A TORRE DE POPIEL
Há muito
tempo atrás havia um rei muito ganancioso chamado Popiel, que não se importava
com o bem-estar dos seus súditos. Sua esposa, Hilderica, era tão gananciosa
quanto ele e ainda mais cruel. Popiel sempre fazia tudo o que ela o aconselhava
a fazer.
O castelo de
Popiel ficava às margens do Lago Goplo, próximo a cidade de Kruszwica. Uma
imponente torre fora construída em uma ilha no meio do lago e era lá que Popiel
guardava todos os grãos que coletava dos camponeses, como pagamento dos
impostos.
Houve um ano
de tempo ruim, e as colheitas não foram boas. O povo estava faminto, mas o rei
Popiel se recusava a dar-lhes parte dos grãos que tinha em sua torre. Como Popiel
tinha muitos irmãos, o povo começou a pensar em matá-lo e fazer um de seus
irmãos rei.
Quando os
espiões de Hilderica lhe contaram o que o povo andava comentando, ela mandou seu
marido convidar todos os familiares para um grande banquete. Ela planejava envenená-los
todos, pois assim não haveria ninguém para reinvindicar o trono. Popiel ficou
horrorizado e a princípio se recusou a participar do plano, mas acabou
convencido. Na noite do banquete o rei e a rainha receberam calorosamente os
seus convidados, no entanto serviram-nos com vinho envenenado. Todos os doze convidades
morreram e Popiel ordenou que jogassem os corpos no lago.
Na mesma
noite a cidade foi atacada por milhares de ratos famintos. Os ratos não
conseguiram achar nada para comer nos campos secos e assim alimentavam-se de
qualquer resto de comida que conseguiam achar em Kruszwica, enquanto o povo da
cidade fugia para se proteger. Então os ratos correram para o castelo, atraídos
pelos corpos que haviam sido jogados no lago. Os guardas fugiram enquanto os
roedores corriam para dentro do castelo pelas portas e janelas. “Rápido,”
gritou Hilderica “Nós temos que ir para a torre no lago, lá os ratos não podem
nos seguir!”
Popiel e sua
esposa tomaram um barco e remaram para a ilha, mas os ratos nadaram atrás
deles, cobrindo a superfície do lago de cinza. Os ratos queriam os grãos que cheiravam
de dentro da torre e assim, dia e noite roíam a porta de madeira com seus
pequenos e afiados dentes, até que conseguiram abrir buracos nela. Os perversos
monarcas morreram de uma maneira terrível e por anos as ruínas da torre permaneceram
para lembrar seu egoísmo.
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