Percepções de quem leu e gostou:
Nas primeiras páginas da leitura
de "Não-me- esqueças/ Vergissmeinnicht de autoria de Ellen Crista da Silva
fui levada para uma dura viagem no tempo, remetida a época de Bismarck onde
atravessavam-se precariamente oceanos numa viagem sem volta a terra natal.
Ao prosseguir, fascinou-me a rica narrativa do cotidiano desses imigrantes em terras desconhecidas e inóspitas com tudo a ser construído. Cresceu imensamente respeito pela resiliência e coragem desses colonos.
Mas confesso que tocou-me profundamente a alma a forma como lidavam com a vida.
Ignoravam o bullying por sua pronúncia, dormiam exaustos pelo trabalho, perdiam mulheres no parto e ainda assim extraiam alegria de coisas pequenas: como a ida a "domingueira", os ovos de Páscoa, uma desconfortável viagem de Benedito novo a Blumenau, a criação de engenhocas para facilitar a pesca e até a utilização de um cordão para embalar os menores para dormir.
Confesso que me perguntei porque hoje complexificamos e complicamos tanto as coisas, a vida, os relacionamentos, o trabalho...
Desfrutamos tão pouco tendo tanto.
Se esses valorosos alemães ou meus ascedentes portugueses nos vissem agora a reclamar de miudezas se envergonhariam de quão pouco aprendemos sobre o que torna a vida a experiência maravilhosa que é.
Gratidão Ellen Crista e não-vou- esquecer, tenha certeza!
Gilsara Barboza Pereira, Psicóloga, Dra. em Psicologia Cognitiva
Atuando como consultora em Gestão de Pessoas e Mentora na inspirarrecursoshumanos@gmail.com em Chapecó-SC
Natural de Pelotas- RS, descendente de Portugueses e Espanhóis que imigraram para o RS, atualmente vivendo, morando e amando SC há 30 anos!

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