Então, Almitra disse:
"Fala-nos do Amor."
E ele elevou a cabeça e fitou o povo, e uma quietude os envolveu. E com a voz forte, ele disse:
"Quando o amor vos acenar, segui-o, embora seus caminhos sejam árduos e íngremes.
E quando suas asas vos envolverem, entregai-vos,
Embora a espada oculta em sua plumagem possa ferir-vos.
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento do norte devasta o jardim.
E quando suas asas vos envolverem, entregai-vos,
Embora a espada oculta em sua plumagem possa ferir-vos.
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento do norte devasta o jardim.
Pois ainda que o amor vos possa coroar, ele tembém vos pode crucificar.
Ainda que seja para vosso crescimento, também contribui para podar-vos. (...)
Todas estas coisas o amor fará por vós a fim de que vos torneis sabedores dos segredos de vossos corações, e que, imbuídos desse saber, vos transformeis num fragmento do coração da Vida. (...)
O amor não possui nem quer ser possuído;
Pois o amor ao amor se basta. (...)
O amor não tem outro desejo senão o de atingir sua plenitude. (...)
E o de retornardes à casa ao anoitecer, plenos de gratidão;
E então adormecerdes com uma oração para o bem-amado em vossos corações e uma cantiga de louvor em vossos lábios."
(In: O Profeta. Kahlil Gibran. Ediouro, RJ. 2002)


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