E uma mulher, com um bebê ao colo, disse:
"Fala-nos de Filhos."
E ele disse:
"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da aspiração divina pela vida.
São os filhos e as filhas da aspiração divina pela vida.
Vem por vosso intermédio, mas não de vós;
E embora estejam convosco, não vos pertencem.
E embora estejam convosco, não vos pertencem.
Podeis conceder-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos; pois tem seus próprios.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; pois elas abrigam-se no amanhã, que não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis torná-los iguais a vós; pois a vida não segue para trás nem retarda-se com o ontem.
Sois os arcos com os quais vossos filhos são lançados qual setas vivas.
O Arqueiro aponta na direção do infinito, e vos curva com Sua força para que Suas flechas sejam lançadas, rápidas e certeiras, para bem longe.
Ao deixar-se encurvar pelas mãos d'O Arqueiro, sede felizes; pois assim como Ele ama a seta que voa, ama também o arco que é estável."
(In: O Profeta. Kahlil Gibran. Ediouro, RJ. 2002)


Nenhum comentário:
Postar um comentário