sexta-feira, 7 de março de 2025

Rota BLANK-Pomerode/Ep05 - A Casa das Muitas Mulheres



 Somos Cristina Siegrist, minha prima, e Ellen Crista da Silva, esta que vos escreve!

Estamos montando a árvore genealógica da família, tronco Blank e seus muitos ramos e folhas. Um trabalho de pesquisa e documentação que está enriquecendo nossas vidas e nossa visão de mundo, pelo muito que estamos observando e descobrindo.

Nessas andanças, nos deparamos com as muitas facetas das "mulheres"  que viveram na casa de Wilhelm Blank, nosso bisavô. Mulheres arrojadas, preocupadas, sim, com a manutenção da casa, educação dos filhos e famílias, mas, surpreendentemente, preocupadas consigo mesmas e buscando desenvolver suas habilidades. Aprenderam ofícios e assim ajudaram muito na economia familiar.

Mulheres que nasceram e viveram nos séculos 19 e 20... XIX e XX... anos 1800 e 1900... 

Dinâmicas, empreendedoras, criativas...Uma verdadeira lição de vida!

Wilhelm foi casado com Johanne e Anna. As filhas são:

1. Wilhelmine: ela e o marido eram lavradores, mas ela não mediu esforços em ajudar o marido no trabalho de moagem de cereais, pois tinham construído um monjolo em sua propriedade. Os negócios sempre foram muito bem.

2.  Anna: ajudou o marido no seu ofício de charuteiro

3. Pauline: vendia roupas em casa; mais tarde passou a vender malhas em quilo. Ela e família mudaram para Blumenau, onde estabeleceram as Lojas Schwanke.

4. Johanne: casou-se com um fabricante de pentes de chifre; mudaram-se para São Leopoldo (RS) e lá estabeleceram fábrica

5. Bertha: aprendeu costura e chapelaria. Foi hábil na confecção de chapéus, femininos, por encomenda e sob medida. 

6. Emilie: foi aprendiz de costura em Joinville, o que lhe permitiu costurar tudo o que precisava para sua família e casa. No início do casamento tomou conta do pequeno comércio que o casal tinha em Benedito Novo. Em Blumenau, na nova casa, tinham criação de codornas e faisões que eram vendidos a restaurantes e outros comerciantes. Emilie também vendia mudas de plantas que eram semeadas nas latas que o marido preparava. As sementes vinham da própria propriedade, pois tinham muitos tipos de árvores e plantas.

7. Hertha: Trabalhou como doméstica e costureira, no RJ. Costurava calças masculinas para o senhor Carmesse, alfaiate e seu padrinho de batismo. De volta a Blumenau, trabalhou numa confecção. Casada com um alfaiate, ajudava o marido na alfaiataria.

8. As filhas Marie e Hedwig foram cuidadoras da família, donas de casa.

Das noras de Wilhelm:

9. e 10. Fritz casou-se com Alma pela primeira vez e depois com Amanda. Foram donas de casa, esposas dedicadas.

11. Robert casou-se com Wilhelmine que, costureira, ajudava o marido na alfaiataria.

12. Alwin casou-se com Anna e ajudava o marido na confecção de sapatos sob medida, pois tinham uma sapataria. Anna também era muito criativa e ativa no círculo de mulheres.

13. Wilhelm casou-se com Alwine, esposa que, além do serviço doméstico, ajudava omarido na fabricação e comércio de licores.

14. Erich casou-se com Hertha, uma dona de casa querida e exemplar. Gostava do seu ofício.

15. Ernst casou-se com Hulda, dona de casa e companheira do marido que montou sua padaria e mais tarde trabalhou em outra, em Blumenau. Trabalhou também na fábrica do cunhado.

16 e 17. Bubi casou-se primeira vez com Gertrud e segunda vez com Matilde. Ambas eram dedicadas ao lar.

18. Johanne, a primeira esposa de Wilhelm, cuidava dos afazeres na casa e da lavoura da própria propriedade. Contava com a ajuda dos filhos quando estes estavam mais crescidos. A produção de licores exigia cuidados específicos no pomar.

19. Anna, a segunda esposa de Wilhelm, foi uma super mãe no seio da família: cuidou dos oito filhos do primeiro casamento, dos seus nove filhos e do sogro que veio morar com eles quando ficou viúvo. À medida que as crianças e jovens cresciam, também ajudavam nos afazeres da casa e da lavoura. Viúva, Anna não contou tempo: vendeu suas propriedades em Pomerode e comprou novos imóveis em Blumenau, para morar e alugar. Anna faleceu em 1956.

Mulherada topzera!

Nossa singela homenagem e profunda gratidão a estas mulheres maravilhosas!
Somos o que somos, porque elas foram antes...


"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, 
com as próprias mãos a derruba."

(Provérbios 14:1)













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