quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Rota BLANK-Pomerode/Ep04 - Casa Wilhelm Blank e Johanne (Hein) / Anna (Oestreich)


Fevereiro 2025 inusitado: um passeio inimaginado aconteceu! 

    Passear por Pomerode é sempre bom, mas passear re-conhecendo antigas moradas dos parentes, é muito mais que bom. E foi assim, neste sábado, 02 de fevereiro.

    Saí cedo de Florianópolis e passei na Penha, onde aguardavam Ruth, sua filha Cristina e Renê (marido de Cristina). Saímos então da Penha e fomos almoçar no Torten Paradise, em Pomerode, onde muitas histórias, lembranças e visitas iriam acontecer. Algumas programadas, mas muitas foram pura surpresa!

No caminho à Pomerode, passamos pela antiga casa da Família de Wilhelm Blank, na rua XV de Novembro, muito antes do Pórtico. 

Wilhelm e esposa, na varanda

1994

Anos 2000



    Filho de Ludwig Blank e Henriette Pophal, veio da Pomerânia/ Alemanha ao Brasil em companhia dos pais e dos irmãos Augusto, Heinrich e Bertha, em 1874, segundo relatos e alguns documentos que deixam algumas dúvidas. 
    Wilhelm nasceu em 26.10.1867 em Polzin, Pomerânia, e faleceu em 25.3.1931, em Pomerode. Casou-se pela primeira vez em 19.4.1888, com Caroline Johanne Fredericke Hein. 

Túmulos de Johanne (Hein) e Wilhelm Blank, nos fundos da Igreja Luteerana, Pomerode, centro.


Túmulo de Ludwig Blank, centro, Pomerode

    O casal teve 8 filhos: 1.Friedrich August, conhecido como Fritz e pioneiro na construção da cidade de Taió; 2.Wilhelmine Alwine; 3.Anna Augustine Wilhelmine; 4.Marie W,Bertha; 5.Robert Otto; 6.Alwin Heinrich; 7.Pauline Anna Ottilie e 8. Wilhelmine Marta Johanne (n: 29.4.1898). A mãe e esposa Johanne Hein faleceu após o parto desta pequena, conhecida como Johanne. 

    Viúvo, e com oito filhos para criar, Wilhelm casou-se com Anna Oestreich, filha de Wilhelm Oestreich e Emilie (Gustmann), em 22.7.1898. Desta nova união nasceram 9 filhos: 1.Bertha Wilhelmine Emilie; 2.Wilhelm Emil Albert; 3.Erich Albert Friedrich; 4.Emilie Bertha Anna; 5.Ernst Emil Otto; 6.Hedwig Iva Anna; 7.Alida Emilie Ottilie; 8.Bubi August Hermann e 9. Hertha Wilhelmine. 

  Wilhelm Blank nasceu na Pomerânia e tinha 9 anos quando veio da Alemanha para o Brasil acompanhado dos pais e mais um irmão. Atravessaram o oceano num veleiro, Segelschiff, numa viagem que, segundo relato da família, durou 18 meses. 

  Wilhelm, cujo nome de batismo foi Johann Friedrich Wilhelm Blank, nasceu em 26 de outubro de 1865 em Polzin, na então Pomerânia e faleceu em 25 de março de 1931, em Pomerode.  Casou-se pela primeira vez em 19 de abril de 1888 com Caroline Johanne Fredericke Hein, filha de Friedrich Hein, nascido em 07 de abril de 1832, na Pomerânia e falecido em 20 de novembro de 1908, em Pomerode e Johanne, (nascida Radünz), nascida em 24 de outubro de 1865 em Jarchelin, Pomerânia e falecida em 8 de maio de 1898, em Pomerode. Tiveram 8 (oito) filhos e ao dar à luz a caçula Wilhemine Marta Johanne, acometida de febre e infecção pós-parto, veio a falecer nove dias mais tarde. Embora Wilhelm consultasse seus livros de medicina caseira recebidos por assinatura da Alemanha, todos os esforços para salvar a esposa foram inúteis.

  A casa da família existe hoje ainda, na rua XV de Novembro n. 4450, e sua arquitetura é típica germânica, em estilo enxaimel. A frente da casa é composta de uma varanda com colunas arredondadas e de tijolos aparentes. Nos fundos e na lateral da casa havia um curral e mais um galinheiro. Era comum que galinhas fossem roubadas pela vizinhança, mas como havia muitas, esses roubos ocasionais não causavam maiores prejuízos.

