Logo depois da Páscoa,
assim que a crosta gelada do inverno não é mais vista sobre os campos, é semeado o linho. Percebe-se também que o ar
fica mais quente logo depois da vigília de Felipe e Jacó. Depois que o linho é
plantando, há toda uma rotina de trabalho – capinar, rastelar, roçar, arrancar
as ervas daninhas, colher, secar, debulhar e bater.
Esta rotina é
seguida com a previsão de em maio os tecidos elaborado nos teares estarem
prontos. É quanto então os tecidos passam por uma “passadeira” que tem dois rolos. E a melhor época para este
serviço é quando o pomar está florindo, quando o tempo está bom, o sol está
brilhando; pois então o tempo é adequado para virar os tecidos dos dois lados,
molhá-los e deixá-los secar. Assim, tudo é feito de maneira certa para que
tenha uma boa apresentação.
Da produção, os
empregados recebem uma parte de tecido mais simples, enquanto que para a casa
do patrão vão os tecidos melhores, mais elaborados. E o restante da produção é então
vendido. Estes tecidos não devem ser guardados em local inadequado para que não
fiquem com mau cheiro. É preciso secar de vez em quando, virando-os de um lado
para o outro e não deixar que fiquem sujos, para que não criem fungos e apodreçam.
