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sexta-feira, 28 de abril de 2023

T1.E8-Um dia Estados Unidos: outro dia Canadá!

Impressões de uma "marinheira de primeira viagem"

"Tudo que se faz na vida merecer ser bem feito".

07/06: Partimos cedo. Atravessamos o bonito estado de Vermont com suas verdes montanhas entremeadas por rios e lagos e que proporcionaram uma paisagem inebriante. Era quase meio dia quando passamos a fronteira do Canadá, província de Quebec e paramos para almoçar. Em Quebec só se fala francês, o povo não gosta de nada que lembre a cultura inglesa a ponto de não aceitarem câmbio de dólar americano para dólar canadense. No início da tarde chegamos em Montreal e, como tio Nicky não falava francês, seguimos logo adiante na estrada. Às 21:00, escurecendo já, chegamos a Toronto. Nos hospedamos fora do centro, na saída para Niagara Falls. (Foto: Casa Loma)

08/06: Levantamos, tomamos café e seguimos de metrô até o centro de Toronto; uma grande cidade, bonita e limpa. Caminhamos até a CN Tower, uma das maiores torres do planeta, a torre da TV. Subimos numa velocidade vertiginosa pelo elevador, até 360 metros de altura. Quem tem coragem, pode subir um pouco mais, até 440 metros. O visual da cidade, seja de um ponto ou de outro, é uma loucura de belo. Um restaurante giratório e todo envidraçado permite que se tenha igualmente visão da cidade durante as refeições. Já lá no topo, a 440 metros de altura, o piso é de vidro. Há quem fique com a sola dos pés suadas ao pisar no quase 'nada', por sobre o piso de vidro.

De volta com os pés no chão, visitamos a Casa Loma, um castelo construído no início do séc XX por um milionário excêntrico, mas que acabou na pobreza. 

No City Hall meu impressionei com a arquitetura colonial que se mistura com uma arquitetura contemporânea, com muito vidro e linhas retas e sofisticadas. Parques e Jardins existem por toda a cidade e são considerados quase 'sagrados' pelo povo.

O ponto seguinte a ser visitado foi Niagara Falls, para onde partimos no início da tarde e chegamos pelas 16:00. As cataratas são imponentes, fazem a ligação entre os Lagos Ontário e Eirle. Lembra a Foz do Iguaçú, mas são muito menores, com muito menos volume de água, embora a água seja muito mais cristalina, num tom esverdeado, como se vê nos cartões e fotos.

Pelas 20:00 partimos de retorno a Wilmington, onde chegamos pelas 6:00 do dia seguinte.

09/06: Dormimos até o meio dia. À tarde fomos ao centro e ao correio. À noite jantamos com as primas Teresa e Nancy. Longas conversas sobre educação se sucederam, comparando Brasil e USA.

10/06: Nancy nos levou, desta vez, às compras em Wilmington, na parte da manhã. À tarde fomos à praia de Rehoboth, onde fica o Cape May e de onde partem balsas de hora em hora para o estado de New Jersey. As águas desta praia são extremamente geladas, de doer no corpo. À noite, de volta à Wilmington, participamos de um Festival Grego, onde podíamos nos servir de gastronomia grega ao som de músicas e danças gregas. Fiquei sabendo que festivais assim, típicos de países, acontecem com frequência e são organizados nas ruas dos bairros.


Rehoboth


11/06: Domingo cedo - fomos jogar "bouling" com Tia Teresa e Nancy. Foi a primeira vez que vimos um jogo de boliche totalmente automatizado. Isto é, as garrafas eram automaticamente controladas por computador, recolocando-as de volta ao lugar quando derrubadas e devolvendo a bola ao jogador. Além disso, marca automaticamente os pontos e fornece mapa com todas as jogadas de todos os participantes.

O almoço deste domingo foi com Hevandro e Nicky, desta vez no Festival Italiano. Era  nosso último dia em solo norte-americano. às 15:00 juntamos nossas malas, embarcamos na Toyota do Tio Nicky e seguimos pela I-95 rumo ao Aeroporto Kennedy de Nova Iorque, onde a Varig nos trouxe de volta ao Brasil. 

Toronto

12/06: Depois de um mês longe do lar, família e filhos, foi gratificante reencontrar a Janka, o Ingo e os filhos. Deu pra matar a saudade. Os primeiros 15 dias em solo norte-americano foram mais tranquilos, eu conseguia falar dos filhos. Depois destes primeiros 15 dias a saudade apertou e eu evitava falar dos filhos, pois meus olhos marejavam. Sentimentos se misturam, quando a distância e o tempo são tão grandes. Há um misto de 'quero ver mais' e 'quero voltar, estou com saudades'. O conforto vem porque se tem certeza da data de partida, da data de retorno ao Lar. 

E lá se vão 34 anos...















quinta-feira, 27 de abril de 2023

T1.E7-Um dia Estados Unidos: Cassino em Atlantic City, caminhadas em Boston

Impressões de uma "marinheira de primeira viagem": junho floresce em Primavera

01/06: Tia Teresa gostava de jogar. Gostava de Cassinos e boliche. Atlantic City era logo aí e naquele dia Tia Teresa nos mostrou um destes cassinos. A viagem foi com ônibus exclusivo para este fim e estava lotado. Tudo agenciado por uma empresa de viagens. A maioria dos ocupantes eram aposentados. 