  Por toda extensão dos fundos do terreno encontravam-se árvores frutíferas como goiabeiras, laranjeiras, tangerineiras, limeiras e limoeiros. Ainda nos fundos da casa, subindo o morro que era coberto por mata-virgem, havia pés de ingazeiros, caquizeiros, caramboleiras, jabuticabeiras, pitangueiras, bananeiras, corticeiras, araçazeiros e árvores de fruta-do-conde, também conhecida como anona. Com muitas dessas frutas as mulheres elaboravam doces e geléias. A vida nessa propriedade consistia em trabalho na lavoura e na produção de vinhos e licores de frutas

    Assim que as crianças conseguiam segurar uma enxada ajudavam a arrancar mata-pasto e debulhar milho. Gostavam do serviço, mesmo sentindo o sol do verão calar em seus corpos ou o frio do inverno com suas geadas. A alegria dos pais era transmitida aos filhos pelo impulso que os animava a persistir no serviço em épocas mais duras. Quando necessário, vizinhos e parentes também ajudavam, pois plantava-se de tudo e não faltava o que fazer, nem mesmo o que comer. As mudas e sementes de todo tipo de cultura, inclusive flores, eram trocadas entre os colonos. Muitas espécies tinham sua reprodução de ramas, estacas ou bulbos. O aipim foi um produto amplamente cultivado e usado para fazer fécula, tapioca e polvilho para o consumo próprio e para comércio. Além desta raiz, havia os tubérculos: batata-doce, mangarita ou taioba e taiá. Plantava-se ainda: cana-de-açúcar, milho, café, feijão, verduras e frutas diversas.

  O alimento para os animais também era produzido em casa, pois havia gado bovino, porcos, ovelhas, galinhas, patos, gansos e marrecos, além de algumas cabras, cabritos e oito cavalos que auxiliavam no trabalho de puxar as carroças e os arados. Alguns gatos e cachorros alegravam e divertiam as crianças, além de cuidar da casa.







  Do primeiro casamento de Wilhelm, com Caroline Johanne Fredericke Hein, nasceram os seguintes filhos:

Wilhelm e Johanne


      Friedrich (?) August Blank, nascido em 31.12.1888, foi batizado em     03.02.1889; casou-se pela primeira vez em 09.10.1918 com Alma M.     Greuel, nascida em 23.08.1898. Tiveram três filhos Úrsula, Harry e Nudy.     Harry era gêmeo de um bebê falecido no parto. Do segundo casamento, com Amanda Eigenberg, nascida em 21.03.1904 e falecida com 78 anos, em 22 de março, teve cinco filhos: Bruno, Agnes, Linda, Lucia e Elvira.

  Friedrich, mais conhecido como Fritz, tinha uma padaria que ficava na casa em frente à casa dos pais, em Rio do Testo. Além do pão produzia e comercializava vinho de carambola e laranja. Quando se casou, mudou-se para Taió, onde comprou terras e trabalhou na agricultura. Além dessa atividade praticava comércio na cidade de Rio do Sul, para onde levava as mercadorias em batera, um tipo de canoa. Mas este transporte só podia ser realizado com êxito quando o nível do rio estava mais alto, isto é, quando se elevava após algumas chuvas, caso contrário as corredeiras do rio impediam o transporte. Estas canoas eram manejadas com remos ou mesmo com taquaras. Em Taió, Fritz participou ativamente da fundação da cidade.

Wilhelmine Alwine H. Blank, nascida em 10.10.1890, foi batizada em 21.12.1890; casou-se em 09.03.1911 com Hermann Grützmacher, nascido em 24.10.1887. Tiveram sete filhos Emma Johanna Anna (*25.01.1912), Hedwig, Frieda, Illa (Guilhermina(?)), Hermann, Gerhard e Edgar.

Wilhelmine e o marido foram lavradores e donos de terras em Rio Cerro, no Serraberg, onde tinham uma grande produção de alimentos. Construíram um monjolo e produziam melado de cana e açúcar mascavo. A cultura de arroz também fazia parte do empreendimento. 

