Quando o sol amanhece por sobre os picos alpinos
Aquecendo ainda restos de neve e gelo...
Derretendo um pouco de sua frieza e deixando surgir
uma clara e alva Edelweiss...
Quando então o sol
Entra na choupana do
Morador tirolês,
Aquecendo o travesseiro
Deitado no peitoril da janela...
E este mesmo sol
Pousa sobre a grama das pastagens
E sobre as águas dos córregos alpinos,
Onde vem beber cabras, vacas e ovelhas...
Quando este mesmo sol
Toca uma janelinha do sótão
E se espreita pelas frestas,
Querendo ler os últimos teoremas
Deitados sobre a mesa de estudo...
Ou querendo investigar,
Curioso, o que fora consertado,
Desta vez com esta ou aquela ferramenta...
Ou ainda, se delicia ao descobrir,
Sobre a mesma mesa de estudo,
De trabalho e até de lazer,
Uma receita de "Bretzel", já
Meio esquecida...
Quase carregada pelo vento!...
Expressa todo seu calor,
Com toda sua força e alegria,
Deixando alemães e franceses satisfeitos
Com o novo verão...
E quando se esgueira pelas ruas,
Até a Dornstrasse,
Onde uma família vive feliz também
Mais este verão europeu...
Observando mais uma vez, da sua janela,
O trem passando, ali perto...
Um pouco deste sol, deste calor,
Dentro de todas as bagagens possíveis!!!
Até na bolsinha de boneca da Heide,
E no bolso da jaquetinha do Henry
Com certeza, vai um fiapo de sol!
Quando este sol se posiciona então,
No topo do céu,
No topo do mundo,
No topo dos Alpes,
Há um "quê" de saudade americana,
Relembranças forte que se misturam
Às lágrimas de partida:
São lágrimas de saudade
Do tudo que um dia ficou!
Um mundo continua, à espera dos donos!
Uma mangueira, quem sabe, com flores...
Uma Mópi, quem sabe...
Uma casa caiada, cheia de sonhos,
De encantos e cantos amados,
Onde "mora o Amor"!!!
Lá longe, num outro canto do mundo,
Há um portão azul, da cor do céu...
Quem passar por ele
Conhecerá um pouco mais
Da felicidade de se sonhar,
Sonhar com sóis que amanhecem
Sobre os Alpes e que espreguiçam seus raios
Até o Puppenhaus em Durlach!
A felicidade de um sonho realizado!
Lá longe, no outro canto do Planeta,
Hoje o sol é cálido, morno, aquecendo
Ventos de inverno...
Aquecendo pinheiros e ciprestes
Ao longo da Avenida...
Aquecendo o Cristo de braços abertos,
Aguardando quem volta
Do seu sonho realizado!
Graças à Deus!!!
Caminhando e meditando...
E ao elevar meus olhos e pensamentos,
Ainda se via a lua nascendo,
Redonda e branca
De um lado do céu
Enquanto o sol se punha do outro lado...
Ainda estamos no Equinócio de Outono?
Equinócio = equilíbrio...
Não importa!
Importa que saibamos,
Que tudo está em equilíbrio,
Em harmonia...
Que conseguimos, até,
Realizar nossos Sonhos!
(Poema escrito e dedicado à Família Harry Schulz, 06/1999)







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