Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.
Itá
Itá foi o seguinte: tempos antes de virar represa, fomos convidados pelos compadres Mário e Gisa a conhecer as obras. Ele era advogado na Eletrosul, empresa que estava construindo a represa. Foi uma viagem mais prolongada, pois além de Itá passamos em Chapecó e visitamos Sara, irmã de Gisa. Seguindo viagem, descemos o coração do Rio Grande do Sul, parando em Cruz Alta, Santa Maria e, finalmente, Pelotas (cidade Natal do Mário e da Gisa). Em Itá ficamos hospedados no alojamento da Eletrosul e das obras da represa. Um dos engenheiros foi quem nos recebeu, acomodou e nos mostrou todo o complexo que estava sendo construído. Visitamos também a cidade, antes de ser totalmente inundada (só a torre da igreja ficou acima do nível da água) e visitamos onde estava sendo a nova cidade, isto é, para onde estavam se mudando os moradores da cidade, da parte que ia ser inundada. Foram alguns dias, no inverno. 1992, inverno. Frio, sim, muito frio nestas bandas de Santa Catarina.
Itajaí
Foram muitas as idas e vindas à esta cidade portuária... antes ainda, de quando o aeroporto ainda era em Itajaí e de onde meus tios Andy e Nicky embarcaram para os Estados Unidos, em 1969. Meus pais tinham até um terreno no Bairro Cordeiros e lembro de um dia sairmos de Blumenau para passar lá no terreno. Ou quando se ia para Cabeçudas, veranear, Itajaí era passagem obrigatória. Saudosamente, quando vou à Itajaí e tenho tempo, faço questão de contornar o Porto, dar uma espiadinha na Balsa e voltar à 101 por este que era o antigo caminho para entrar e sair da cidade. Sim, não naqueles tempos não havia o Viaduto sobre a 101 e muito menos as outras entradas/viadutos e acesso à Brusque por alí. Pode-se dizer que, naqueles tempos, as margens da 101 eram de pasto e algum gado. Nada de conteineres e seus muitos depósitos. Viajar pela 101 era uma suavidade... até que a cidade foi crescendo, se expandindo e o trânsito tumultuou. Foram inúmeras as idas á esta cidade; ou a passeio ou a trabalho, compromissos e procura de documentos em Cartórios. Fico feliz porque minha mãe topou e fizemos um tour por esta e outras cidades em volta. Subimos um dos morros e, pela primeira vez, depois de muita idade, conheci o Rio Itajaí-Açú em suas muitas curvas até desaguar no Atlântico. Só do alto isto é possível e fiquei surpresa com as muitas curvas que faz até que flua numa linha só, onde então está o Porto e a Balsa. Balsa esta que passei muitas vezes... com meus pais, amigos e mesmo sozinha. Houve época que era o único acesso ao norte do Estado, à Navegantes, Penha, Joinville, etc. Eu ia com medo, assustada, mas ia. Tinha que ir, não tinha outro jeito! Hoje é um passeio, uma travessia que se faz com admiração. E então, ficamos sabendo que Itajaí ia ter um shopping... e pela avenida principal chegava-se direto à Catedral... e o Hospital Marieta Konder Brornhausen era sempre muito comentado nas rádios, por um outro paciente muito conhecido, que lá estava sendo tratado. Itajaí não tinha prédios. Se tinha, eram poucos e baixos. Hoje é uma metrópole. Céus... sofreu muito numa das últimas enchentes. Ah! em julho de 1978 fui com meu pai receber um Certificado de Honra ao Mérito, pois tinha participado de um Concurso de Poesia e fui agraciada. O evento era à noite e lembro que saímos do teatro e fomos comer uma pizza, em algum lugar ali na cidade. Fiquei feliz com a premiação! Itajaí fascina pelo Porto, pelos muitos e enormes navios e embarcações que ali passam e aportam. Pela cultura popular e seus muitos pescadores; pelo Rio, imponente, que faz divisa com Navegantes e permite acesso às cidades rio acima, muito embora, atualmente, este acesso seja pouco usado. Foi em outras épocas, quando do Porto de Blumenau o deslocamento de produtos se fazia pelo Rio. Naquele tempo as ruas eram precárias, vale lembrar. Assim, o Rio facilitava o transporte.
| 2014 - no mesmo local de 1978 |
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| 1978 |
Itapiranga
É lá, no finalzinho de Santa Catarina, na pontinha ao sul do oeste do Estado, que fica Itapiranga, Berço da Oktoberfest. Às margens do imenso Rio Uruguai, exibe tem 3 fronteiras: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Argentina. Dos altos de Itapiranga é possível ver as fronteiras. A travessia de Santa Catarina para o Rio Grande do Sul é feita por balsa. Ou barcos-táxi, usados por muitos trabalhadores que vem de lá pra cá ou vão daqui pra lá. A cidade é um charme só: Tem origens germânicas, então muito do que ali existe tem esta influência. A mais antiga igreja de madeira, totalmente construída em madeira, está lá, em Itapiranga! Minha amiga Dirlei mora numa cidade próxima e assim, por duas vezes, estivemos andando em Itapiranga: 2023 e 2025.
Joinville á é diferente de Jaraguá: de vez em quando passo por lá, visitando amigos e parentes ou frequentando algum evento. Desde os tempos de menina, quando a tia Ruth, já casada e lá morando, me escrevia cartas e convidava a Oma. Claro, a neta eleita para acompanhar era eu! E eu ficava muito feliz! E então caminhávamos pela rua XV, onde morava, até o centro. Era tudo muito mágico, muito bonito! Acho que eu via tudo com "olhos de turista"! E com os Lobinhos também fomos, num acantonamento, ou era uma competição, não lembro mais. A cidade me encantava, e continua encantando... Já fui fazer pesquisa para a Árvore Genealógica, na Biblioteca e no Arquivo. E visitar, muitas outras vezes, Cristina, Sílvia, os primos e a tia. O Museu, sim visitamos o museu com os Lobinhos! E trouxe cartões postais comigo para ter uma lembrança da cidade. Ainda outra vez, anos 2000+, fomos a família toda assistir uma noite do Festival de Dança Bolshoi.
Joaçaba









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