Carlos Renaux, filho de Johann Ludwig e de Christina, franceses da região da Alsácia-Lorena, teve muito boa formação escolar e desejava seguir carreira militar. Por causa de uma deficiência auditiva não foi aceito e foi assim que, mais tarde, emigrou para o Brasil.
Aqui estabeleceu-se primeiramente no Rio de Janeiro. Tempos mais tarde seguiu para Santa Catarina e empregou-se em Blumenau. Uma bela foto de 1885, da antiga Rua das Palmeiras, Palmenaller, de Blumenau, consta no livro.
Casou-se a primeira vez com uma blumenauense, Selma Wagner e com quem teve 11 filhos. Com a morte de Selma casou-se segunda vez com a atriz europeia Johanna Maria von Schonenbeck. Mas Johanna adoeceu e faleceu aos 35 anos de idade. Carlos Renaux casou então terceira vez com com Maria Luiza, conhecida em Brusque como Goucki.
A partir de 1884 empreendeu-se em Brusque e, embora vivesse entre Brasil e Europa, seu 'porto seguro' e de trabalho sempre foi Brusque. Ali desenvolveu várias atividades, até que, finalmente, criou empresa que teve renome nacional.
Foi um grande benfeitor para Brusque, ao lado de sus esposa Selma, conhecida como 'mãe dos pobres'. Financiaram vários projetos na área social e cultural. Seu legado pra Brusque é historicamente reconhecido.
Outro artigo da Revista tem a ver com o dialeto 'badense'. Riqueza do contato linguístico, os dialetos são um momento de aproximação entre etnias, entre povos. No caso, pessoas vindas de determinada região da Alemanha e que entraram em contato com a população de Itajaí e Brusque, de origem açoriana.
Nem sempre as manifestações linguísticas eram bem aceitas pela população brasileira, sendo que os estrangeiros sofreram constrangimento pelas dificuldades em se expressarem na língua portuguesa.
E a autora Maria do Carmo descreve em estilo de diário, as anotações de outra leva migratória: a polonesa. Segundo estudos e pesquisas, essa imigração foi muito forte em Brusque, desde 1869. Os primeiros poloneses vieram entre 1869 e 1876.
E então cruzamos as ruas de Brusque e visitamos a Casa do Barão de Schneeburg, o Clube Filatélico Brusquense, o Museu Arquidiocesano e mais, muito mais.
Somos o que somos hoje, porque homens de fé, fibra e trabalho vieram antes e construíram todo um mundo para as gerações vindouras: nós e nossos filhos. Gratidão é a ordem do momento.
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