquisas, de arquivo histórico de descobertas e de uso do mar.
Pra quem gosta de natureza aquática, passar um dia conhecendo as correntes marítimas e tudo o mais que envolve o mar, pode até ser pouco tempo.
Em "The Land", mais um filme apresentou a relação do homem com a terra ao longo da História, remontando a época das cavernas até os dias atuais com a alta tecnologia, sem esquecer as agressões sofridas pela poluição ambiental e destruição das matas. Haja vontade e cabeça para tantos filmes, em tão poucos dias...)
Um trenzinho continuou o passeio pela Terra, atravessando matas artificiais, florestas, desertos, fazendas no modo antigo e no modo atual, com maquinário moderno e totalmente comandas pro computador.
E o passeio continuou pela "Journey into Imagination", pelo mundo da imaginação criativa com filmagens e aparições em televisão, com a regência de uma orquestra eletrônica e criação de desenhos eletrônicos, com a produção de músicas que usam luzes ou brincando num parque nada infantil, mas eletrônico, luminoso, sonoro, computadorizado. "Coisa de louco"! Ou, de gênio.
Em "World of Motion" tivemos conhecimento da história da locomoção do homem pelo mundo, desde o uso de locomoção animal, passando pela descoberta da roda, da energia (vento, vapor motor), dos foguetes espaciais e das viagens imaginárias do futuro.
"Horizons" - a bordo de uma nave fictícia foi-se ao século XXI para ver como as pessoas iriam viver, trabalhar, limpar a casa, se divertir e viajar no futuro. E ainda mostraram como será a "cidade espacial". Tudo regado a muita fantasia, sonho e imaginação.
"Universe of Energie" proporcionou um passeio a bordo de um cinema 'viajante', mostrando a história da energia desde a pré-história que, com seus répteis gigantes e outros seres vivos tragados pela terra, transformaram-se no petróleo; até aos dias atuais. Nestes, foram mostradas as várias formas de produção de energia: hidro, nuclear, solar; além da futuras: fusão a frio e demais. Tudo no universo move-se pela energia. A vida é energia.
"Spaceship Earth" - para encerrar, fizemos uma viagem dentro dessa bola mágica do Epcot, a bordo de um trenzinho que subia e descia em espiral por entre paredes espelhadas e prismas cristalinos e que ia mostrando a história das comunicações: a fala, o livro, o jornal, o rádio, a TV, os satélites, os computadores. É... se o homem das cavernas visse isso tudo, ficaria louco!
Depois de tanta informação, história e tecnologia, veio o repouso merecido. Tudo até ali estava muito mágico, mas o dia seguinte foi reservado para o verdadeiro Reino Mágico... o Magic Kingdom!
Impressões de uma 'marinheira de primeira viagem'... quem já foi pra Disney?
16/05 - Foi minha primeira vez na Disney! Quase um sonho de criança realizado, pois admirava Walt Disney e as histórias em quadrinhos, os "Tio Patinhas", como era usual nominar. Tinha também: Mickey, Pato Donald, Zé Carioca e todos seus personagens com perfis de personalidade bem característicos. Meu irmão e eu gostávamos muito de ler estas revistinhas. A galera trocava pra leitura. Um tio meu, o Adolfo, tinha prateleiras no sótão da casa com coleções inteiras. Nos debruçávamos nas leituras a ponto de perder a hora. Lembro que certa vez, ainda menina, nos meus oito ou nove anos, sonhei que Pato Donald veio com seu carro até minha casa. Acordei muito emocionada! Tinha especial admiração pelo Pato Donald, por vezes muito ranzinza mas com um coração de manteiga! De ouro!
E então, continuando o 'pequeno relato' ainda no Epcot Center:
Assim, ao começar esta viagem imaginária no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, você encontrará o Canadá cm um lindo Castelo Colonial, atrás do qual, dentro de uma montanha de pedra existe um cinema que exibe filme em 360 graus com as maravilhosas paisagens canadenses. Este filme é uma das coisas mais fascinantes da Disney, pois você se sente 'voando' por entre e sobre as montanhas, navegando por rios e mares, esquiando e patinando na neve. Enfim, você conhece o Canadá por terra, ar e água; cidades, campos e montanhas. Vive seu povo, animais e desenvolvimento, em apenas 30 mágicos minutos, em pé numa sala de cinema redonda. E é construída dentro de uma rocha que, na verdade, é uma estrutura de concreto armado e em tudo igual a uma rocha natural.
O próximo país é o Reino Unido, onde é possível conhecer e adquirir finos artigos usados pela Coroa Britânica.
Na França, um novo filme em 360 graus que, embora já não tenha mais o impacto do primeiro (Canadá), leva a um passeio pelas belezas deste fantástico país que não deixa de dar lições de cultura ao mundo, com sua cozinha, seu vinho, sua música, sua língua e com a Revolução Francesa que, ao completar 200 anos em 1989, continua ensinando que o mundo existe para o homem e que o homem existe para ser livre e não cativo de sistemas políticos ou de outros homens.
Depois vem o Marrocos, onde ressalta a arquitetura daquele país da África, inclusive com uma Mesquita construída de acordo com os costumes religiosos marroquinos.
No Japão conhecemos e assistimos apresentações de artistas nipônicos diante de um lindo Palácio Japonês.
Nos Estados Unidos, com sua The American Adventure, começamos assistindo a uma apresentação de um coro com seus hinos de louvor à América e seus feitos. Em seguida fomos ao teatro, onde um mix de aula de História, propaganda americana e tema Yanque relata a trajetória do país desde os primórdios da colonização até os dias atuais.
