Temos três gêneros de Retórica:
1. Deliberativo - numa deliberação, aconselha-se ou desaconselha-se, não importa se a questão é de interesse particular ou se está-se falando perante o povo, sobre questões de interesse público.
1. Deliberativo - numa deliberação, aconselha-se ou desaconselha-se, não importa se a questão é de interesse particular ou se está-se falando perante o povo, sobre questões de interesse público.
Este gênero tem como 'tempo' o futuro, pois sobre este é que as questões são deliberadas
Finalidade do deliberativo: é o útil e o prejudicial, pois quando se dá um conselho, este é apresentado como vantajoso ou funesto.
2. Judiciário - comporta acusação e defesa.
Este gênero tem como 'tempo' o passado, visto que uma acusação ou defesa incide sobre fatos acontecidos, já passados.
Finalidade do judiciário: por vezes este gênero toma algo dos outros, por ex., o justo ou o injusto. O fim para os pleiteantes é o justo ou o injusto.
3. Demonstrativo - comporta o elogio e a censura.
Este gênero tem como 'tempo' o presente, pois para louvar, elogiar ou censurar apoia-se no presente dos acontecimentos; muito embora seja utilizada lembrança do passado ou presunção de futuro.
Finalidade do demonstrativo - quando se louva ou se censura, as referências são feitas ao belo ou ao feio.
É necessário, contudo, nos três gêneros, ter premissas relativas ao possível e ao impossível, bem como à questão de saber se um fato se deu ou não, se se há de produzir ou não.
Quando se louva ou se censura, quando se aconselha ou se desaconselha, quando se acusa ou se defende, ninguém se empenha só em demonstrar o que afirmou; mas todos se propõem, além disso, mostrar a importância do bem e do mal, do belo e do feio, do justo e do injusto, que o assunto encerra.
E não importa se os pontos foram entre si tratados separadamente ou mutuamente postos em confronto e oposição.
Necessário possuir premissas sobre a grandeza e a pequenez, sobre o mais e o menos, tanto no geral quanto no particular.
E temos três elementos que comportam o discurso:
1. a pessoa que fala
2. o assunto a ser falado
3. a pessoa a quem se fala (o ouvinte)
O ouvinte é, necessariamente, espectador ou juiz.
In: Aristóteles. "Arte Retórica e Arte Poética". Tradução de Antônio Pinto de Carvalho.Ediouro. 17a edição. 2005.

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