Ambas fábricas lançavam álbuns, cadernos com riscos de bordados e instruções quanto ao uso de linhas, agulhas e pontos sugeridos.
Toalhas, golas, pijamas, roupas de bebê, fraldas, lenços, vestidos, blusas, quadros, bolsas, carteiras, enfim, fosse no que fosse, os bordados sempre davam um show à parte em cada obra terminada. Sim, pode-se afirmar que cada bordado terminado era, é, realmente, uma obra. Há horas e mais horas de trabalho em cada peça.
A professora Agathe está bem atrás, entre as duas senhoras de vestido branco. É a terceira, atrás, da esquerda para a direita.
Há uma menina na foto: um sinal de que as meninas eram curiosas e também interessadas na arte do bordado, acompanhando muitas vezes as suas mães nestes cursos.
Eu mesma tive o privilégio de aprender alguns truques e pontos com minha tia. Sou muito grata por estes momentos e aprendizado!
Na foto, estou com minha mãe e meu irmão, em frente à antiga Loja. O prédio não existe mais nesta forma. No lugar foi construído outro, muito mais moderno, com mais andares e para outros fins comerciais.
As vitrines da Loja eram quase sempre montadas pela D.Janina, minha mãe. Outras vezes, tanto Maria quanto Terezinha é que montavam as vitrines. Estas eram as outras duas funcionárias que também trabalhavam conosco.
As linhas ou eram de uma única cor, ou eram de duas ou mais cores, em geral num suave degradê. Isto promovia efeitos singulares nos trabalhos realizados.
Mais tarde surgiram bordados com diversos tipos de fita (maravilha, xatinha, litze, xiquinha, sianinha), e outros tipos de fios. Sempre acompanhados de álbuns com modelos e riscos para sua elaboração.
Em outra ocasião, Aracy comentou: "que legal, também fiz parte dos cursos da Agathe Magnani.
Recordar é viver bons tempos, muitas fitas e linhas varicôr." E mais alguém recordou: "minha mãe comprou muito nessa loja...", "onde a gente comprava as linhas pra bordar no Sagrada...", "continuo bordando. Não tanto como eu gostaria, mas não deixei o hábito..."
Recordar é viver bons tempos, muitas fitas e linhas varicôr." E mais alguém recordou: "minha mãe comprou muito nessa loja...", "onde a gente comprava as linhas pra bordar no Sagrada...", "continuo bordando. Não tanto como eu gostaria, mas não deixei o hábito..."
E Mercedes disse o seguinte: "que legal, Ellen! A Loja das Linhas foi onde eu comprava todos os fios para blusas, saias e vestido de crochê e tricô. Parabéns pela continuidade dos teus bordados. Adoro, acho super artístico...", e: "é verdade... é uma terapia...bjs!"
O tempo passa, o tempo voa... mas as recordações destas maravilhas percorrem tempos, águas por sob as pontes do Itajaí-Açú, ventos e brisas por entre as construções enxaimel, pelos picos do Spitzkopf e Morro do Aipim... e vem pousar de novo nas nossas memórias... não há distância, não há tempo para o que foi feito com dedicação e amor.
Não há tempo, não há distância para o que preencheu os corações de pessoas ávidas pela arte de tecer e bordar com agulhas. Com ferramentas tão pequenas, tão finas e com orifício tão minúsculo para as linhas, estas artesãs não mediram esforços para criar e desenvolver habilidades no seu manuseio. O que ficou? Lindas e divinas obras! Verdadeiras obras!







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