domingo, 4 de abril de 2021

Festejos de Páscoa: que hoje seja muito feliz!

 


Quando criança, no Sábado de Aleluia, papai pintava os ovos cozidos para escondê-los no Domingo de Páscoa. Tradicionalmente, logo após a Missa, voltávamos para casa correndo, pois o Senhor Coelho havia passado e deixado cestinhas recheadas com ovos, não  só os cozidos que papai havia pintado, mas outros, com as gostosas amêndoas  - nada mais que amendoim com açúcar branco -, escondidas pelo terreno.

Então fazíamos fila, do menor para o maior de meus irmãos  cantando:

 


  • Coelhinho do vergel
  • Escuta as nossas vozes
  • Não perdeste o teu pincel
  • Prá pintar os ovos.

 

  • Não é tolo não/não/não
  • O nosso Coelhinho
  • Em resposta vira sempre
  • E mexe com o rabinho.

 

Até que um belo dia, resolvi saber o significado de vergel, pois cantava sem entender: Jardim!

Eis o esconderijo mágico daquele que, por muitas Páscoas da minha vida (e depois, dos meus filhos, quando na casa dos avós maternos, em Brusque) conseguiu transformar em cores as mais diversas as casquinhas de ovos, algumas também com mini balinhas (vindas de São Bento do Sul/SC), pois que ovos de chocolate não existiam...

Doces lembranças de Páscoas queridas..

(Texto da escritora Maria do Carmo Ramos Krieger)

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