O DRAGÃO DE WAWEL
Tempos atrás,
em uma carverna nos pés a Colina Wawel,
morava um terrível dragão cuspidor de fogo. Este dragão vagava pelos campos
livremente, comendo ovelhas e gado, e assim os camponeses não tinham coragem de
pastorear os animais perto de suas lavouras no rico e verde vale próximo ao Rio
Vistula. Muitos bravos cavaleiros cavalgaram em busca de combater o monstro,
mas o dragão cuspia rios de fogo que matava os cavaleiros antes mesmo que suas
lanças e espadas estivessem perto o suficiente para tentar atacar o dragão.
O rei então
enviou mensageiros por toda a Europa, anunciando que o homem que livrasse o seu
país deste terrível dragão teria a mão de sua bela filha em casamento e se
tornaria rei daquelas terras após a sua morte. Cavaleiros e Nobres vieram de
todas as partes em busca desta bela recompensa; no entanto, um após o outro,
eram mortos e devorados pelo dragão, bem como seus cavalos. As pessoas temiam
sair de suas casas e o reino foi ficando cada vez mais pobre.
Então um dia
um jovem aprendiz de sapateiro chamado Krak veio diante do rei anunciar que
tentaria matar o dragão. “Todos são bem-vindos a tentar”, disse o rei infeliz,
“mas você não tem nem armadura, nem cavalo, nem sequer uma espada”. “Eu tenho
apenas o meu conhecimento e minhas ferramentas de sapateiro” Krak respondeu,
“mas armadura e espadas até hoje não ajudaram e, além disso, eu tenho um plano
que pode acabar com esta temível criatura”. Então o rei desejou a Krak boa
sorte, e a princesa desejou sucesso ao jovem e belo rapaz.
Krak comprou
um carneiro morto de um açogueiro e abriu-lhe a barriga com a sua faca de
sapateiro. Depois, encheu o animal com enxofre, pó do qual os fósforos são
feitos, e costurou-o de volta com sua linha de sapateiro. Krak deixou o
carneiro no caminho da caverna do dragão para o rio e escondeu-se atrás de uma
pedra para observar.
Depois de
algum tempo o dragão saiu de sua caverna. Ele era ignorante e ganancioso, e
quando viu o carneiro morto, engoliu-o de uma vez só, sem sequer parar para
pensar em como o carneiro viera parar ali. O enxofre fez o fogo na barriga do
monstro ficar muito quente. Então ele correu até o rio e bebeu, bebeu, até que
ficou estufado como um balão. Deitou-se de costas e resmungou.
Krak saltou
detrás da pedra e chamou o dragão e jogou pedras nele. O dragão tentou curpir
fogo no rapaz, mas a água havia apagado o fogo dentro dele e agora tudo o que
conseguia fazer era arrotar fumaça. Mesmo assim, o dragão se esforçava e
continuava tentando, até que, estufado como estava, explodiu com um estrondo
que foi ouvido a milhas de distancia. O povo estava enfim livre dele!
Krak casou-se
com a princesa e, depois que o rei morreu, tornou-se rei. Construiu um castelo
no topo da Colina Wawel e todos os reis da Polônia ali viveram por centenas de
anos. Em volta da colina o povo construiu a cidade que chamou-se Krakóvia, em
homenagem ao novo rei. A caverna do dragão ainda pode ser vista hoje em dia e,
perto do rio, há uma bela estátua do dragão, marcando o lugar em que a
inteligência ganhou da força.
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