Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.
Listei quase 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.
Campo Alegre
Campo Alegre é surreal! Cidadezinha incrustada na Serra Dona Francisca, com cheiro de flor, de mata verde e neblina nas manhãs, quedas de águas, memórias germânicas e povo hospitaleiro... Foi ali que aconteceu o Seminário de Professores de Alemão, lá nos idos de 2000. Não foi uma vez apenas: voltei em outras oportunidades, só pra sentir o clima e o cheiro das flores! E atravessar a Serra é outro passeio singular.
Canoinhas
Fui convidada pela amiga Letícia para visitar os pais, em Canoinhas. Fazíamos Faculdade juntas e sempre que possível, ela ia à Canoinhas passar alguns dias ou férias. E desta vez, convidada, lá fomos nós, passagem comprada na Rodoviária de Blumenau, subir as estradas rumo à cidade natal da amiga. Saímos cedo, de manhã. Ônibus pinga-pinga, parava em toda e qualquer estação, sem parecer estar com pressa. Pressa tinha eu, queria chegar logo! Não imaginava que a viagem demoraria tanto, passando do meio-dia. Mas por fim chegamos e fomos calorosamente recebidas pelos pais de Letícia! Visitamos também uma amiga, japonesa. E conhecia muitos recantos da cidade. Na época, não dirigíamos ainda e então todos os passeios foram feitos a pé. Isto foi nos ano 70.
Chapecó
Foram tantas as idas à Chapecó... já casada, fomos ao casamento da amiga Mary. Nos hospedamos no único e melhor hotel da cidade, na época! Lembro que no dia seguinte ao casamento fomos passear num clube. Início dos anos 80. E outras vezes se sucederam: a caminho de Itá, passamos em Chapecó para falar com a amiga Sara, que casou e foi morar na cidade. Visitei Sara mais vezes e ela, sempre atenciosa, saía a caminhar e mostrar o centro da cidade para mim e o Vinícius. De certa maneira, entre os anos 80 e 2000+, deu para perceber mudanças na cidade, principalmente no trânsito.
Criciúma
Lembro de duas vezes que fui à Criciúma: em 1985, com a Heloisa bebê, para visitar a amiga Mary e família. E numa segunda vez, anos 2000+, quando o filho Vinícius foi competir nos jogos paralímpicos da Apae de Indaial. Na época estávamos morando em Indaial e Vinícius frequentava a Apae. Infelizmente ele não pode competir porque, ao escanear os documentos dele, esqueci a Carteira de Identidade no Scanner... e a Organização não aceitou a foto digitalizada no celular. Eu já estava em Florianópolis e não tinha como voltar à Indaial e depois para Criciúma, a fim de levar a Carteira. Ossos do ofício... vivendo e aprendendo. Vinícius foi com a equipe e segui com minha amiga Dirlei. Assitimos ao Jogos e no final do dia retornamos para casa.
Florianópolis
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| 1984 |
1970 - O ano em que conheci a Capital de Santa Catarina! Primeira vez que passei numa ponte sobre o oceano, sobre o mar. Um misto de euforia e medo... e se a Ponte caísse? Passei rezando... tabuões formavam o piso da Ponte. E assim foi... viagem com meus pais, no Simca Jangada azul piscina! Uma maravilha de carro, volante suave, ótimo de dirigir! Fui com medo, mas fui... e creio que passamos pela Figueira da Praça XV, pois voltei muitas e muitas mais vezes à Floripa. Em 1979 fui com as amigas do Colégio: Marise, Bárbara e Cida, a fim de visitar e conhecer a UFSC. Estávamos em vias de prestar Vestibular e a UFSC era a mais famosa, importante e requisitada pelos estudantes. E pelas famílias também - fazer UFSC era o seguinte... Xike no úrtimo! Em janeiro de 1984, casada e mãe do Vinícius, nos mudamos definitivamente para a Capital, em busca, principalmente, de tratamento para o Vinícius, portador de Síndrome de Down. E aqui estou, aqui estamos!
Em casa recebemos muitas e muitas visitas. Hospedamos amigos, parentes e amigos dos filhos. Com muita alegria e carinho saíamos a passeio com todos, pelas muitas praias e recantos da Ilha. Recebemos intercambistas do Exterior, por várias vezes. E muitas Festas do Pijama, Aniversários e outras mais eram realizadas em nossa casa. Eu me animava com a vinda dos amigos e parentes e me esmerava em recebê-los. Quando morei em Brasília e Indaial, também foi assim. E eu sempre tinha um roteiro programado de visita a lugares especiais. Floripa é singular, excêntrica, incomparável: tem mangues, morros, praias de mar aberto, de mar fechado, lagoas de água doce e salgada, reservas, ilhas mil em torno da Ilha, rios em todos os cantos, vargens e baixadas, baías, passeios de barcos e lanchas e mais, muito muito mais. Tem pesca da Tainha, tem Baía dos Golfinhos, 3 Pontes que levam ao seu coração!
Talvez eu seja hiperativa: na Ilha da Magia nasceram as duas filhas Heloisa e Taiane. Cursei Decoração de Interiores, Letras-Alemão (na UFSC) e atualmente sou membro do GPL (Grupo de Poetas Livres) e ADELIT (Academia Desterrense de Literatura). As andanças foram muitas: morei 4 anos em Brasília, 6 meses em São Carlos (SP) onde estão a USCar e USP e outros 3 anos em Indaial, perto da minha mãe (falecida em 2021). Dizem que já sou manézinha! Pode ser! Mas as raízes blumenauenses permanecem e a vida se intensifica em Floripa.
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