Talvez, no exato instante
Em que risco o
fósforo
No quarto
escuro
Neste exato
instante
Algumas casas,
pessoas e conversas
Iluminam-se... num
lampejo
Talvez então eu
entenda
O inimigo
intransigente
E o amigo que
me culpa
Talvez neste
lampejo
Em olhos
entreabertos
Qual pétala de
flor de macieira
Invadindo
escaninho do primeiro amor
Ou mesmo
distante do olhar materno
Desde o
princípio
Eu caminho
solitário
E talvez
Ninguém sobre o
planeta
Lembra de mim
neste exato instante
Porque a
solidão me invadiu
Como se tivesse
tropeçado nesta escuridão
Esta foi uma tentativa de tradução de um poema polonês. Poeta: Josef Baran. Se encontrar, incluo o nome. Recebi o poema da minha professora de língua polonesa, Malgorzata, no tempo em que morei em Brasília, nos idos de 2007, 2008... por aí!
Vão-se os dias na poeira do tempo... ficam lembranças, memórias!
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