Fatos que marcaram a História da Humanidade. Vale lembrar! Quando estive em Varsóvia, em 2006, nosso grupo de estudantes da língua polonesa participou das homenagens ao Levante.
Há 81 anos, em 1o de agosto de 1944, teve início a Insurreição de Varsóvia, um dos levantes mais marcantes da Segunda Guerra Mundial. Durante 63 dias, milhares de combatentes da resistência polonesa lutaram contra a ocupação nazista com o objetivo de libertar a capital antes da chegada do Exército Vermelho. (Fonte: Wikipédia)
Transmigração: de corpo e alma.
Ao chegarem, foram alocados na
Colônia Príncipe Dom Pedro, abandonada
por colonos irlandeses.
Distava cerca de 9 km da Colônia Itajahy, que
recebera colonos alemães. Segundo Ruy Wachowicz: “Os dirigentes alemães tudo
fizeram para mantê-los na região. Consideravam que os poloneses não eram
obstáculo a sua hegemonia”.
Os imigrantes polacos da Colônia Brusque, depois de dois anos (1869/1871), desejavam retirar-se da localidade. Um documento de 14/8/1871, assinado pelo Subdelegado Germano Aug. Thiemsen relata que “Os abaixo assignados, tem pedido a V.S. passaporte para a Província do Paraná”. Solicitação indeferida, “por não estar de sua competência passar passaportes”. Haviam 27 assinaturas de colonos. Muitos nomes não eram da primeira leva. Deveriam ser das levas seguintes, porém não encontrei listagens a respeito.
Negociações aconteceram nesse período.
O Governo Imperial, manifestou-se proibindo a saída deles de Brusque para
Curitiba. Pesquisadores/historiadores/escritores
insistem que a transmigração tenha sido um ato oficial. Longe disso. A
menos que o documento referido seja encontrado, atestando sua veracidade. Por
enquanto, continua sendo um desafio: D. Pedro II não autorizou a saída dos
polacos de Brusque. Na ocasião, estava no Egito! E não haviam as mídias...
Wachowicz cita: “Nessas circunstâncias, Sebastião Saporski chama-os para o Paraná. Este sabia muito bem que a administração da colônia procuraria impedir. Para consegui-la usou de uma estratégia. Mandou que parte dos homens casados, 13 ao todo, viessem para Curitiba a pé, enquanto outros permaneceriam na colônia, num total de 19 homens casados, para cuidar das mulheres e crianças”.
O outro lado dessa história
Wachowicz comenta com propriedade, pois foi um dos estudiosos do tema: “O
aparecimento de Saporski em Curitiba, liderando dezenas de imigrantes poloneses
com a promessa de que seria apenas a ponta de uma numerosa imigração, veio
perturbar os planos que os alemães possuíam para ocupar os arredores da cidade.
Os alemães já detinham o monopólio de abastecimento da capital de vários
produtos hortifrutigranjeiros. A chegada dos poloneses seria uma ameaça a esse
monopólio”.
Mas a narrativa só piora nos
próximos dois anos, quando documentos da Câmara Municipal de Curitiba atestam
as dificuldades relatadas pelos transmigrados de Brusque/SC para o rocio
curitibano do Pilarzinho/PR.
Em 1874, conforme Atas da Câmara,
eles estavam à mercê de sua própria sorte. Efeitos de uma transmigração sofrida,
a de corpo. E com as provações que a de alma,
pela saudade, distância, desafios,
infligiu. Vencê-las foi uma questão de sobrevivência. Mérito próprio. Nada de
endeusar figuras que foram, simplesmente, coadjuvantes na história de
imigrantes poloneses. Eles, sim, foram heróis de suas próprias histórias de resiliência.


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