terça-feira, 9 de junho de 2020

FAYGA OSTROWER: Da Polônia para o Brasil


A artista Fayga Ostrower

 “Creio que cada artista só pode criar de dentro para fora, falando de experiências vividas em sua própria época. Ele não pode reviver épocas passadas nem antecipar épocas ainda não vividas, pois não existe procuração para o ato criador. Mas isto não significa que ele parte de uma tabula rasa. A sua experiência individual, historicamente única, se interliga com toda uma linha de evolução humana – quer dizer, ela foi possível só porque existiram experiências anteriores. Se sua obra for válida, o artista reata nós para futuras experiências, embora não possa prevê-las.” (Fayga Ostrower, 1969)

Em 2008 aconteceu a exposição “Os Caminhos de Fayga Ostrower”, no espaço da Caixa Cultural Brasília. Na época eu morava em Brasília e pude apreciar suas obras.

(...) Fayga angariou prestígio, não apenas por ser uma das mais atuantes artistas plásticas do séc XX, mas também pela defesa intransigente da arte, evitando a disseminação de conceitos equivocados, pois, para essa mestra da criação, “arte é benção”. (in: Catálogo ‘Os Caminhos de Fayga Ostrower,Caixa Cultural, 2008)

Lodz, Polônia, é a cidade natal e  1920 é o ano de seu nascimento. Em 1934 migrou para o Brasil, casou-se, naturalizou-se brasileira.  Atuou como artista plástica de renome, como pintora e professora. Faleceu no Rio de Janeiro em 2001. O movimento estético  que seguiu foi o Expressionismo Abstrato.

"A natureza criativa do homem se elabora no contexto cultural. Todo indivíduo se desenvolve em uma realidade social, em cujas necessidades e valorações culturais se moldam so moldam os próprios valores de vida. No indivíduo confrontam-se, por assim dizer, dois pólos de uma mesma relação: a sua criatividade que representa as potencialidades de um ser único, e sua criação que será a realização dessas potencialidades já dentro do quadro de determinada cultura. (...)
Toda forma é forma de comunicação ao mesmo tempo que forma de realização. Ela corresponde
ainda, a aspectos expressivos de um desenvolvimento interior na pessoa, refletindo processos de crescimento e de maturação cujos níveis integrativos consideramos indispensáveis para a realização das potencialidades criativas. Aos processos de maturação se vinculam, por sua vez, a espontaneidade e a liberdade no criar. " (in: Criatividade e Processos de Criação, Fayga Ostrower, 19a ed., Ed Vozes, 2005)


Nenhum comentário:

Postar um comentário