Quem nunca??? Leitura de cabeceira no nosso tempo de Segundo Grau, início de Faculdade, etc...
Um jeito de entender a vida e suas nuances. Algumas respostas a questionamentos da fase adolescente e quase maturidade. Ou então, mais questionamentos surgiam! Mas era um alento, um conforto, deparar-se com um "profeta" que sabia dizer o que precisávamos ouvir.
O livro fala dos assuntos mais profundos da humanidade: o amor, o casamento, a liberdade, o trabalho, filhos, tempo, beleza, religião etc. Leva o leitor, sem sombra de dúvida, a uma profunda reflexão sobre a existência.
"Todas essas coisas o amor fará por vós a fim de que vos torneis sabedores dos segredos de vossos corações, e que, imbuídos desse saber, vos transformeis num fragmento do coração da Vida." (p.14)
"O amor não possui nem quer ser possuído;
Pois o amor ao amor se basta."(p.14)
"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da aspiração divina pela vida.
Vêm por vosso intermédio, mas não de vós;
E embora estejam convosco, não vos pertencem."(p.19)
"Vós trabalhais para vos manter no compasso da terra e da alma da terra." (p.27)
"Ao trabalhares, sois uma flauta cujo coração o murmúrio das horas
atravessa e transforma-se em música.
Quem de vós permaneceria silente como um junco quando tudo ao redor
canta em uníssono?" (p.27)
"O trabalho é amor tornado visível.
E se não podeis trabalhar com amor, mas somente com dissabor,
é melhor abandonar vosso trabalho e ir sentar-vos à porta do templo
à espera de esmolas daqueles que trabalham com alegria." (p.29)
"E ainda que cantais como anjos, mas não amais vosso canto,
impedis que o homem ouça as vozes do dia e da noite." (p.29)
Então um magistrado disse:
"E que dizes a respeito de nossas Leis, mestre?"
E ele respondeu:
"Vós apreciais estabelecer leis,
Contudo, vos deliciais ao violá-las.
Qual crianças que brincam na praia construindo castelos
de areia para logo destruí-los em meio a risos.
Mas enquanto construís vossos castelos, o mar traz mais areia
até a praia,
E quando os destruís, ele sorri convosco.
Na verdade, o mar sempre ri com os inocentes. (p.45)
"Vós rezais em vossas aflições e em vossas necessidades;
pudésseis rezar também na plenitude de vossa alegria e em vossos dias de abundância." (p.69)


Nenhum comentário:
Postar um comentário