Prosseguindo nossa viagem imaginária, chegamos na Itália. Conhecemos locais históricos de Roma, a cozinha e o vinho italiano.
Então 'demos um pulo' na Alemanha para conhecer outros vinhos mais, a Oktoberfest original, as porcelanas, cristais e demais ricos detalhes da cultura e do povo germânico.
O tempo pareceu estar contra nós, que ainda tínhamos tantos países para visitar, tanta coisa para conhecer em apenas três dias. Talvez porque estivéssemos andando no sentido anti-horário, lembram? Mas seguimos em frente.
E logo ali está a China, com seus mistérios, i bilhão de habitantes, história milenar e uma imensidão de terras. E Disney nos presenteia com mais um filme de 360 graus. Deliramos com o fascínio da arquitetura, da geografia e do povo. Infelizmente não conseguimos registrar todos os dados e detalhes, visto os filmes serem todos em inglês, sem tradução.
Na Noruega, a bordo de um barco de madeira, vivenciamos parte da história e navegamos pelo Mar do Norte desde os tempos de piratas até às plataformas de petróleo de hoje.
E então, finalmente chegamos ao México - único país da América Central no roteiro da fantástica viagem pelo mundo da fantasia. E, onde, viajando pelo "Rio del Tiempo" vimos templos dos Mayas, vulcões, Acapulco e muito mais. Pra encerrar, paramos num típico restaurante mexicano com direito à música ao vivo com o grupo "Mariati".
Quando, ao completar o contorno do Lago, deixamos para trás o último país, ficou a impressão de de esta não foi uma viagem imaginária, pois tudo era muito original. Ou não eram? Não importa" Tudo era tão perfeito, tão bonito, que qualquer discussão a respeito estragaria a ilusão presente.
"If you can dream it, you can do it" foi a frase mais encontrada em Disney World.
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| Porto Madero |
Lembro que meu pai veio de Blumenau à Florianópolis, para onde tínhamos nos mudado em 1984, a fim de levar nossos três filhos, Vinícius, Heloisa e Taiane para Blumenau. Lá ficaram aos cuidados dos avós enquanto estávamos fora. Lembro também, de ter comentado que, enquanto fazíamos um voo de duas horas de Florianópolis para Buenos Aires, meu pai levara exatamente duas horas para ir de carro, de Florianópolis a Blumenau. Eram percepções que eu tinha. Contas que eu fazia.
Ir a Buenos Aires apenas para uma reunião, não tinha graça. Aproveitamos uns dias a mais para passear por lugares já dantes passeados e por lugares nunca dantes caminhados! E agosto ainda trazia em si o gosto do inverno. As malas teriam que ser recheadas de roupas mais grossas, mais pesadas.
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| Portão com detalhes dourados. |
Assim que chegamos em Buenos Aires, nos acomodamos no hotel cuja reserva já tinha sido feita no Brasil. Em seguida procuramos um orelhão e tentei contato com Oscar e Marisa. O número de telefone continuava sendo o mesmo. Na segunda tentativa, um garoto atendeu e chamou a Mama: Marisa. Me reconheceu de pronto, e nos passou a triste notícia do passamento de Oscar.
No dia seguinte procuramos uma padaria para tomar o café da manhã. Café com medialuna, o cotidiano dos argentinos. Conferimos os preços no tabela exposta na parede, pedimos e nos sentamos. Mas fomos surpreendidos com outro preço, na hora de chegar no caixa. E questionamos, pois na tabela o preço era outro. Então nos explicaram que 'sentamos'. E quando se escolhe uma mesa para sentar, o preço do produto é outro. Levamos um baita susto... nada mais de sentar nos próximos cafés!
Naquele dia aproveitamos e visitamos o famoso Cemitério da Recoleta, onde está depositado o corpo de Evita Perón. Um espetáculo um tanto estranho, pois os caixões, os esquifes, ficam expostos, mesmo que dentro dos mausoléus das famílias. Fiquei muito impressionada. Não quis permanecer por muito tempo neste local.
E continuamos nossa jornada, sempre a pé, pelas ruas nas cercanias, onde aproveitamos e fizemos um lanche. Voltando ao centro, artistas espalhados pela cidade brincavam de 'estátua viva', ou dançavam tango ao som de um aparelho de som improvisado. "Passar o chapéu" da gorjeta é imprescindível nestes momentos e os espectadores acabam sempre reconhecendo e gratificando os talentos.
Noutro dia passeamos pelo recém inaugurado Porto Madero, lindo, deslumbrante. Como não se apaixonar? Como não ficar estonteante com tão magnífica arquitetura, com tão lindo reaproveitamento do antigo porto? E então um passeio pelo Delta do Rio da Prata também aconteceu desta vez. Belas casa, belas mansões às margens do Rio da Prata. Lembro ainda que encontramos um brasileiro, morador de Pomerode ou Timbó, por aí. Era descendente de alemães, pois tinha sotaque. Mantivemos correspondência com este amigo, por algum tempo, depois que voltamos ao Brasil.
Desta vez foram menos dias de viagem. Não foram 12 dias que nem na primeira viagem. Revisitamos a Plaza de Mayo, conhecemos shoppings que antes não existiam, apreciamos novamente o lomo com papas fritas, regado a vinho e acompanhado da garrafa de água mineral, tal qual los hermanos fazem.
Desta vez foram menos dias de viagem. Dias igualmente inesquecíveis. Dias em que a memória de Oscar nos tocou muito. Dias em que lembramos da primeira viagem e partimos com o coração grato, pelos amigos que nos acolheram com tanto carinho em 1983 e por todos os lugares que conhecemos e visitamos nestas duas viagens.
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| Passeio de barco pelo Delta do Rio da Prata |