Esses camponeses, em certa localidade, juntaram-se e elegeram um deles para ser o representante perante o patrão e a família, por ocasião da Páscoa. Este representante deveria desejar ‘boas festas’ em nome de todos os camponeses. Estes, por sua vez, repetiriam em coro as palavras de seu representante. E assim caminhou o orador, o representante, em direção ao castelo do patrão. Lá já aguardavam-nos o patrão e toda a família.
Este representante, com a cesta de ovos em seus braços, tomou a dianteira de seus amigos e começou a falar: “nós, servidores de Deus e de sua excelência, viemos para desejar boa Páscoa”. E então os amigos camponeses repetiam suas palavras, completando: “para sua esposa, filhos, netos eavós.” E o orador continuou: “ Saúde, e os anos mais prósperos de sua vida.” E o povo repetia, completando: “para sua esposa, filhos, netos e avós.” E o orador: “Que Deus abençoe vossa excelência no campo e na estrebaria; na casa e no pomar.” E o povo repetia, completando: “para sua esposa, filhos, netos eavós.” Então o orador se dirigiu ao patrão, carregando a cesta de ovos, seguido pelos amigos camponeses.
Ao dar o último passo antes de entregar a cesta, o cadarço do sapato desatou e um dos camponeses pisou nele. O orador tropeçou ao dar o passo e caiu ao chão, deixando cair a cesta e quebrando-lhe todos os ovos. Ao se levantar não se conteve e soltou um xingamento: “Que os diabos te carreguem”... e a turma toda atrás repetiu e completou: “para sua esposa, filhos, netos e avós.”