Casa Família Gruetzmacher

Anna Augustine Wilhelmine Blank, nascida em 05.03.1892, casou-se com Heinrich Letzow e tiveram cinco filhos Harold e Waldemar (gêmeos), Alfons, Emma e Wally. Moravam no Serraberg, em Rio Cerro. Heinrich era charuteiro.

Marie W. Bertha Blank nascida em 22.07.1893, casou-se com Adolph Bernhard Hermann Konell (nascido em 06.04.1892, filho de pai ilegítimo e de Bertha Konell). Tiveram dois filhos Tusnelda e Rubens.

Moraram em Rio do Testo, na entrada da cidade de Pomerode, onde atualmente se encontra uma farmácia. Adolph era funileiro da firma Weege, em Pomerode. Com mais idade e já viúva, Marie mudou-se para a casa da filha Tusnelda (ou Tussi), na Alameda Rio Branco, em Blumenau. 

Robert L. Otto Blank nascido em 17.03.1895 (gêmeo), casou-se com Wilhelmine Oltmann e tiveram três filhos Irmgard, Ethel e Margot.

Robert era um exímio alfaiate e montou uma alfaiataria e tinturaria na Rua XV de Novembro, local da atual Relojoaria Universal, em Blumenau. Sua esposa também era costureira e auxiliava na alfaiataria.

Alwin Heinrich (?) Blank nascido em 17.03.1895 (gêmeo), casou-se com Anna Luy e tiveram três filhos Irma, Ingrid e Quito.

Alwin era sapateiro e aprendeu o ofício em Joinville, quando ainda era jovem. Consertava e fabricava sapatos sob medida e teve a primeira loja de calçados em Pomerode, no centro, nas proximidades do Cemitério. Sua loja era bonita e bem conceituada. Mais tarde, no mesmo local, os descendentes instalaram a Confeitaria “Tortenparadies”. A Rua Alwin Blank, no centro de Pomerode, leva o nome em sua homenagem. O filho Quito, aos nove anos, ajudava o pai na confecção de tacões e solas de borracha.    

Pauline Anna Ottilie Blank nascida em 02.12.1896; casou–se com Hermann Schwanke e teve quatro filhos Egon, Heinz, Rita e Ilse.

Pauline tinha o hábito de vender malhas em quilo, em casa. Primeiramente o casal morou em Pomerode, na Rua XV de Novembro n. 406. Mais tarde se mudaram para Blumenau e estabeleceram a Loja Schwanke, no bairro da Velha.


Rita e Ilze Schwanke

Heinz e Egon Schwanke


Fritz, Wilhelmine, Anna, Marie e Pauline

   

Wilhelmine Marta Johanne Blank; nascida em 29.04.1898; casou-se com Joseph Probst e tiveram dois filhos Otte e Arno.


 Wilhelmine, conhecida apenas como Johanne trabalhou como Haustochter (babá) em uma casa de família em Joinville. Trabalhou também numa confeitaria em Pomerode, que se localizava em frente a uma fábrica de pentes e artefatos de chifre, de propriedade de Joseph Probst, um jovem recém chegado da Suíça com seus pais. Ele trouxera da Suíça todo o maquinário para a fábrica e tinha como sócio Aldo Urban, um político da cidade. Após o casamento, mudou-se para Blumenau, onde reinstalou a fábrica e associou-se com August Schulz. Mais tarde, deixando a fábrica para os sócios, seguiu para São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, cidade de colonização germânica, onde instalou nova fábrica. Localizada na Vila Charlau, recebeu o nome de Fábrica de Pentes e Artefatos de Chifres “Probst”. Nessa fábrica eram confeccionados pentes de vários tipos, além de colheres, garfos e pás para bolo, calçadeiras de sapatos e outros artigos.


Johanne, Otti Probst e Emilie (Blank) Schulz


Johanne, jovem

  Quando faleceu sua esposa Johanne Hein após o parto desta última filha, Wilhelm Blank viu-se só, de uma hora para outra, com oito filhos, a produção de vinhos e licores e todo o campo para cuidar. Enquanto a esposa era viva, a família contava com a ajuda da babá Anna Oestreich. Com a falta da mãe, as crianças da casa chamavam por Anna, a babá, e por fim Wilhelm foi à casa dos pais de Anna e pediu-a em casamento. Menos de três meses após a morte da esposa Johanne foram realizadas as bodas.

