segunda-feira, 23 de junho de 2025

Um lampejo na escuridão

Talvez, no exato instante

Em que risco o fósforo

No quarto escuro

Neste exato instante

Algumas casas, pessoas e conversas

Iluminam-se... num lampejo

 


Talvez então eu entenda

O inimigo intransigente

E o amigo que me culpa

 

Talvez neste lampejo

Em olhos entreabertos

Qual pétala de flor de macieira

Invadindo escaninho do primeiro amor

 

Ou mesmo distante do olhar materno

Desde o princípio

Eu caminho solitário

 

E talvez

Ninguém sobre o planeta

Lembra de mim neste exato instante

Porque a solidão me invadiu

Como se tivesse tropeçado nesta escuridão


Esta foi uma tentativa de tradução de um poema polonês. Poeta: Josef Baran. Se encontrar, incluo o nome. Recebi o poema da minha professora de língua polonesa, Malgorzata, no tempo em que morei em Brasília, nos idos de 2007, 2008... por aí! 

Vão-se os dias na poeira do tempo... ficam lembranças, memórias! 

 

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