sábado, 30 de maio de 2026

Por aí, em Santa Catarina: 500 anos de SC - Parte 1

Quando Santa Catarina comemora 500 anos de legitimidade, relembro algumas das cidades que visitei e nas quais me hospedei, ou em casa de amigos, em alojamentos, acampamentos ou hotéis.

Há mais de 60 anos, cruzando estradas de barro, de paralelepípedo, calçamentos de pedra e asfalto a fim de visitar parentes e amigos e, de quebra, conhecendo cantos e recantos deste Estado Brasileiro apaixonante.

Listei perto de 50 cidades em ordem alfabética e uma segunda lista, composta pelas cidades do Litoral, às voltas de Penha e Canto Grande.

Alfredo Wagner

    2020 - Novembro! Que tal se hospedar num airbnb em Santa Bárbara, altos de Alfredo Wagner?    Boooora!!! E lá fomos nós: Heloisa, Vinícius e esta mãe, no Fiat 147, subindo as pirambeiras de Alfredo Wagner. Pura emoção e adrenalina. Mas chegamos ao recanto do Bacca e nos deliciamos com a maravilhosa paisagem. Toda a Serra do Mar aos nossos pés: era possível distinguir as antenas do Alto da Boa Vista, lá embaixo, em Taquaras. O mundo aos nossos pés... ao movimento do balanço infinito, sobremesa de morango com nata, patos nadando na lagoa e copos de vinho brindando aquele momento. 

                                   


Se olhar para um lado, vê-se o Morro da Tartaruga, se olhar para o outro lado, outro Morro magnífico. E olhando em frente, o horizonte quase na linha do Oceano. 

                                            
      
Angelina 

    Era Dia das Mães e como eu queria muito conhecer Angelina e o Convento das Freiras, aproveitamos  o passeio e almoçamos lá. Anos mais tarde voltei à Angelina. Os pais de uma das melhores amigas de Taiane tem raízes em Angelina e, por isso, Taiane tem ido seguido para lá, no tempo de escola. Inclusive, uma das intercambistas que recebemos, através da escola, também passou pela cidade,  em visita a parentes e conhecendo os recantos bucólicos.



                                                     

Benedito Novo

    Tenho raízes em Benedito Novo. Meus bisavós paternos se instalaram nesta cidade e foram muitas as vezes que íamos visitar os parentes, em geral nos domingos, depois do Culto. Visitávamos as tias e tios, irmãos do Opa August. Tia Clara era casada com Arthur e eram ecônomos em um Salão de Baile. Ela cozinhava delícias e fazia um pastel como ninguém! Ah, pedi e recebi a receita. Há um segredo, para o pastel ficar crocante... e é um dedinho de cachaça.
    Eu me enternecia, durante a viagem, observando os morros com seus pastos e as vaquinhas pastando. As divisas eram marcadas com plantação de caraguatá espinhento. Ui! Lembro que, numa aula de desenho no Colégio, foi uma paisagem assim que pintei.



    Tia Elsa morava às margens do Rio Santa Maria. No morro, pois o rio corria no vale, entre duas estradas que cortavam os morros. As corredeiras do rio pulavam sobre as muitas pedras, no leito e nas margens. Era veloz, pois descia entre os morros, na sua calha. Depois ia cair no Rio Benedito e este, por sua vez, vai desaguar no Rio Itajaí-Açú.
    São muitas as lembranças desta cidade. Lembro inclusive do cortejo fúnebre do meu bisavô, em 1962. Ia o esquife na carroça puxada por dois cavalos, até o pé do morro onde fica a igreja e o cemitério. Dali pra cima o esquife era carregado pelos homens. Seguindo a carroça, ia o cortejo de amigos e familiares, a pé. Assim era naquele tempo. 
    Foram muitas as idas à Benedito. A casa do bisavô ainda está lá, tombada como Patrimônio Histórico. Em estilo enxaimel. Meu Opa August descreveu a construção, pois era jovem e ajudou na construção.




Brusque

Brusque me faz lembrar da Feira Têxtil, nos anos 60 ou início de 70. Nos anos 90, casada e com os 3 filhos, aconteceu novamente uma Feira Têxtil e rememorei aquela primeira ida com meus pais, há tantos anos. Minha mãe comprou muitos tecidos e costurou colchas, cortinas e toalhas para a casa, em Blumenau. Repetindo o feito da minha mãe, anos mais tarde, também comprei lençóis, toalhas e cortinas. E numa outra oportunidade, quando a Havan só vendia tecidos, comprei cortinas para a reforma e renovação de nossa casa, em Florianópolis.
    Brusque também foi caminho de passagem, na época da duplicação da BR 101, quando íamos de Florianópolis à Blumenau. Entrava-se em Tijucas, passava-se por Canelinha, São João Batista, subia-se a Serra do Moura, passava-se por Brusque e seguia-se até Blumenau. Foram muitas e muitas vezes que fizemos este caminho. E nos anos seguintes, vez por outra eu fazia este caminho de novo, ou de ida à Blumenau ou de volta à Capital. 
    Foi em Brusque que compareci ao Lançamento do livro "Uma geografia (e outras histórias) para os Polacos", da escritora Maria do Carmo Ramos Krieger, em 2019:


    A mãe de uma amiga de Colégio, Mary, morou em Brusque e me enviou cartões postais pelo Correio:  
 

Brusque nos anos 70

    E em 2025 passeei, eu e Taiane, por Brusque, num evento no Instituto Aldo Krieger e lugares nos arredores, como por ex., Azambuja:

   












 


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