  Wilhelm casa-se então, pela segunda vez, em 22 de julho de 1898 com Anna Oestreich; nascida em 24 de junho de 1878, em Blumenau e falecida em 22 de julho de 1956. Era filha de Wilhelm Oestreich e Emilie (nascida Gustmann). O casal teve nove filhos:




Bertha Wilhelmine Emilie Blank; nascida em 12.05.1899, casou-se em 16.05.1928, em Blumenau com Otto Marquardt, nascido em 10.05.1891 e filho de August Marquardt, vindo da Alemanha, e de Wilhelmine Teich. Tiveram uma filha: Elgita, nascida em 25.05.1929 que, casada com Casemiro Gregório, teve seis filhos: Marli, Cláudio Davi, Liliane, Luiz Carlos, Celso Roberto e Rosângela.


    Bertha aprendeu costura e chapelaria, em Joinville. Adquiriu as formas, que eram de madeira e se tornou habilidosa na arte de confeccionar chapéus femininos e confeccionava-os sob encomenda, no modelo desejado. 







Na foto: as moças usando chapéus confeccionados por Bertha




Wilhelm Emil Albert Blank, nascido em 09.12.1900, casou-se em 17.01.1924 com Alwine Schernikau, nascida em 16.01.1900 e tiveram uma filha Asta.

  Wilhelm trabalhou com o pai na indústria de vinhos, licores e bebidas finas, juntamente com Otto Marquardt, marido de Bertha (filha de Wilhelm Blank). Além de vinho de uvas, faziam vinho de jabuticabas, banana, coquinho e outras frutas, com receitas desenvolvidas por Otto. O pai Wilhelm permanecia fiel ao receituário vindo da Alemanha, mas os jovens ousaram novas receitas. O filho Wilhelm também fazia localização de águas subterrâneas com forquilha. Após a morte do pai, foi trabalhar no comércio, com Bubi, em Blumenau.

Erich Albert Friedrich Blank nascido em 06.08.1902, casou-se em 31.05.1930 com Herta Dittrich, nascida em 20.04.1909 em Blumenau, filha de Hermann Dittrich e Emilie (nascida Meyer). Tiveram uma filha Sílvia.

Erich trabalhou algum tempo na Companhia Weege, em Pomerode. Mais tarde foi comerciante em Rio do Sul, na Companhia Paul's. Também trabalhou em Blumenau, no início da Rua Coronel Federsen, perto de onde passa o Rio Itajaí-Açu e onde se localizava um dos portos de balsas de areia e “chatas”. As “chatas” eram engatadas umas nas outras, no máximo de seis e carregadas de madeiras vindas de Rio do Sul e Lages. Deste porto eram rebocadas pelo Vapor Blumenau até o porto de Itajaí, de onde retornavam com outras mercadorias numa viagem que normalmente durava 8 horas. Não havia, na época, transporte de mercadorias do litoral para o Vale do Itajaí por caminhão e como Erich sabia dirigir esses veículos, fazia tais serviços. 

Emilie Bertha Anna Blank nascida em 28.08.1904 e falecida em 05.02.1994. Casou-se em 28.05.1927 com August Schulz, nascido em 03.07.1905 com quem teve três filhos Ingomar, casado com Janina Schulz (nascida Neuwiem) e falecido em 18.06.2005; Agathe, casada com Fábio Magnani e Eldritha, casada com João Valdir Klitske).



    Emilie, quando jovem, seguiu para Joinville e foi aprendiz de costura na indústria de confecções Vogelsanger, onde trabalhava em troca de comida e moradia. Quando se casou com August mudou-se para Benedito Novo, onde o casal abriu um pequeno comércio de secos e molhados. Tempos depois mudaram-se para Blumenau e alugaram a casa no bairro Vorstadt que hoje abriga o Museu Fritz Müller. Anos depois compraram um lote de terras na Rua Araranguá, onde construíram casa, fizeram roça no morro e criaram muitos animais. 

Ernst Emil Otto Blank nascido em 28.08.1906, casou-se com Hulda Bachmann e tiveram dois filhos Etha e Lothar.


