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quinta-feira, 28 de julho de 2016

FLORES PRESENTES



Num buque armado
Num chapéu de palha
Com avencas adornado 
Havia carinho enlaçado...

Foram-se os dias... as flores...
As avencas... as cores...
Ficou a lembrança do sorriso...
Do café amigo...
Do presente inusitado!




sexta-feira, 15 de maio de 2015

SÁBADO DE MAIO (27.05.78)



Colorido, suave...
Solzinho morno, gostoso...
Manhã acalorada.

- Assim nasceu este sábado de maio
  O último sábado de maio.
  As flores amarelas, brancas
  e rosas encheram
  a casa de perfume.

Perfume de maio...

Entre os sonhos de fadas
e o despertar no frio,
há um carinho que acalenta
e aquece o coração
de quem acorda
... sem ter visto fadas,
a não ser no sonho...

- Maio é pra isso:
  pra sorrir e sonhar,
  pra entristecer e chorar,
  pra colher as flores de maio
  e dá-las com um beijo
  na face e um sorriso maior
  no coração...

                Maio é para redescobrir,
                Redescobrir que a felicidade
                Está nas pequenas coisas
                Da vida:
                - como catar raios de sol
                  nas manhãs geadas...
                - ou catar pingos de chuva
                  nas tardes esfriadas...
                - ou catar raios de lua
                  entre os pós estelares...

                Maio é para cada um
                se sentir, se sentir
                gente como gente é..

                Maio é para sorrir...
                Chorar? Só se for

                por alegria!

terça-feira, 21 de abril de 2015

MINHA VIDA, POESIA ETERNA... (1974)



Talvez os caminhos ainda
                tragam flores ao
                longo de suas estradas...
Para perfumar e colorir,
                fazendo as pessoas
                sentirem menos as pedras
                sob os pés...
Talvez os caminhos ainda
                conheçam a doçura do
                do seu destino florido...
Porque só assim, colherei
                uma flor...
                e não sentirei as pedras...

sábado, 14 de março de 2015

Nascem as Flores 
Conta a história que Deus, ao criar o mundo, observou os mares, as montanhas, os ribeiros, as cachoeiras e os rios. Os vales e as planícies... Observou os animais, as aves do céu e os peixes no mar... O firmamento com suas estrelas, sóis e luas. Mas, curiosamente, se indagava do porquê de, apesar da Natureza criada, sentir profunda tristeza. Por mais que tentasse, não encontrava a resposta.
Então resolveu pedir à milícia de anjos que descesse à Terra, observasse tudo e descobrisse o porquê de sua tristeza ao contemplar sua obra.
Os anjos assim o fizeram. Percorreram todos os recantos da terra procurando uma resposta. Iam de um lado para o outro, entre vales e florestas verdes, sobre lagos azuis, entr e os animais pardos, brancos e pretos, sobre os desertos, por entre pedras, rochas e cavernas... Mas,  por fim, cansados  e exaustos da jornada, sentaram-se à beira dos caminhos, sobre pedras e troncos caídos. Entreolharam-se e, como nenhum apontasse uma conclusão, entristeceram-se demais, a ponto de chorar. E choraram tanto, tanto, que  encharcaram o solo à sua volta. Aos poucos retornaram ao céu, constrangidos.
Lá chegando, não encontraram o Criador e passaram dias à sua procura. Como não o encontrassem, prantearam mais ainda nos céus. E o pranto, transformado em águas de chuva, caia das nuvens e regava toda a superfície da Terra. Por fim encontraram-no e lhe falaram: “Nosso Criador, não sabemos o motivo de tão grande tristeza por sua parte. Andamos todos os recantos da Terra, mas tudo era muito sombrio e escuro. Não encontramos nada.”
E cada um intencionava pedir-lhe desculpas, quando Deus, de repente, desviou os olhos para a Terra e deparou-se com um cenário absolutamente novo, vivo e brilhante: mais que isso, colorido! Qual tapete a cobrir todo o solo, flores multicores enchiam os ares de beleza e vivacidade. Flores, cujas sementes adormecidas na terra, foram regadas pelas lágrimas dos anjos e assim convidadas a despertar! Sabe-se que as lágrimas dos anjos não são salgadas. Os anjos cantavam em coros de alegria, revoando entre as flores e a natureza. O Criador maravilhava-se com sua criação com o coração cheio de alegria!
Nunca mais, a partir daí, houve tristeza no céu!