segunda-feira, 27 de abril de 2020

Contos Poloneses: A Torre de Popiel


A TORRE DE POPIEL

Há muito tempo atrás havia um rei muito ganancioso chamado Popiel, que não se importava com o bem-estar dos seus súditos. Sua esposa, Hilderica, era tão gananciosa quanto ele e ainda mais cruel. Popiel sempre fazia tudo o que ela o aconselhava a fazer.
O castelo de Popiel ficava às margens do Lago Goplo, próximo a cidade de Kruszwica. Uma imponente torre fora construída em uma ilha no meio do lago e era lá que Popiel guardava todos os grãos que coletava dos camponeses, como pagamento dos impostos.
Houve um ano de tempo ruim, e as colheitas não foram boas. O povo estava faminto, mas o rei Popiel se recusava a dar-lhes parte dos grãos que tinha em sua torre. Como Popiel tinha muitos irmãos, o povo começou a pensar em matá-lo e fazer um de seus irmãos rei.
Quando os espiões de Hilderica lhe contaram o que o povo andava comentando, ela mandou seu marido convidar todos os familiares para um grande banquete. Ela planejava envenená-los todos, pois assim não haveria ninguém para reinvindicar o trono. Popiel ficou horrorizado e a princípio se recusou a participar do plano, mas acabou convencido. Na noite do banquete o rei e a rainha receberam calorosamente os seus convidados, no entanto serviram-nos com vinho envenenado. Todos os doze convidades morreram e Popiel ordenou que jogassem os corpos no lago.
Na mesma noite a cidade foi atacada por milhares de ratos famintos. Os ratos não conseguiram achar nada para comer nos campos secos e assim alimentavam-se de qualquer resto de comida que conseguiam achar em Kruszwica, enquanto o povo da cidade fugia para se proteger. Então os ratos correram para o castelo, atraídos pelos corpos que haviam sido jogados no lago. Os guardas fugiram enquanto os roedores corriam para dentro do castelo pelas portas e janelas. “Rápido,” gritou Hilderica “Nós temos que ir para a torre no lago, lá os ratos não podem nos seguir!”
Popiel e sua esposa tomaram um barco e remaram para a ilha, mas os ratos nadaram atrás deles, cobrindo a superfície do lago de cinza. Os ratos queriam os grãos que cheiravam de dentro da torre e assim, dia e noite roíam a porta de madeira com seus pequenos e afiados dentes, até que conseguiram abrir buracos nela. Os perversos monarcas morreram de uma maneira terrível e por anos as ruínas da torre permaneceram para lembrar seu egoísmo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário