sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Sophia, uma imigrante polonesa


A escritora Maria do Carmo Krieger relata em seu artigo "Sophia: a menina polonesa que descobriu o Brasil" a travessia na calha do Atlântico pelo navio Victoria. Trazia como passageiros os pais e a pequena Sophia, com 5 anos. Saíram de Opole, cidade polonesa.
Descreve a autora: Sophia estava descobrindo, aos cin­co anos de idade, um céu muito azul, cujas estrelas brilhando e iluminando as noites de um lugar cercado por flo­restas começava a fazer parte de sua vida.
Mais adiante: A pequena Sophia viveu dois anos no lugar e entendeu que sua história, escrita com carinho nessa nova pá­tria, era especial. Aprendeu a amar o Brasil, sentimento que não brotou fá­cil, haja vista as dificuldades enfren­tadas por seus pais e demais famílias, derrubando árvores, preparando-as para serem transformadas em madei­ras com as quais construiriam seus ranchos. E, no terreno limpo, o início de pequenas plantações de subsistên­cia e de sobrevivência... O que Sophia não poderia imaginar é que acabaria por participar de uma bonita história nos 150 anos de Imigra­ção Polonesa: em setembro de 1871 ela transmigrou com seus pais, Domin e Karolina, de Brusque/SC para Curitiba/ PR. 




 E, muitos anos depois, o encontro com a tataraneta:Com Ana Laura Freire Wedderhoff, tataraneta de Sophia Stempka, nosso imigrante Domin materializou-se de forma a preencher uma lacuna no conturbado relato de historia­dores e pesquisadores a respeito desse capítulo importan­te na chegada dos primeiros poloneses imigrantes, vindos da região de Opole para territórios catarinense e, depois, paranaense. 
Seu encontro com Ana Laura foi vital para o resgate da história de imigrantes: A divulgação teve o sabor de Victoria, igual ao nome do navio que fez a travessia pelo Oceano Atlântico transpor­tando homens, mulheres e crianças que vieram para cá e ajudaram a escrever páginas de dedicação, empreendedo­rismo, histórias de superação, de sacrifício e de afeto. Não sem terem sentido, com certeza, inúmeras saudades do lo­cal ao qual jamais voltariam: Polônia!
Uma constante busca por suas raízes transformou a vida de Ana Laura e seus parentes, que agora estão envolvidos em resgatar a genealogia da família.
Maria do Carmo Krieger;Boletim TAK nro12

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