E um astrônomo disse:
"Mestre, o que nos dizes do tempo?"
E ele respondeu: "Desejaríeis medir o tempo, o ilimitado e imensurável.
Desejaríeis ajustar vossa conduta e até mesmo orientar o curso de vosso espírito de acordo com as horas e estações.
Do tempo, faríeis um córrego sobre cujas margens sentar-vos-íeis a mirá-lo.
Mas o que em vós escapa ao tempo sabe que a vida escapa ao tempo, e sabe que o ontem é mera lembrança do hoje, e o amanhã, o sonho do hoje.
Do tempo, faríeis um córrego sobre cujas margens sentar-vos-íeis a mirá-lo.
Mas o que em vós escapa ao tempo sabe que a vida escapa ao tempo, e sabe que o ontem é mera lembrança do hoje, e o amanhã, o sonho do hoje.
E que aquilo que em vós canta e contempla ainda habita os confins do primeiro momento que espalhou os astros pelo espaço. (...)
E não é o tempo tal qual o amor, indivisível e incontido?
Mas se vossos pensamentos precisam medir o tempo em estações, que cada uma dessas estações envolva todas as outras.
E que o dia de hoje abrace o passado com nostalgia e o futuro com aspirações."
(In: O Profeta. Kahlil Gibran. Ediouro, RJ. 2002)
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