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Com local e programação para Florianópolis, nos dias 22 e 23 de Novembro pude participar da VII Vitrine Literária Polônica do Brasil. A última Vitrine da quel participei, aconteceu em Curitiba.
Destaco alguns tópicos da Palestra da Reitora da UNIFEBE, Prof Rosemari Glatz, "A importância da imigração polonesa para a Indústria Têxtil da região de Brusque":
em 1869 chegou em Brusque o primeiro grupo 'organizado'. As terras eram de pouca vargem aptas para o plantio e com muitas montanhas cobertas de mata densa. O clima sempre quente e úmido. De 1889 a 1896 chegaram tecelões de Lodz e mudam o curso da história de Brusque. De colonial, Brusque passa a ser industrial. Os poloneses não vieram em número muito grande, mas eram na maioria técnicos, com alguma profissão.
Renaux foi a primeira fábrica de manufatura têxtil, seguida da Buettner (com bordados) e da Schloesser. A dificuldade de conseguir mão de obra especializada fazia com que a buscassem de fora, bem como a maquinaria e os equipamentos.
Era comum todos os membros da família trabalharem juntos nas oficinas, indústrias, etc. Na Europa havia escolas técnicas que os imigrantes tinham frequentado.
O padre Dr. Zdzislaw Malczewski, em sua Palestra "Ensino de polonês no Brasil - História e Atualidade", destacou a necessidade de intensificar o interesse pela língua. Enquanto o imigrante sonha com a Polônia, quando está na Polônia sonha em estar aqui, no Brasil!
No Brasil a língua polonesa ainda "vive"! Não sucumbiu. Pois cresce o interesse em aprendê-la.
Existem 46 pontos de ensino da língua no Brasil. Historicamente os poloneses venceram os Otomanos, em Viena(Áustria). E o rei da Áustria deu-lhes um bocado de café que cultivaram e consomem até hoje.
"Polskie Spojrzenia - Olhares Polacos: em foco, a expressão visual de fotógrafos poloneses de ontem e de hoje na pesquisa de uma descendente" foi o tema da Palestra da Prof. Izabel Cristina Liviski.
Sobre a foto: A foto traz outra percepção. A foto traz à tona uma nova 'leitura'. Para que a literatura? Para que uma fotografia, fora do contexto de documentação?
A foto assume atualmente outros papéis; nova relações sociais. E, de certa forma, tirou a mulher da marginalização, uma vez que a maioria dos feitos eram sempre dispensados ao lado masculino.
Na fotografia não foi diferente. Mas aos poucos a mulher passou de retocadora de imagens, de laboratorista, reveladora de negativos, para a profissão de fotógrafa.
Foto não é uma mímese - ela é uma criação, uma ficção.
Fotógrafo e Fotografado: entre eles há uma negociação - como a pessoa quer aparecer? Como ela quer ser vista? Foto então, é uma construção. E a foto PB (preto e branco) consegue captar mais sensações.
Várias foram as imagens apresentadas, tiradas por polonesas que se destacaram na fotografia: Anna Atkins, Maria Hinska, Janina Mierzecka, Zofia Chometowska, Stefania Bril.






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