Queria desesperadamente ser bonita. Apreciava tanto as pessoas bonitas! No Colégio, cismara muitas vezes se poderia ser chamada de bonita. Mas talvez fosse, de fato, demasiado alta. Talvez fosse, de fato, apenas simpática. Durante alguns meses, segundanista ainda, chegara a usar blusas e gravatas masculinas. Depois, rebelara-se contra elas. Secretamente, agradava-lhe usar coisas muito femininas, como a camisola que vestia. Acima dos filhos rendados cor-de-rosa, erguia-se-lhe a cabeça altiva, as longas tranças de um castanho dourado a caírem sobre os ombros. Admirou-se por um momento, observando os olhos muito claros, de um verde-azulado, a boca grande e vermelha, a pele macia e pálida. Logo, porém, se sentiu culpada de vaidade. "Bonito é quem bonito faz", dizia sempre a mãe...
Nada na vida a faria infeliz; nunca - nada, nada! Desejava somente coisas agradáveis, pensamentos agradáveis, segurança contra o sofrimento.
Só que não... Joan teve desafios praticamente indescritíveis, não fosse a habilidade da escritora Pearl S. Buck descrevê-los com tanta emoção e veracidade.Eu estava às porta do Vestibular... corria o ano de 1975 com a formatura do Segundo Grau e o Vestibular já agendado. Conclusão do Segundo Grau, formatura e convites! De presente da madrinha tia Mitzi: o livro "Nunca é tarde", de Pearl S. Buck. Devorei cada palavra, cada desafio ali descrito! Um clássico é sempre um clássico...
Dentre os muitos livros da autora citada, consta também "Flor Oculta", romance que tem como pano de fundo o Japão com seus costumes e tradições: Quais as possibilidades de um casamento feliz entre dois jovens de cultura e ambiente diferentes? Pode o amor entre eles resistir aos fundos ressentimentos que inspira a suas famílias e amigos?( In: Seleções do Reader's Digest, Biblioteca de Seleções, Editora Ypiranga, RJ, 1964) O romance acontece entre uma jovem japonesa e um soldado americano.
Faz tempo... que li esta condensação do livro de Pearl S. Buck, na Biblioteca de Seleções. Meu avô e meu pai eram assinantes de Seleções, nos idos dos anos 50 e 60. Gratidão a eles, pois graças a suas assinaturas li muitas histórias que me levaram ao riso, ao choro, à esperança, à confiança, à decepção por vezes também.
Pearl S. Buck (1892-1973) nasceu nos Estados Unidos e com três anos de idade foi levada pelos pais à China, onde foi criada e estudou até os 15 anos, quando então retornou aos Estados Unidos, prosseguindo com seus estudos e pesquisas.
A autora foi ganhadora do Prêmio Pulitzer de Ficção, em 1932 e recebeu o Nobel de Literatura em 1938.


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