quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Redação & Textos: Da Argumentação - parte 4

A arte Retórica (Aristóteles)

"A inteligência está ausente", disse Platão, por sentir a ausência de Aristóteles, na Academia, este que era  seu discípulo.

Aristóteles, de espírito era encciclopédico, verseou todas as matérias das ciências humanas e que eram objeto da meditação dos pensadores.

E um dos seus trabalhos mais importantes, sem spmbra de dúvida, foi ter descobertos as leis ideais da argumentação.

Com isto, criou uma nova ciência: a ciência diretiva da operação de raciocinar, mais tarde denominada de LÓGICA. 

Segundo Prof Godofredo Telles Jr., "no séc VI de nossa era, os trabalhos lógicos de Aristóteles foram reunidos sob o título geral de Organon, que significa Instrumento. Como a argumentação se compõe de proposições e as proposições, de termos, encontramos no Organon os seguintes tratados:

1. Categorias: ou teoria dos termos
2. Da Interpretação: ou teoria das proposições
3. Primeiras Analíticas: ou teroria da argumentação em geral
4. Segundas Aanalíticas: ou teoria da demonstração; pois parte dos princípios verdadeiros, gerando certeza
5.Tópicos: ou teoria da argumentação que parte de princípios prováveis ou opiniões. Leva a uma conclusão provável

A Retórica não pertence a um gênero particular e definido, mas assemelha-se à Dialética, pois ambas tratam de questões que de algum modo são da competência comum de todos os homens, sem pertencerem ao domínio de uma ciência determinada. Todos os homens se empenham dentro de certos limites em submeter a exame ou defender uma tese, em apresentar uma defesa ou uma acusação.

É igualmente evidente que, num debate, devemos limitar-nos a demonstrar que o fato existe ou não existe, sucedeu ou não sucedeu; quanto, porém, a saber se esse fato é importante ou mínimo, justo ou injusto e todas as questões que o liegislador não determinou com precisão, ao juiz em pessoa compete decidir, sem se importar com o que pensem as partes em presença.

É, pois, sumamente conveniente que leis bem estabelecidas determinem, na medida do possível, todos os casos, evitando ao máximo deixar margem aberta para a decisão dos juízes.

(...) e este é o ponto mais importante: a decisão do legislador não incide sobre um caso particular, mas sobre o futuro e o geral.

Sendo manifesto que o método hábil estriba em provas; que a prova é uma demonstração - pois que nossa confiaça é tanto mais firme quanto mais convencidos estivermos de ter obtido uma demonstração; atendendo a que a demonstração da Retórica é o entimema; que este fornece, em resumo, a convicção mais decisiva; assente que o entimema é uma espécie de silogismo e que a Dialética, tomada em conjunto ou numa de suas partes, tem por missão tratar indiferentemente de toda sorte de silogismos, resulta que todo aquele que melhor souber aprofundar as premissas e a marcha do silogismo, será, por isso mesmo, mais apto para manejar o entimema. (p. 29, 30)

A Retórica é útil, porque o verdadeiro e o justo são, por natureza, melhor que seus contrários. (...) Enfim, é preciso estar à altura de persuadir o contrário de nossa proposição, do mesmo modo que nos silogismos lógicos; não para nos entregarmos indiferentemente às duas operações - pois não se deve persuadir o que é imoral, mas para ver claro na questão e para estarmos habilitados a reduzir por nós mesmos ao nada a argumentação de um outro, sempre que este em seu discurso  não respeite a justiça.(p.31)


In: Aristóteles. "Arte Retórica e Arte Poética". Tradução de Antônio Pinto de Carvalho.Ediouro. 17a edição. 2005.


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