Casamento de Ernst e Hulda


    Ernst profissionalizou-se como padeiro e montou sua própria padaria ao lado da casa dos pais, em Pomerode. Após o casamento mudou-se para Blumenau, onde trabalhou por muito tempo na padaria do Sr. Schmidt, na Rua XV de Novembro. Mais tarde trabalhou na fábrica de pentes e artefatos de chifre, de August Schulz. Com o fechamento dessa fábrica, por motivo de racionamento de energia elétrica na época da segunda guerra mundial, passou a refinar e comercializar sal.

Hedwig Iva Anna Blank nascida em 11.06.1908, casou-se com Francisco Pires (natural do Rio de Janeiro) e tiveram uma filha Ana Maria.


Agathe, Tânia, Ana Maria, Hedwig (sentada|), Francisco Pires e Emilie

  Hedwig, ainda jovem, trabalhou na Confeitaria Heinrich Schmidt, localizada na Rua XV de Novembro, em Blumenau. Tempos depois, ela e a irmã Hertha foram para o Rio de Janeiro e trabalharam como domésticas. Hedwig conheceu e casou-se com Francisco Pires, taxista, e acabou por se estabelecer na Cidade Maravilhosa pelo resto da vida. Em suas cartas aos familiares, nos anos que se seguiram ao casamento, não deixava de enfatizar sua enorme saudade do sul. Quando Quito Blank e Ingomar Schulz estavam prestando serviço militar no Rio de Janeiro, era rotineiro visitarem e almoçarem, aos sábados, em casa de sua tia Hedwig.


 
Alida Emilie Ottilie Blank
 nascida em 26.03.1910 e falecida em 19.12.1927. Segundo relatos, Alida deixou todos consternados com sua morte prematura aos dezessete anos, por problemas cardíacos.







  


Bubi August Hermann Blank nascido em 13.12.1911, casou-se pela primeira vez com Gertrud, com quem teve uma filha Brigita. O segundo casamento aconteceu com Matilde.

Brigitte, Gertrud e Buby

Buby e Matilde

  Conhecido apenas como Bubi, era um exímio charuteiro e boêmio. De espírito alegre, contava piadas com muita facilidade. Trabalhava em sua oficina de bicicletas, localizada no porão do Hotel onde antigamente eram as Casas Pernambucanas, no centro de Blumenau, em sociedade com o irmão Wilhelm. A sociedade com o irmão perdurou por bons longos anos.

  Hertha Wilhelmine (?) Blank nascida em 19.07.1913, casou-se com Alwin Volkmann e teve dois filhos Ruth e Renato.

Ruth como "Schwester"


Renato, com a gaita

Hertha, como babá, no RJ 



  Hertha
morou algum tempo no Rio de Janeiro, em companhia da irmã Hedwig, onde trabalhou como doméstica. Quando voltou a Blumenau, trabalhou numa fábrica de confecção têxtil na Rua Itajaí. Casou-se com o alfaiate Alwin Volkmann e passou a ajudá-lo na alfaiataria, primeiramente numa grande casa em Pomerode e anos depois numa casa em Blumenau. Após o nascimento do filho Renato, Hertha contraiu infecção pulmonar e veio a falecer. Seguiram-se dias pesarosos para Alwin e os filhos. Emilie, uma das irmãs de Hertha, tomou o nenê aos seus cuidados.






E esta foi a Saga de Wilhelm Blank e sua Família.


4 Gerações: Anna, Emilie, Agathe e Tânia

Alwine, Asta e Wilhelm Blank



Hertha  Ditrich, Bertha Marquardt, Buby, Marie Konell, August Schulz,
Emilie Schulz, Anna Letzow, Pauline Schwanke, Wilhelm, Minna Schernikau
As moças, casadas, passaram a usar o sobrenome dos maridos.

                                                       
Esta Rota BLANK faz parte do Tronco Familiar de Wilhelm Blank (nascido em 26.10.1865), casado com Johanne Hein (1a esposa, nascida em 7.4.1832) e Anna Oestreich (2a esposa, nascida em 24.6.1878). Pais de Wilhelm: Ludwig Blank e Henriette Pophal. Vieram da Pomerânia e se instalaram em Pomerode, provavelmente em 1874.

Especial agradecimento à prima Cristina, primos e tia Ruth, por fornecerem mais dados, lembranças de eventos e as muitas fotos. 







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