segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Anos 50 e 60: brinquedos e brincadeiras - Bonecas


E então, num dia vazio deste 2020 pandêmico, passei a mão no antigo álbum de fotos, de apenas algumas fotos tiradas pelo meu pai e fiquei lembrando de tempos animados, divertidos, com os brinquedos daquela época.

Minhas bonecas! Minhas queridas bonecas! Todas tinham nome que a gente mesmo dava. E por sugestão de minha mãe, elas levavam o nome de quem recebia de presente.

Asta e Anne eram gêmeas, eram bebês e tinham os nomes das tias-avós, não lembro mais ao certo, mas acho que era isso. Agathe era o nome da tia que me deu aquela fofura de presente! Tinha cabelos encaracolados, presos num rabo de cavalo com uma fitinha. Ela movimentava pés, braços e cabeça. Mitzi era a boneca presenteada pela madrinha. Outra fofura! Sempre muito elegante, pois era esbelta! Alta e magra.

Odete foi presente de uma vizinha. Não mexia braços nem pernas, mas era de um plástico macio. Ó delícia de boneca! Tinha um sorriso simpático! Tinha também o Henry, um boneco que fora presente ao irmão mais velho por sua madrinha, minha tia. Henry nos deixou muito cedo, com um pouco mais de um ano. Seu boneco foi uma maneira de tê-lo perto, mesmo não o tendo conhecido. E cuidávamos de Henry com todo amor e carinho! Um carinho muito especial mesmo, como sendo parte do irmão falecido.                                                                                                                                         

                                                                                                                                                                     (Agathe.Doada ao Museu de Hábitos e Costumes de Blumenau)

Minha mãe também confeccionou bichos de feltro e astracam num dos cursos de artesanato que freqüentou na Artex. Uma das bonecas era Carolina, negra, grande, com tranças de lã e vestidos confeccionados por minha mãe e por mim também! Mais tarde Carolina recebeu a companhia de Tânia, uma boneca tão grande quando ela! Carolina tinha os braços e cabeça firmes, mas sentava! E Tânia movimentava todos os membros.

Não posso esquecer dos ursos... companheiros das brincadeiras com as bonecas. Na foto, o maior deles era de astracan cor de rosa e foi confeccionado por minha mãe. 


E então nos meados dos anos 60 a indústria de brinquedos revolucionou o mundo com a chegada da Susi! Sonho de consumo das meninas, logo invadiu os lares com as muitas possibilidades de cor de cabelo e modelitos de vestuário! Quem não tinha uma Susi?  Já vinha batizada... tinha nome. 

Lembro bem do Natal em que, inesperadamente minhas bonecas sumiram do meu quarto. Eu procurava alucinada por elas, perguntava à minha mãe e não conseguia encontrá-las... até o dia de Natal! Estavam todas sob o pinheiro, vestidas com novos vestidos confeccionados por mamãe! Lindos e caprichados vestidos! Quando maior, eu mesma confeccionava vestidos e roupinhas, inclusive na máquina de tricô.


(Susi, com sua roupa original. Doada ao Museu de Hábitos e Costumes de Blumenau)



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