Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.
Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.
Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.
Garopaba
Foi assim que conheci Garopaba: o compadre Ilário tinha comprado uma Mitsubishi novinha e convidou a família para dar uma volta neste lugar incrível, maravilhoso, de céu e mar abundante... era sábado. Ou domingo. 1999, num dia de junho, muito frio, por sinal. Caminhamos por tudo até cansar. Em setembro de 2025 aconteceu o Passeio do Mar organizado por Janaína Corarte (FloripQuilt). Éramos muitas mulheres convidadas, em uma Van, para apreciar guarda-sóis bordados à mão! Eram muitos guarda-sóis, enfileirados, ali na orla da praia. Uma delícia de passeio, também com frio e muito vento. Nada que o calor humano da amizade não suavizasse, em altas risadas e longos papos. Depois de tudo, uma volta nas lojas de armarinhos (e compramos um monte de coisas que não precisamos, mas aquecem a alma!!!) e, pra finalizar, um delicioso café no Berola. Se voltamos felizes de volta à Ilha? Muito!
Governador Celso Ramos
Moradores da Ilha de Santa Catarina, já há 4 anos, foi no feriado de Páscoa (abril 1989) que saímos para conhecer Governador Celso Ramos, Palmas e arredores. Uma ponta de terra e morros que avança o mar, desenhando-se em lindas curvas, praias escondidas entre pedras e mata, estradas ainda de chão batido. Tudo inexplorado, quase nenhum movimento. Silêncio total, paz e sossego. Paramos numa das pequenas praias e deixamos as crianças brincarem naquelas águas tranquilas. Um lugar inusitado, paisagem agreste ainda. E lá do alto, na ponta do morro, uma espiada na imensidão do mar... Anos mais tarde, na época do "submarino", fui para Palmas com as meninas e mais o namorado, só para comer batatas fritas e tomar cerveja! Anos mais depois ainda, fui de novo com a filha Taiane e o genro Guto, num domingo, almoçar no restaurante ló no topo do morro. Eu fui de carro e eles foram de moto. Estas não foram as únicas vezes que passei por ali: o lugar é belo e encantador, convidativo.
Guabiruba
- Mami, vamos fazer um tour por Guabiruba? E assim começou uma aventura com minha mãe, um passeio por Guabiruba, com a Darius Turismo, de Blumenau. Eu nunca tinha ido à Guabiruba. Ou, se tinha ido, era muito pequena e provavelmente fui com meu pai. E lá fomos nós: na hora marcada embarcamos no ônibus, em Blumenau, com mais aventureiros, loucos por um dia divertido! Passamos e paramos por Brusque e em Guabiruba assistimos a encenação a céu aberto "Paixão e morte de um homem livre", no pátio da Igreja São Cristóvão, bairro Aymoré. Quando? Abril de 2015. Encenação inédita!
Ibirama
A primeira vez que fui à Ibirama, foi com a família, na velha Fubica da família! Com certeza fomos visitar algum parente, mas eu era tão pequena que não lembro mais quem era. E Ibirama também é passagem para Presidente Getúlio, onde também visitávamos parentes e amigos. Ah, lembrei: meu pai gostava de pescar e certa vez um amigo convidou para pescar num sítio que tinha, naquelas bandas. Fomos todos: pai, mãe e nós dois filhos. Acho que também foi minha primeira pescaria. Oh céus! Meu pai tinha feito anzóis com taquaras que tínhamos nos fundos da casa e tive que lidar com minhocas para a tal da pescaria. Meu pai era sábio em ensinar, até pescaria! Na volta encontramos o carro empurrado pra dentro de um valo e isso nos custou algumas horas de serviço (para os homens) e espera (para nós, Mami e filhos). Mas em casa tivemos uma refeição com peixes pescados por nós. A emoção é indescritível: você pescar seu próprio peixe e preparar e saborear. Isso foi nos idos dos anos 60...
Outra vez fui com meu pai, a serviço da Loja das Linhas. Frequentemente eu ia com ele quando saía para vender mercadorias. E lembro também, do medo que sentia ao passar na estrada, ao longo do Rio Itajaí-Açú, barulhento demais por correr sobre as pedras. O Morro Pelado ficava lá, do outro lado do Rio. E tinha também o Morro da Polenta, ali por perto. Até hoje, quando passo por lá, paro para dar uma olhada nos Morros. Outro dia vi um vídeo de um aventureiro que fez a crista do Morro Pelado. Show! Ah, naqueles tempos, não havia asfalto e teve uma época que havia desvios por causa das obras. E se a gente tivesse sorte, via o trem passando. Havia uma Estação em Apiúna e o trem também passava lá em cima, no morro, do outro lado do Rio. Outra vez caiu uma das pontes e as obras da nova ponte foram demoradas. Desviaram também o curso da estrada e mudaram a ponte de lugar. Anos 60 e 70.
| A Fubica |
Indaial
Fica ali, ao lado de Blumenau. Tem um tal bairro do "Encano", que eu não conhecia muito bem até 2016, quando eu e Vinícius nos mudamos para a cidade. Foram 3 anos ótimos, pois estava perto da minha mãe, que morava em Blumenau. Cidade pequena, mas nem tanto, pois tem um povo 'grande' de calor humano. E em Indaial reencontrei uma amiga do tempo de Chefia no Escotismo: Karin. Cursei Patchwork em Blumenau e Indaial. Vinícius participava das atividades da Apae e se saiu muito bem na Natação. Visitamos e fotografamos a Praça em frente à Prefeitura, nos dias de festa, quando havia sempre uma decoração festiva. Tipo Páscoa e Natal. Aliás, a rua Pará também era visitada, pois os moradores enfeitam o canteiro do centro da rua com motivos festivos. Tipo Páscoa e Natal também.
As muitas visitas que vinham curtiam passear em Pomerode, para onde eu já organizava um roteiro: começava pelo centro de Indaial e seguia para Karsten, Schmidt, Centro de Cultura de Pomerode, parada no Torten Paradies e mais alguns recantos. Quando se ia para Timbó parávamos no Jardim Botânico. Dependendo do dia e da hora, almoçávamos ali mesmo. Eu gostava de explorar o centro de Indaial, com suas casas antigas e alguns bairros, como o Warnow, Polaquia e Areias. Sempre que sobrava um tempinho, Vinícius e eu explorávamos mais um recanto. Um primo de mais grau também morava em Indaial, o Lando. Seus pais moravam em outro bairro e eu os visitava de vez em quando. Vi Indaial ir se modificando, construindo prédios e estradas. Hoje há mais uma ponte e novos contornos. A velha ponte do Warnow também recebeu uma outra, ao lado. As cidades crescem e as mudanças acontecem.
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| Ponte em Warnow |
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| Amanhecer no Rio Itajaí-Açú - julho |
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| Indaial - casarão |










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