Dentro dos cassinos o dia e a noite se confundem. Qualquer hora era hora para comer, beber e jogar. Ali se viam os famosos cassinos de Donald Trump e de outros, como o Claridge, onde ganhei perto de 200U$; 133 numa rodada em caça-níquel e 60 em outra. Eu estava enchendo tanto o caneco, que pessoas se aglomeraram atrás de mim. Esvaziei o caneco em novas tentativas, e quando o caneco parou de encher como antes, peguei as fichas e troquei por dimdim. Melhor um pássaro na mão que dois voando! Tia Teresa ficou surpresa, disse que nunca conseguia nada nestas máquinas...

Na área externa aos cassinos há a praia e um enorme deck, largo e extenso, permite passear e saborear os ares desta praia. Lojas e lojinhas se situam ao longo deste passeio e comprei alguns souvernirs.

Wilmington

02/60: Hevandro nos acompanhou em caminhadas pelas lojas de Wilmington. 

03/06: Voltamos ao centro de Wilmington, durante a manhã. À tarde partimos para viagem à Boston. Seguimos pela I-95 e New Jersey Turnpike até Nova Iorque. Depois pegamos a I-84 no estado de Connecticut e a I-90 em Massachusets até Boston. Chegamos em Boston à meia-noite, demos uma volta pelo centro da cidade e nos hospedamos num hotel da rede "Days Inn", fora da cidade.

04/06: Dia dedicado a conhecer a Igreja-Mãe da Christian Science, com sua extensão e igreja original e mais o Mapárium. São obras impressionantes pela sua arquitetura e história. A igreja original foi construída no final do séc XIX, retratando o início de uma nova religião. A extensão da Igreja-Mãe, ou seja, a continuação da igreja original, é a demonstração de uma igreja solidificada, forte. 

O Mapárium é um globo reproduzindo o Planeta e possibilita caminhar por dentro dele, tendo-se a impressão de estar perto de todos os lugares do mundo. Ali pode-se ouvir a própria voz, sem uso de microfones ou qualquer aparelho eletrônico.

À tarde visitamos a casa de Mrs. Eddy, em "Chesnut Hill". É um local rico em história, como só os americanos sabem preservar esse tipo de coisa. Pensamos no esforço e vitória de Mrs. Eddy, alcançados no final do séc XIX quando a mulher não tinha lugar de destaque na sociedade e muito menos na política.

A noite foi reservada para participar do culto na Igreja original. Ainda neste dia encontramos amigos brasileiros: Elizabeth (Florianópolis), Isolde (Joinville), Cristina e Orlando (São Paulo) e Ricardo (Argentina), todos cientistas cristãos.

05/06: Continuamos a visita pelas instalações da Christian Science e conhecemos o centro de radiotransmissão e TV, além de assistir a exibição da Bíblia e o filme "Somos Filhos da Luz". O almoço aconteceu num dos restaurantes do complexo e ao meio dia paramos na área externa, ao lado do espelho d'água, para ouvir o "Campanário", os belos sinos tocando hinos sacros. Meu coração era pura emoção...

A Christian Science é de fato uma organização religiosa impressionante, tanto pela pregação revolucionária da cura exclusiva pela mente crística, quanto pelas instalações em seu complexo e o alcance mundial através das muitas igrejas, meios de comunicação impressa, televisiva e radiofônica. Neste dia aconteceu a Assembléia Anual, da qual participei, enquanto nossos companheiros de viagem faziam turismo pela cidade de Boston. Fizeram este tour num "Troley", um ônibus de turismo com plataforma superior sem janelas. Aproveitaram e pararam e subiram ao "Prudential Center", acima do 52o andar e dali vieram muitas fotos. A foto abaixo, do Complexo da Igreja, foi tirada do alto do Prudential. À noite o casal americano Jackie e Willob promoveram um jantar para os brasileiros que estavam em visita a Boston.

Complexo da Christian Science

06/06: Deixamos Boston para trás e entramos em Plymouth, onde uma réplica do navio "May Flower" com atores caracterizados contam a história da travessia feita pelo navio. Contam também como os imigrantes chegaram ali em 1620. Foram eles que deram início à colonização que foi chamada "New England" e que hoje é uma rica região que engloba diversos estados e tem em Boston seu principal centro financeiro e empresarial.

Dentro deste navio, Capitão e tripulantes estavam rigorosamente trajados como nos dias em que aportaram em "New England" e comentavam sobre os percalços da viagem. Pedimos para tirar uma foto, e a resposta foi: "se não tirar nossa alma, pode fazer a foto".



Seguindo para outro lado, visitamos a "Plymouth Plantation": uma representação cênica nos mínimos detalhes das vilas de colonos, com suas casas como nos tempos iniciais da migração (1620) e onde, dentro de cercados, criavam animais e cultivavam plantas alimentícias e ervas. As casas, cada uma abrigando uma família apenas, eram construídas próximas umas das outras, com o objetivo de se protegerem dos índios e animais selvagens. É praticamente um teatro ao ar livre, no qual o espectador, o visitante turista também pode participar e conversar com os 'atores' que ali representavam os imigrantes. Mas os tais imigrantes só falavam coisas do séc XVII, portanto, qualquer conversa sobre coisas mais atuais não vingava, dava em nada. As respostas eram sempre as mesmas: "não sei do que você está falando..." A história era caracterizada em seu contexto íntegro e verdadeiro, levado a sério.



Ainda neste dia, uma terça feira, partimos rumo ao Canadá. Pernoitamos no estado de New Hampshire, perto da cidade de Concord.